“Festival Experia” reúne Siba, Otto, Gui Amabis e Lucas Santtana

Depois de uma primeira edição na unidade de Brasília, é a vez CAIXA Cultural Rio de Janeiro receber o festival de música independente Experia 2017. Entre 02 e 11 de junho (sexta-feira a domingo), sempre às 19h, o público verá, a preços populares, não só um panorama do que há de mais interessante e inovador na música independente brasileira contemporânea, mas também encontros inéditos no palco. O projeto tem patrocínio da Caixa Econômica Federal e Governo Federal.

No dia 02 (sexta), o grupo Posada e O Clã abrem o projeto convidando a cantora Mariana Aydar. No dia 3 (sábado) é a vez do cantor, compositor, multi-instrumentista e produtor Gui Amabis entrar em cena com o versátil Siba. E no dia 4 (domingo), encerrando a primeira semana do festival, a mineira Juliana Perdigão divide o palco com o groove irresistível de Lucas Santtana.

A programação da segunda semana começa no dia 9 (sexta), com o pernambucano Lira recebendo Juçara Marçal, que volta solo ao palco da CAIXA Cultural Rio de Janeiro um ano depois de te ser apresentado no espaço com sua banda Metá Metá. Já no sábado (10), o cantor e videomaker Mihay encontra Anelis Assumpção; e, fechando a temporada no domingo (11), a novata Duda Brack recebe o veterano Otto.

“A curadoria do Festival foi pensada em função de escalar artistas que realmente tivessem afinidade musical entre si, mesmo os que nunca haviam tocado juntos, como é o caso de Gui Amabis, que já tinha em seus planos o encontro com Siba; e Lucas Santtana e Juliana Perdigão, que readequaram suas agendas para dividir o palco. Há também os encontros passados que perduraram, como de Lira e Anelis Assumpção” comenta Anamaria Rigotto, idealizadora e curadora do evento.

Inserido num contexto onde o mercado musical está em constante transformação, o Experia se apresenta como uma alternativa ao modelo atual de divulgação. A ideia é proporcionar palcos para os artistas que não tocam nas rádios brasileiras, uma porta para os músicos independentes e que têm gosto pela experimentação e novas sonoridades.

Nos bastidores, o radialista e curador Jorge LZ fará entrevistas com os artistas em formato web doc, que serão exibidas na página do Festival no Facebook.

 

Programação:

2 de junho (sexta)

Posada e o Clã convida Mariana Aydar

 

3 de junho (sábado)

Gui Amabis convida Siba

 

4 de junho (domingo)

Juliana Perdigão convida Lucas Santtana;

 

9 de junho (sexta)

Lira convida Juçara Marçal

 

10 de junho (sábado)

Mihay convida Anelis Assumpção

 

11 de junho (domingo)

Duda Brack convida Otto

Sobre os artistas:

Posada e o Clã

Carlos Posada nasceu na Suécia, passou a maior parte de sua vida no Recife e, desde 2001, mora no Rio de Janeiro, onde conheceu os músicos que integrariam a banda O Clã –  Hugo Noguchi, Gabriel Ventura e Gabriel Barbosa. O primeiro álbum do grupo, intitulado Posada, foi lançado em 2013, com produção de Bruno Giorgi, filho de Lenine. Ainda que faltem rótulos que dêem conta da fusão de ritmos de sua musicalidade, ela poderia ser chamada de “pós manguebeat”, pelo irresistível groove que paira por baixo de diversas nuances alinhavadas, como rock, trip hop, MPB e melodias assobiáveis. O segundo CD, com produção de JR Tostoi, tem previsão de lançamento ainda em 2017.

Mariana Aydar

Filha do músico Mário Manga, um dos membros do grupo paulista Premeditando o Breque, Mariana Aydar ganhou atenção da crítica com seu primeiro álbum, Kavita (2006), por fazer um elo entre a tradição e o contemporâneo. Em 2007 ganhou o prêmio da Revista Veja como melhor cantora e foi indicada ao VMB, da MTV, como melhor sambista. Dois discos depois, em 2015, a cantora lançou Pedaço duma asa, no qual interpreta somente canções do compositor e artista plástico Nuno Ramos.

 

Gui Amabis

Cantor, compositor, multi-instrumentista e produtor musical, Gui Amabis é um dos mais requisitados nomes da atual cena musical brasileira. Como produtor, assina obras de artistas como Céu e Rodrigo Campos – e com este último acaba de lançar o disco Sambas do Absurdo, ao lado, também, de Juçara Marçal. Seu CD solo de estreia, Memórias luso/africanas (2011), conta com participações especiais de nomes como Criolo, Tulipa Ruiz e Lucas Santtana, além da própria Céu. Seu último trabalho, Ruivo em sangue, foi lançado em 2015.

 

Siba

Músico, cantor e compositor, Siba alterna movimentos de aproximação com o elétrico e acústico, rock e ritmos regionais, guitarras africanas e rabeca, numa intrigante e poética viagem entre campo, cidades, países e continentes. Iniciou sua carreira em 1992, em meio à explosão do mangue beat, tocando guitarra e rabeca na banda Mestre Ambrósio. Com o fim do grupo, foi morar em Nazaré da Mata e formou a Fuloresta do Samba, formado por músicos da Zona da Mata pernambucana e com a qual lançou três discos. Os elogiados Avante (2012) e De baile solto (2015) são seus dois discos solo.

Juliana Perdigão

Com formação em música erudita, a cantora e compositora mineira Juliana Perdigão mostra seu segundo disco, Ó, lançado em 2016 com patrocínio da Natura Musical. O trabalho dá continuidade à sua pesquisa de repertório de compositores contemporâneos iniciado em sua estreia, Álbum desconhecido (2012). Produzido por Romulo Fróes, Ó traz músicas assinadas por colegas de geração com quem ela tem afinidade pessoal e estética, como Kiko Dinucci, Ava Rocha, Negro Leo, Ná Ozzetti e Nuno Ramos. O disco ainda apresenta composições frutos das parcerias de Juliana com Gustavo Ruiz, Romulo Fróes e Maurício Tagliari.

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Lucas Santtana

Com seis discos gravados e 15 anos de carreira, Lucas Santtana integra com unanimidade as listas de músicos mais inventivos e elogiados da música brasileira contemporânea.  Cada trabalho seu é uma surpresa sonora. Além do groove irresistível de canções como Lycra-limão, a doçura também integra seu repertório, assim como beats eletrônicos e singelas levadas só no violão. Seus três últimos álbuns, Sem nostalgia (2009), O deus que devasta mas também cura (2012) e Sobre noites e dias (2014), angariaram elogios da crítica, sendo o primeiro deles considerado pela revista Bravo! como um dos 10 discos fundamentais para entender a música brasileira na primeira década do século XXI.

Lira

Compositor, poeta e escritor, o pernambucano Lira (também conhecido como Lirinha), fundou, em 1997, o projeto Cordel do Fogo Encantado, espetáculo musical inspirado na cultura popular de seu estado natal com adições de pegada roqueira e trabalho de DJ. A trajetória do Cordel foi até 2006, com lançamento do álbum Transfiguração. Depois disso, Lira voltou aos palcos teatrais e lançou dois álbuns solo: Lira, em 2011, e O labirinto e o desmantelo, em 2015. A junção entre música e teatro e a inserção da cultura popular em canções de arranjos contemporâneos são traços seminais de seu trabalho.

Juçara Marçal

De voz ampla e discurso contundente, Juçara Marçal é vocalista do Metá Metá, mas também já integrou os grupos Vésper Vocal e A Barca. Em 2014, lançou seu disco solo de estreia, Encarnado, com músicas de Kiko Dinucci, Rodrigo Campos e Tom Zé, entre outros compositores. O disco ganhou o Prêmio APCA – Melhor Álbum de 2014, Prêmio Governador do Estado – Melhor Álbum – Voto do Júri, e Prêmio Multishow de Música Compartilhada, entre outros. Em 2015, lançou Anganga, em parceria com Cadu Tenório, músico e experimentador carioca.

Mihay 

O carioca Mihay adora contar histórias. Seja por trás das câmeras, como videomaker, ou como cantor e compositor. Suas músicas são como frames da vida captados por uma lente analógica, repleta de lirismo. Cinco anos após seu trabalho de estreia, Respiramundo, ele lançou seu segundo álbum, Gravador e amor (2016). Com produção do guitarrista Gabriel Muzak, o CD, que transita por dançantes canções românticas, modas de viola, blues, sambas, entre outros ritmos sempre regidos por uma doce poética, conta com participação especial de João Donato, Tulipa Ruiz, Romulo Fróes, Mariana Aydar e Luisa Maita.

Anelis Assumpção

Filha de Itamar Assumpção, Anelis faz jus, com sua música, ao espírito livre e repleto de originalidade do pai, um dos ícones da vanguarda paulista. Seu trabalho é permeado de vocais suaves e delirantes que dão vida a uma poética que vai da crítica social a histórias de amor em arranjos irreverentes, com pitadas de dub, reggae, afrobeat, samba e grooves brasileiros.

Sou suspeita, estou sujeita, não sou santa (2011), seu CD de estreia, recebeu críticas elogiosas e a levou aos principais festivais do Brasil e Portugal. Em 2014, lançou Amigos Imaginários, que lhe rendeu o prêmio Deezer de Artista do Ano e o prestigiado prêmio APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte) para Melhor Artista Revelação.

Duda Brack

Em seu primeiro trabalho, É (2015), a gaúcha Duda Brack mostra oito músicas inéditas de compositores contemporâneos. Sua sonoridade sustenta a melhor tradição da canção, mas subverte o modo como esta é explorada através de arranjos extremamente originais que constroem uma nova linguagem musical híbrida, forte e singular.  O álbum integrou as listas de melhores trabalhos de 2015 dos principais veículos da imprensa e Duda foi indicada ao Prêmio Quem na categoria Melhor Cantora, ao lado de nomes como Gal Costa, Maria Bethânia e Elza Soares. Também participou da coletânea Viva Renato Russo, com releitura de Boomerang blues, considerada pela imprensa como uma das melhores faixas do disco.

Otto

Ex-percussionista da primeira formação da Nação Zumbi e do Mundo Livre S/A, Otto saiu dos fundos dos palcos para uma carreira marcada pela inventividade. Seus sete discos lançados, sendo o mais recente The Moon 1111 (2012), fundem música regional brasileira – não só de Pernambuco –, com timbres eletrônicos, rock e o que mais couber na pluralidade de suas antenas. Conhecido pelas performances viscerais, ele deve lançar, ainda em 2017, seu novo trabalho: Ottomatopéia.

Serviço:

Festival Experia 2017

Data: 2 a 11 de junho (sextas, sábados e domingos)

Horário: 19h

Duração: 90 minutos

Local: CAIXA Cultural Rio de Janeiro – Teatro de Arena

Endereço: Av. Almirante Barroso, 25 – Centro, Rio de Janeiro

Telefone: (21) 3980-3815

Ingressos: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia). Além dos casos previstos em lei, clientes CAIXA pagam meia.

Bilheteria: de terça-feira a domingo, das 10h às 20h
Lotação:
226 lugares (mais 4 para cadeirantes)

Classificação indicativa: 12 anos

Acesso para pessoas com deficiência

Patrocínio: Caixa Econômica Federal e Governo Federal