Casa Camolese será inaugurada em 07 de dezembro

É na antiga vila de casas no Jockey Clube que ficou por décadas em ruínas, agora devidamente revitalizada e batizada de Vila Portugal, que os cariocas encontrarão, a partir de 07 de dezembro, quinta-feira, a Casa Camolese – de Cello Camolese Macedo (ex sócio de casas como Grazie a Dio e Brancaleone, em SP, e Zazá Bistrô, 00, Devassa e Vezpa Pizzas no Rio), em conjunto com o artista Vik Muniz.

Por trás da fachada tombada como patrimônio histórico da cidade, o projeto da Be.Bo, escritório dos arquitetos Bel Lobo e Bob Neri deixa aparente, com suas paredes de vidro, vigas expostas e um pé direito altíssimo, uma  reunião de paixões dos sócios: restaurante, bar, cervejaria artesanal, café, delicatessen e ainda um jardim com mesas compartilhadas e um clube de jazz, estes dois últimos a serem inaugurados no início do ano que vem.

“A origem é o destino”, diz a placa pregada acima da porta de entrada. Em tudo que há ao redor, o homemade dá o tom. No cardápio assinado pelo chef paulista Paulo Grobe, a culinária de inspiração mediterrânea, em que a qualidade, texturas e frescor dos produtos são os protagonistas, ganha versão tropical, privilegiando a produção artesanal da Camolese – como na charcutaria, assim como os pães de fermentação natural criados em conjunto com a padaria The Slow Bakery, feitos na própria cozinha da casa – e os pequenos produtores brasileiros e, sobretudo, cariocas e fluminenses, como fornecedores dos queijos, cafés especiais, chás e etc.

Em dezembro, o restaurante abrirá somente para o jantar nos dias de semana e também no horário de almoço nos fins de semana. A partir de janeiro, almoço e jantar funcionarão todos os dias e aos sábados e domingos haverá ainda o Brunch Camolese, a partir das 10h.

Um balcão de 20 metros convida aos sabores e aromas leves, frescos e tropicais e todo um universo de bitters, aromáticas alquimias, vermouths e os melhores spirits do mundo sob o comando do chef de bar Thiago Politi. Influenciada pelo clima do Rio, a alta coquetelaria da casa apresenta, além de clássicos com assinatura própria, coquetéis de frutas aromatizadas com especiarias e ervas e a exuberância irreverente dos drinks de  influência tiki.

No mezanino fica o primeiro brewpub carioca, onde se pode degustar, direto dos tonéis de fermentação, os diferentes rótulos das exclusivas Cervejas Camolese, criadas por Cello  com a cervejeira Katia Jorge. São eles: Zazá, uma  carismática Witbier, especialmente refrescante, leve e efervescente, em que a base de lúpulo e trigo é acrescida de notas de limão siciliano e coentro habituais da escola belga; Celeste, uma Lager, o estilo bem conhecido dos brasileiros, fermentada e maturada com calma em baixas temperaturas e de  amargor mediano, que ganha a impressão digital Camolese; em Flora, o teor alcóolico baixo associado ao amargor mais pronunciado característico das IPAs  tem versão tropical, brincalhona e esperta, com notas cítricas e deliciosamente aromáticas e direito à criação de um novo estilo:  “Session BPA – “Brazilan Pale Ale”; já Éden é a Doppelbock da casa. Escura, de teor alcoólico mais alto, com safras envelhecidas adicionadas de especiarias nos tonéis de carvalho inglês que ficam no jardim, é uma cerveja que merece o respeito devotado à sabedoria dos anciãos.  

Na cafeteria, aberta durante toda a tarde, cafés especiais terão presença garantida. São edições de pequenos sítios de produtores de Minas Gerais e do Espirito Santo em várias versões de extração, como expresso, hario, clever e aeropress, entre outras, com direito a desenhos de coffe art nas xícaras.  chás orgânicos brasileiros e alemães, também integram a carta.

A palavra Manouche, que dá nome ao estilo de jazz cigano que teve seu início com a guitarra irresistível de Django Reinhardt, nos anos 30, serve de inspiração para o clube instalado no subsolo que promete programação especialíssima de música, teatro, performances e festas assinadas por curadores convidados.

E ainda há o jardim. Ahhh, o jardim… a ser inaugurado em janeiro com suas grandes mesas a serem compartilhadas, receberá os melhores eventos, feiras e festas da cidade. Seja do jardim ou do deck, que a pista do Jockey e o Cristo Redentor sorriem, como paisagem.

Serviço

Casa Camolese

Rua Jardim Botânico, 983, Rio de Janeiro (ao lado da galeria Carpintaria, no Jockey Clube)

Telefone: 21 99239-4969

Abertura: 07 de dezembro, quinta

Capacidade: restaurante: 90 lugares l bar: 24 lugares

Formas de pagamento: dinheiro e todos os cartões de débito e crédito

Há estacionamento à parte, da Estapak, no Jockey

 

Horário de funcionamento

Dezembro:

Restaurante: 18h à 00h (segunda a sexta) l 12h à 01h (sábado) l 12h às 18h (domingo)

Cervejaria: 17h30 à 01h  (segunda a quinta) 17h30 às 2h (sexta e sábado) l 10h às 18h

A partir de janeiro:

Restaurante: 10h às 00h (segunda a sexta) l 10h à 01h (sábado) l 10h às 18h (domingo)

Cervejaria:

Jardim: 17h30 à 1h (segunda a quinta) l 17h30 às 2h (sexta e sábado) 10h às 18h (domingo)