“Homeostase @ The Wrong” acontece de novembro a janeiro no Centro Cultural São Paulo

Homeostase @ The Wrong (homeostase.art.br) é uma exposição inédita em São Paulo, com curadoria de Guilherme A.F.Brandão Fonseca e Julia Borges Araña, que busca evidenciar a influência que as novas tecnologias exercem sobre o fazer artístico. A exposição ficará em cartaz de 22 de novembro a 28 de janeiro no Centro Cultural São Paulo (CCSP), com entrada gratuita.

Link para download de fotos com respectivos créditos: https://drive.google.com/drive/folders/17BfBXNPgCT7vh396mPDjH8v6ZHvNXXNv?usp=sharing

O projeto integra a III The Wrong – New Digital Art Biennale (www.thewrong.org), que acontece de 01 de novembro de 2017 a 31 de janeiro de 2018, com vários pavilhões digitais propostos por mais de 80 curadores do mundo todo, com mais de 1600 artistas, para serem visitados online. Criada em São Paulo por David Quiles Guilló em 2013,a The Wrong é um evento global que mobiliza centenas de curadores e milhares de artistas com o intuito de compartilhar as produções mais radicais e inovadoras, criando, promovendo e projetando a cultura e a arte digital para um público cada vez mais amplo. Paralelamente aos pavilhões online, acontecem as embaixadas, exposições offline em mais de 30 cidades ao redor do mundo, sendo que a Homeostase @ The Wrong é a maior delas e a primeira que acontece em São Paulo.

A exposição apresentará 43 obras de artistas e coletivos nacionais e internacionais que redefinem criticamente a arte digital como um campo de experimentação e investigação intelectual, onde as dimensões digital e analógica, virtual e real se cruzam. Estes artistas exploram a cultura contemporânea, com foco especificamente na conectividade, interatividade em redes da informação e cultura maker. São artistas que, através da experimentação das novas ferramentas disponíveis em um mundo pós-internet, criam novas estéticas, narrativas e soluções formais.

Com uma obra em realidade virtual inédita na América Latina (Rainbow), Olafur Eliasson participa da seleção de artistas. A obra poderá ser experimentada durante a última semana da exposição (21 à 28/01/2018), assim como “Aquaphobia”, de Jakob Kudsk Steensen, ambas disponibilizadas através de uma parceria da Homeostase @ The Wrong com a empresa britânica Acuteart.

Outros artistas da exposição são: A. Bill Miller, Alfredo Salazar-Caro, Anaisa Franco, Anthony Antonellis, Baron Lanteigne, Bruno Bez, Carla Gannis, Carlos Bêla, Caroline Barrueco, Clement Valla, Damjan Malajev, Denise Vieira, Ellectra Radikal, Erica Lapadat Janzen, Gabriel Menotti, Giselle Beiguelman, Giselle Zatonyl, John Edmark, José Irion Neto, Kamilia Kard, Karen Tribes, Laura Kim, Ligalight, Livenoisetupi, Lorna Mills, Love Letter Exe, Lullatone + jonobr1, Mari Nagem, Mathieu St Pierre, Michael Staniak, Mitch Posada, Modular Dreams, Olafur Eliasson, Owen Mundy, Perfect Users Collective, Planalto, Rebeca Uliasz, Salvatore Iaconesi, Sam Hains, Systaime, Ultraviolet e Yoshi Sodeoka.

Segundo os curadores Guilherme A.F. Brandão e Julia Borges Araña, “nas últimas décadas, a cultura digital emergiu de forma a abarcar todas as áreas do conhecimento e tem influenciado intensamente as práticas de produção artística contemporâneas. Com o crescimento do acesso aos meios de comunicação digitais e a massificação do acesso à internet, conexões inusitadas e multiculturais ocorrem a todo instante e as mudanças de comportamento humano em relação à utilização das mídias levantam questões nunca antes suscitadas. É possível identificar a existência de uma produção artística latente que utiliza-se e cria estas novas possibilidades a partir dos recursos técnicos disponíveis”.

“A exposição examina de maneira panorâmica o cenário da arte emergente internacional sob os efeitos de uma realidade digital ubíqua, pervasiva e pós-internet. Serão exibidas obras que nascem ou transitam no meio digital e suas formas de materialização, feitas com em equipamentos eletrônicos ou à mão, no mundo online ou desconectado das redes, estáticas ou em movimento, transformadas em objetos bi ou tridimensionais, instalações interativas e obras que somente podem acontecer no virtual”,complementam os curadores Guilherme Brandão e Julia Borges.

Paralelamente à exposição, o Homeostasis Lab é um dos pavilhões da The Wrong, e ficará aberto para receber trabalhos de artistas do mundo todo, até o dia 31/01/2018, através do site homeostasislab.com. Todos os trabalhos devem ser “internet-friendly” e pertencer às inúmeras modalidades de Artemídia e Cultura Digital: arte cibernética, net-art, ilustração digital, pintura digital, fotografia digital, poesia digital, arte generativa, fractal, glitch art, realidade virtual, realidade aumentada, bio art, comunidades virtuais, sound art, pixel art, software art e outras denominações que ainda estão por vir.

Além da exposição e com o objetivo de promover o pensamento crítico-teórico, serão realizadas ainda conversas com pensadores e artistas da cultura e da arte digital no Museu da Imagem e do Som (MIS SP), nos dias 30 de novembro e 01 de dezembro de 2017. As conversas trarão questões que entrelaçam o campo das artes visuais com as ciências e novas tecnologias, evidenciando a emergência de novas tendências e práticas que emergem da interatividade, da internet e da utilização dos meios digitais.

Por fim, em parceria com o Garagem Fab Lab, a Homeostase @ The Wrong promove um espaço catalisador de experiências e práticas digitais, trazendo ao público diversas atividades multidisciplinares. Serão 10 oficinas de orientação multidisciplinar e auxílio a questões relativas ao empreendedorismo com foco na atividade criativa para pessoas que pretendem desenvolver sua linguagem e se inserirem no mercado, ministradas por especialistas brasileiros e organizadas pelo Garagem Fab Lab em parceria com a Homeostase @ The Wrong. Também será oferecida uma residência artística através de edital público para interessados em desenvolver seus projetos no espaço do Garagem Fab Lab, contando com o suporte da equipe de orientadores e técnicos. O objetivo é criar, no período de um ano, ações que estimulam a criatividade e inovação através da experimentação, da troca e do conhecimento transdisciplinar.

Homeostase @ The Wrong é patrocinada pela da Deloitte Brasil através das leis de incentivo à cultura federais com o apoio do Ministério da Cultura do Brasil.

SERVIÇO

The Wrong
01 de novembro de 2017 a 31 de janeiro de 2018
www.thewrong.org

Homeostase @ The Wrong
22 de novembro de 2017 a 28 de janeiro de 2018 (fechado entre 18/12/2017 à 01/01/2018)
@Centro Cultural São Paulo
Rua Vergueiro, 1000/ (11) 3397 4002
Abertura: dia 22/11, quarta, às 19h
Visitação: terça a sexta, das 10h às 20h, sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h – livre – Piso Flávio de Carvalho
grátis – sem necessidade de retirada de ingressos

Homeostasis Lab
Inscrições abertas até dia 31/01/2017 @homeostasislab.com

Seminário
30 de novembro e 01 de dezembro de 2017 (agenda completa no site homeostase.art.br)
@ Museu da Imagem e do Som
Av. Europa, 158 – Jardim Europa/ (11) 2117-4777

Oficinas
novembro de 2017 a maio de 2018 (agenda completa no site homeostase.art.br)
@Garagem Fab Lab
Rua Dr. Ribeiro de Almeida, 166 – Barra Funda/ (11) 2476-8662/ (11) 94783-8272

Residência Artística
Inscrições de 23 de novembro de 2017 a 31 de janeiro de 2018 através do site homeostase.art.br

Mais informações para imprensa:
Eduarda Ferraro
eduardaferraro@cinnamon.com.br
(11) 3062-2015

Sobre o CCSP
Inaugurado em 1982, o Centro Cultural São Paulo é um dos primeiros centros culturais multidisciplinares do país. Lugar público por excelência, combina a oferta de programação e de serviços culturais – gratuitos ou a preços acessíveis – com a disponibilização de seus espaços e instalações para um uso plural, livre e propositivo de seus frequentadores, provocando uma reflexão quanto ao papel dos espaços e serviços públicos na promoção da cultura, da criatividade, da cidadania e da autonomia em uma cidade com as dimensões de São Paulo.

Sobre MIS
O Museu da Imagem e do Som, instituição da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, foi inaugurado em 1970. Seu acervo conta com mais de 200 mil itens como fotografias, filmes, vídeos e cartazes. Hoje é um dos espaços culturais mais vivos do país. Além de exposições de sucesso, como Stanley Kubrick, David Bowie, Castelo Rá-Tim-Bum, O mundo de Tim Burton e Silvio Santos vem aí o MIS possui uma programação cultural diversificada, com eventos em todas as  áreas e para todos os públicos: cinema, dança, teatro, música, fotografia e vídeo estão presentes no dia a dia do museu.

Sobre o Garagem Fab Lab
O Garagem Fab Lab foi inaugurado em 2013, sendo o primeiro Fab Lab independente do brasil e o segundo da rede nacional. Surgiu com o objetivo de fomentar a aprendizagem e o acesso a tecnologias que outrora eram limitadas apenas para produção em massa, e estimular o desenvolvimento de projetos apoiados na filosofia do “faça você mesmo”. Mais do que um espaço, o Garagem Fab Lab é uma rede de profissionais, entusiastas, artistas, estudantes, empreendedores e professores, apaixonados pela criação colaborativa e pelas potencialidades da fabricação digital, eletrônica e programação aliadas a marcenaria e outras técnicas.