“O tempo não dá tempo” no Oi Futuro

Com direção de Duda Maia (Prêmios Shell e Cesgranrio e indicação ao APTR de Melhor Direção por ‘Auê’), “O tempo não dá tempo”, que estreia dia 18 de janeiro, no Oi Futuro, trata-se de uma mistura de teatro, dança, performance e multimídia. Uma criação coletiva encabeçada pela diretora, pelos próprios atores/intérpretes e por Gregorio Duvivier (‘Porta dos Fundos’ e ‘Greg News’, na HBO), que assina pela primeira vez a dramaturgia de um espetáculo teatral. O espetáculo conta ainda com a utilização de poemas do escritor português Gonçalo M. Tavares.

Numa montagem itinerante, que ocupará o teatro, as escadas, o café, o terraço, o elevador e outros espaços do centro cultural no Flamengo, diferentes gerações de atores se reuniram nesta obra multifacetada: a bailarina e coreógrafa Angel Vianna, celebrando 90 anos de vida, Ciro Sales, Juliana Linhares, Marina Vianna e Oscar Saraiva.

“O tempo não dá tempo”, um espetáculo itinerante de teatro-dança, construído a partir das sensações de interrupção, insistência, lentidão e falta de tempo, faz um paralelo entre os tempos urbanos e o tempo da poesia. De um lado, cenas curtas, interrompidas e confinadas, experimentando o tempo das relações que não se estabelecem e a fragilidade da vida. De outro, o tempo da delicadeza, do respeito e do cuidado. A observação sobre o nosso próprio corpo e, com isso, a reflexão sobre o que fazemos com nosso tempo e, principalmente, sobre a percepção de vivenciar de verdade cada minuto da sua vida. Uma homenagem ao presente seja ele com ou sem leveza, mas que seja inteiro. “O tempo não dá tempo” é essencialmente um espetáculo que mergulha em uma experiência sensorial, dando possibilidade que o público seja também um criador, visitando sua própria memória.

Segundo a diretora Duda Maia, colocar cinco gerações de atores/intérpretes em cena é um caminho extremamente potente de percepção de tempo. De como o tempo de história de cada um é significativo na realização de um pequeno gesto e, consequentemente, a leitura da cada espectador irá navegar por caminhos pessoais. “Espero que o espectador se torne um protagonista com essa experiência artística e mergulhe, como quiser, no seu TEMPO”, comenta Duda, que acrescenta… “Conheço Angel desde que tinha 18 anos, sua dança mudou a minha vida, me deu direção e desejo. Tanto tempo e parece que foi ontem. Em 2018 eu completo 50 anos e Angel 90. Não teria um jeito mais belo de comemoramos nossos aniversários“, comemora a diretora.

A iluminação da montagem é de Renato Machado (Prêmio Shell de melhor iluminação por ‘Filme Noir’), a direção musical de Ricco Viana (Prêmio APTR de melhor música por ‘Jim’) e a cenografia e figurinos de Theodoro Cochrane (Prêmio Shell e Prêmio Questão de Crítica de melhor figurino pelos espetáculos da Cia Hiato, ‘Escuro’ e ‘O Jardim’, respectivamente).

FICHA TÉCNICA

Dramaturgia: criação colaborativa de Duda Maia, Gregorio Duvivier, Oscar Saraiva, Gonçalo M. Tavares e elenco

Direção: Duda Maia

Intérpretes-criadores: Ciro Sales, Juliana Linhares, Marina Vianna e Oscar Saraiva Artista convidada: Angel Vianna

Diretor assistente: Jamil Cardoso

Direção de arte: Theodoro Cochrane

Direção de projeções e criação gráfica: Rico e Rentato Vilarouca

Direção musical: Ricco Viana | Composição do “tema da escada”: Renato Luciano

Iluminação: Renato Machado

Cenógrafa assistente: Mari Pitta

Figurinista assistente: Thereza Macedo

Direção de produção: Ciro Sales

Produção executiva: Bruno Fagotti e Nana Martins

Administração: Liame – Associação de apoio à cultura

Assessoria de Imprensa: Daniella Cavalcanti

Realização: Oi Futuro e Otimistas Artes e Projetos

SERVIÇO

“O Tempo não dá Tempo”

Temporada: 18 de janeiro a 25 de fevereiro de 2018

(não haverá espetáculo na semana do Carnaval, de 08 a 11 de fevereiro de 2018 )

Local: Oi Futuro (Rua Dois de Dezembro, 63 – Flamengo)

Informações: (21) 3131-3060

Dias e horários: quinta a domingo, às 20h

Capacidade: 44 lugares

Duração: 75 minutos

Classificação indicativa: 14 anos

Ingressos: R$30,00

CURRÍCULOS

Duda Maia

Duda Maia é formada pela Escola de Dança Angel Vianna, onde lecionou dança contemporânea durante 13 anos. Foi professora de corpo do Curso Profissionalizante de Atores da CAL – Casa das Artes de Laranjeiras de 1998 até 2008.

De 1996 até 2006 foi diretora e coreógrafa da Trupe do Passo, Cia. De Dança contemporânea que tinha sua pesquisa baseada na cultura popular do NE. Este grupo foi subsidiado pela Prefeitura do Rio de Janeiro e criou diversas parcerias com grupos de dança popular e brincantes de Pernambuco.

Trabalhou como diretora de movimento com os diretores: André Paes Leme, João Falcão, Daniel Herz, Karen Acioly, Mauro Mendonça Filho, Aderbal Freire-Filho, Dudu Sandroni, Bruno Garcia, Michel Bercovitch, Fábio Ferreira, Guel Arraes (nos filmes, “Lisbela e o Prisioneiro” e “Romance”), Miguel Vellinho (Cia. Pequod), Marcelo Morato (“Contos e Cantigas Populares” – onde ganhou o Mambembe de melhor espetáculo juntamente com Marcelo Morato e Agnes Moço), João das Neves, Paulo José, Vera Fajardo, Paulo de Moraes e Ivan Sugahara.

Em 2012 assinou a direção do espetáculo infantil “Uma Peça Como Eu Gosto”, da Cia. Histórias Pra Boi Dormir juntamente com Lucio Mauro Filho, com este espetáculo ganhou o prêmio de melhor direção – Prêmio Zilka Sallaberry de Teatro Infantil 2012.

Dirigiu o espetáculo “Clementina, Cadê Você?”, musical inspirado na vida de Clementina de Jesus, que estreou em outubro de 2013.

No inicio de 2014, dirigiu o espetáculo “A Dona da História”, texto de João Falcão, com Livia Falcão e Olga Ferrario, integrantes da Duas Companhias, grupo profissional com sede na cidade de Recife que este ano completou 10 anos em 2014, este projeto foi contemplado pelo Funcultura.

Em 2014, fez a Direção de Movimento de “Fala Comigo Como a Chuva e Me Deixa Ouvir”, trabalho que rebebeu a indicação de Melhor Direção de Movimento na categoria especial do Prêmio Cesgranrio 2014, e a direção de movimento do espetáculo “Beija-me Como Nos Livros”, ambos da Cia. Os Dezequilibrados e com direção de Ivan Sugahara.

É diretora do show “Farra dos Brinquedos” uma banda que trabalha com músicas originais e ritmos brasileiros, destinada ao público infantil.

É diretora do espetáculo AUÊ, do grupo teatral “Barca dos Corações Partidos” com direção de produção da Sarau Agência de Cultura, sucesso de público e crítica. Duda Maia ganhou o Prêmio CESGRANRIO 2016 de Melhor Direção pelo espetáculo Auê. Esse espetáculo também foi contemplado o prêmio Cesgranrio de Melhor Direção Musical e o prêmio Cesgranrio de Melhor espetáculo. Ganhou o Prêmio Shell de melhor direção, por Auê. Também por Auê, foi indicada, por melhor direção no Prêmio APCA. Ganhou ainda o prêmio Botequim Cultural desse ano em cinco categorias, incluindo melhor direção e melhor espetáculo e o prêmio APTR, nas categorias, Direção Musical, Melhor Espetáculo e Produção. Duda Maia foi indicada na categoria de Melhor Direção nos prêmios Bibi Ferreira e 3º Prêmio Reverência de Teatro Musical.

Dirigiu o infanto-juvenil, “Guerra Dentro da Gente”, de Paulo Leminski, com a Cia Histórias Pra Boi Dormir, que estreou em outubro de 2016 no Oi Futuro. Esse espetáculo foi indicado ao Prêmio CBTIJ de Teatro Infantil em 06 categorias, incluindo melhor trabalho de formas animadas. Venceu o Prêmio CBTIJ de Melhor Videografismo.

Está em cartaz com o espetáculo musical infanto-juvenil, “A Gaiola”, adaptado do livro de Adriana Falcão. Este espetáculo foi vencedor em 07 categorias no Prêmio CBTIJ 2016, incluindo Melhor espetáculo e Melhor Direção. A Gaiola também foi vencedora do Prêmio Botequim Cultural em cinco categorias: Melhor Direção, Melhor Espetáculo, Melhor Texto Adaptado, Melhor Atriz e Melhor Ator. O espetáculo também foi vencedor do Prêmio Zilka Salaberry 2016/17 nas categorias, Melhor Cenário, Melhor Direção e Melhor Espetáculo.

Atualmente Duda Maia, está dirigindo seu próximo espetáculo adulto, “O tempo não dá tempo” – uma mistura de teatro, dança, performance e multimídia – que estreia em janeiro de 2018, no OI Futuro Flamengo, e no roteiro de seu próximo infanto-juvenil “Conto Amoroso e Ciumento”, uma livre adaptação de algumas situações de contos de Machado de Assis que tratam do tema ciúme, texto que será escrito por Eduardo Rios, com estreia prevista para fevereiro de 2018, no CCBB do Rio de Janeiro.

Ciro Sales

Ator, produtor e gestor c u l t u r a l, possui relevante trajetória na cena teatral baiana, tendo sido dirigido por nomes como Fernando Guerreiro, Marcio Meirelles, Paulo Dourado, Ewald Hackler, Gideon Rosa, Raimundo Matos de leão e Harildo Déda. Inicia em 2010 as atividades de sua companhia teatral, o Núcleo Supernova Teatro, com quem realiza, entre outros trabalhos, “Alugo Minha Língua” (2011), “Drácula” (2012), de Marcio Meirelles, e “Efeito Werther” (2015). Atuou também em “Carmen, de Cervantes”, dirigido por Fábio Espírito Santo (2015) e em “Enterro dos Ossos”, de Jô Bilac (2016), entre outros.

Na TV, foi escolhido entre centenas de candidatos pela MTV para ser o apresentador da versão brasileira do “Catfish”, programa de maior audiência na MTV americana. Também esteve atuou nas novelas “Haja Coração” e “Rock Sotry”, ambas da TV Globo.

No cinema, atuou no longa “A Coleção Invisível”, de Bernard Attal, e “Bem Casados”, de Aloísio Abranches. Trabalhou entre 2007 e 2012 na gestão pública da cultura em seu estado, tendo desempenhado as funções de assessor especial e em seguida diretor de fomento à cultura. Atualmente, grava a segunda temporada de Catfish Brasil, na MTV, e prepara os ensaios de um espetáculo teatral em coprodução com a Third Rail Projects, de Nova York/EUA.

Juliana Linhares

Natalense, 27 anos. Diretora, atriz e cantora. Atuou nos espetáculos: Gabriela, de João Falcão (2016 – SP), A Ópera do Malandro, direção de João Falcão (2014 – RJ), Cidadela (2014 – RJ), dirigido por Diego De Angeli e Só não viu quem não quis, da Miúda (2013 – RJ). Em Natal, no Grupo Estandarte de Teatro sob a direção de Lenilton Teixeira, participou dos espetáculos Matrióshka: uma história dentro da história (2007 e 2010), Uma coisa que não tem nome (2009), e do Auto do Natal: A face feminina de Deus (2008). É cantora da banda Pietá com a qual já esteve ao lado de nomes como Chico César, Emílio de Mello, Carlos Malta, entre outros, passando por diversos palcos importantes do RJ e de outras cidades do país.

Formada em Direção Teatral pela Unirio (2017), dirigiu os espetáculos Adubo (Sede das Cias, RJ, 2017), Pira Caipira (Unirio, RJ, 2017), Dinossauros e Pelancas (Circuito SESC RJ, 2015/2016), Apanhei-te, Ernestinho: Vida, música e sonhos de Ernesto Nazareth (Festival Villa-Lobos, RJ, 2013).

Marina Vianna

Atriz há mais de vinte anos e ao longo de sua trajetória desenvolveu simultaneamente o exercício teórico, tornando-se doutora em Artes Cênicas e Professora Adjunta do Departamento de Teoria do Teatro da UNIRIO. Atriz reconhecida pelos trabalhos em que colaborou com a dramaturgia e a escritura cênica, tais como A Falta que nos Move, direção de Christiane Jatahy; FitzJam, direção de Pedro Brício; Devassa – sobre Lulu de Wedekind, direção de Nehle Franke com a Cia dos Atores; Medea- Obs, direção de Fábio Ferreira.  Em 2015, estreou como diretora do espetáculo A Santa Joana dos Matadouros de Bertolt Brecht, no Teatro Glaucio Gill, indicado ao prêmio Cesgranrio de melhor direção e melhor espetáculo do ano. Em julho de 2017, integra o elenco de Entonces Bailemos, de Martín Flores Cárdenas, no Espaço Sesc Copacabana, seguindo temporada no Teatro Sérgio Porto e no Teatro da UFF.

Oscar Saraiva

Professor, ator, dramaturgo e diretor teatral. Bacharel em Teoria do Teatro pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro – UNIRIO. Trabalhou como ator com diretores tais como Ivana Leblon, Christiane Jatahi, Aderbal Freire Filho, Antônio Guedes, André Paes Leme, Jeferson Miranda, Marco Antônio Nunes e Pedro Kosovisk, De 1991 a 2004 trabalhou como ator-bailarino e dramaturgista na Cia de Dança Márcia Rubin. Foi indicado como melhor ator coadjuvante pelo Prêmio APTR, em 2010, pela peça “Hamelin”, texto de Juan Mayorga e direção de André Paes Leme. Como dramaturgo e diretor seus principais trabalhos são: “Esquece”, “Tudo isso agora”, “Não Perturbe”, “Faça o que precisa ser feito”, “Mira! Enquanto nossos olhos se perdem” e “Inventário 1.0”, estreia em outubro/17.