“HAMLET” no Espaço Armazém

O Espaço Armazém recebe, de 9 a 18 de março, sextas e sábados às 20h e domingos às 19h, HAMLET, espetáculo indicado ao Prêmio Shell-RJ em 3 categorias (direção, cenário e iluminação) e ao Prêmio APTR em 7 categorias (espetáculo, direção, atriz protagonista, atriz coadjuvante, iluminação, cenário e figurino), vencedor do Prêmio Cenym de melhor atriz (Patrícia Selonk) e melhor companhia e também vencedor do Prêmio Cesgranrio de melhor iluminação (Maneco Quinderé). Partindo da obra fundamental de Shakespeare, a ideia geral da Armazém Companhia de Teatro foi de encontrar um Hamlet do nosso tempo. Um Hamlet cheio de som e fúria. Não numa atualidade forçada, mas ressaltando aspectos da obra que dialogam com esse coquetel de conflitos contemporâneos que vemos todos os dias jorrando nas grandes cidades do mundo. Sete atores e atrizes dão vida aos personagens de Shakespeare: Patrícia Selonk (Hamlet), Ricardo Martins (Claudius), Marcos Martins (Polonius/Coveiro), Lisa Eiras (Ofélia), Jopa Moraes (Laertes/Guildenstern/Ator), Isabel Pacheco (Gertrudes) e Luiz Felipe Leprevost (Horácio/Rosencrantz/Loba). A direção e roteiro são de Paulo de Moraes, com versão dramatúrgica de Maurício Arruda Mendonça.

“A direção de Paulo de Moraes é de um artesanato criterioso, com soluções de efeito e inteligência teatral. O primeiro ato reúne as características formais ampliadas numa sucessão de recursos surpreendentes. No segundo, o desenvolvimento da trama ganha o ritmo de um voo rasante.” – Macksen Luiz, Jornal O Globo

Em 2017 a companhia completou 30 anos de existência travando um complexo diálogo criativo com um dos melhores materiais dramatúrgicos da história. Hamlet é o príncipe da Dinamarca. Seu pai morreu repentinamente de uma doença estranha e sua mãe casou-se com o irmão do falecido marido, na frente de toda a corte, depois de apenas um mês. Hamlet tem visões de seu pai, que afirma que seu irmão o envenenou, e exige que ele se vingue e mate o novo Rei (seu tio e padrasto). Hamlet se finge de louco para esconder seus planos e vai perdendo o controle sobre sua própria realidade no meio deste processo. Ou seja, a invenção teatral do século XVI de um príncipe que fingia loucura e o espírito inflamado do nosso século entraram inevitavelmente em colisão. Já não há mais fingimento. A loucura de Hamlet tornou-se a loucura do mundo.

Shakespeare representa a corte real dinamarquesa como um sistema político corrupto que se torna um labirinto esquizofrênico para Hamlet. Assassinato, traição, manipulação e sexualidade são as armas usadas na guerra para preservar o poder. No centro dessa história está Hamlet, um homem desesperadamente preocupado com a natureza da verdade, um homem notável que quer ser mais verdadeiro do que, provavelmente, é possível ser. E que exige do resto do mundo que sejam todos verdadeiros com ele. Mas é possível conhecer a si mesmo integralmente? É possível conhecer integralmente as pessoas a seu redor? Hamlet se fragmenta, nossa época o faz assim, um sujeito destrutivo, atormentado e letal.

“Em mais um grande acerto, a Armazém Companhia de Teatro equilibra com maestria o clássico e o contemporâneo nesta releitura da tragédia de Shakespeare.” – Renata Magalhães, Revista Veja Rio

A respeito da tradução o diretor Paulo de Moraes comenta que “Maurício conseguiu uma poesia sem pompa, que comunica sem perder a beleza. E é grande mérito dos atores que essa poesia chegue rasgando, ela é língua, ela é corpo, ela é carne.” Moraes que conclui dizendo acreditar que “é importante tratar Shakespeare como se ele fosse um genial dramaturgo recém-descoberto com algumas coisas urgentes a dizer sobre a guerra, sobre a loucura do mundo e sobre nossos líderes políticos modernos.”

“A montagem de Paulo de Moraes enfatiza não apenas a semelhança entre a Dinamarca da ficção e o Brasil atual, mas também o poder letal daqueles que conseguem superar a melancolia e o desespero e resolvem agir. E tal superação transcende o pessoal e se afigura como um gesto político. (…) além disso o encenador conseguiu extrair uma das mais brilhantes performances de Patrícia Selonk. Na pele de Hamlet, a atriz potencializa ao máximo toda a fragilidade e potência do personagem, tornando verossímeis tanto a melancolia e inércia do personagem no início quanto a fúria devastadora que o domina a partir do momento em que decide efetivamente agir. E no que se refere ao célebre monólogo ‘Ser ou não ser’, proferido em voz baixa e impregnado de uma dor que chega a ser exasperante, bastaria este breve e sublime momento para ratificar o que todos já sabem: Patrícia Selonk é uma das melhores intérpretes do país.” – Lionel Fisher

HAMLET teve estreia nacional em junho de 2017 no Teatro I do CCBB Rio de Janeiro, fez temporadas em Londrina, Curitiba, Belo Horizonte, Vitória e novamente no Rio de Janeiro.

Ficha técnicaDireção: Paulo de Moraes
Versão Dramatúrgica: Maurício Arruda Mendonça
Montagem da Armazém Companhia de Teatro
Elenco: Patrícia Selonk, Ricardo Martins, Marcos Martins, Lisa Eiras, Jopa Moraes, Isabel Pacheco e Luiz Felipe Leprevost
Participação em Vídeo: Adriano Garib (Espectro)
Cenografia: Carla Berri e Paulo de Moraes
Iluminação: Maneco Quinderé
Figurinos: João Marcelino e Carol Lobato
Música: Ricco Viana
Preparação Corporal: Patrícia Selonk
Coreografias: Toni Rodrigues
Preparador de Esgrima: Rodrigo Fontes
Assessoria de Imprensa: Ney Motta
Fotografias e Vídeos: João Gabriel Monteiro
Programação Visual: João Gabriel Monteiro e Jopa Moraes
Produção Executiva: Flávia Menezes
Produção: Armazém Companhia de Teatro
Site Oficial: www.armazemciadeteatro.com.brServiço

Local: Fundição Progresso (Espaço Armazém) – Rua dos Arcos, 24, Lapa, Rio de Janeiro
Informações/tel.: 21 2210-2190
Capacidade de público: 120 lugares
Temporada: 9 a 18 de março, sextas e sábados às 20h e domingos às 19h
Ingressos: R$ 40,00 (casos previstos em lei pagam meia entrada)
Vendas antecipadas pela internet: http://bit.ly/2BFiOyV
Classificação indicativa: 16 anos
Duração: 140 minutos (incluído 10 minutos de intervalo)
Drama