“Janis” no Oi Futuro

O espetáculo Janis, monólogo musical sobre Janis Joplin, estreia no dia 25 de maio no Oi Futuro Flamengo, com Carol Fazu no papel-título. A peça vai mostrar a trajetória de Janis Joplin, a cantora com voz forte e marcante, lembrada pela atitude rebelde da geração beat, os temas de dor e perda de suas músicas, que transformaram a menina que cantava no coro local de sua cidade no Texas na principal voz branca de rockblues de todos os tempos.

Idealizado por Carol Fazu, fã de Janis, o espetáculo traz uma dramaturgia inédita de Diogo Liberano, direção de Sergio Módena, direção musical de Ricco Viana e cenografia e figurinos de Marcelo Marques. Carol estará sozinha no palco, acompanhada de cinco músicos, evocando Janis, que marcou uma geração e é reverenciada até hoje como uma de nossas maiores cantoras.

Janis traz uma dramarurgia que mistura aspectos biográficos e ficcionais e texto entremeado de canções, em que a atriz vai à essência e às emoções do personagem, sem reproduzir nem imitar a cantora. “Essa Janis é uma junção de muitos pontos de vista sobre a vida da cantora. Tem um pouco das minhas experiências, um tanto de invenção, muitas falas ditas originalmente por Janis e também aquilo que a própria atriz Carol Fazu trouxe ao projeto”, descreve o dramaturgo.

Em cena, uma trama inédita e original inspirada na vida e obra de Janis Joplin, personagem intensa, contestadora, que não abriu concessões e foi um retrato de sua geração e da contracultura dos anos 60.  Está lá o universo da cantora, sua vida, as emoções que experimentou pela vida e suas refexões sobre solidão, ambição, sucesso, amor, sexo, culpa, rejeição e família. Sentimentos atemporais, comuns a todos nós hoje. Com 14 músicas, é um espelho do que ela vivenciou na vida e colocou em suas canções, que são sucesso até hoje. 

 

Neste monólogo musical Carol faz uma homenagem a Janis, interpretando as histórias permeadas por suas canções como Cry Baby, Little Girl Blue, Kozmic Blues, Maybe, Me and Bobby McGee, Piece of my Heart, Mover Over, Mercedez Benz, Tell Mama e Try (Just a Little Bit Harder).  

Sobre Janis Joplin

Janis Joplin cresceu no Texas ouvindo músicos de blues e cantando no coro local. Fez de sua voz a sua caracterísitca mais marcante, tornando-se um dos ícones do rock psicodélico e dos anos 60. Todavia, problemas com drogas e álcool encurtaram sua carreira. Morta em 1970, aos 27 anos, de uma overdose de heroína possivelmente combinada com os efeitos do álcool, Janis cultivou uma atitude rebelde e se vestia como os poetas da geração beat.

 

O sucesso veio depois de suas apresentações no Festival Pop de Monterey em 1967, quando se transformou numa estrela. Mais. Provou que branco podia cantar blues. Também exibiu outro tipo de beleza e sensualidde, que nada tinham a ver com as mocinhas bem-comportadas. Enquanto cantava, virava a cabeça como se estivesse chicoteando com os próprios cabelos. O público se apaixonou por ela e Janis, mais do que uma cantora, se transformava no símbolo feminino do rock.

 

Seu quarto e último álbum Pearl foi lançado seis meses após sua morte e alcançou o primeiro lugar nas paradas com Me and Bobby McGee. E o sucesso continuou. Janis Joplin passou à condição de mito. 

 

Solitária no meio da multidão, frustrada no auge do sucesso, Janis Joplin, a menina do Texas, não conseguiu sobreviver às pressões da vida. Mas sua fulminante trajetória bastou para trazer para o rock, definitivamente, a emoção do blues sem meias palavras, a sensualidade explícita, a tristeza cortante. E a sensação de que viver é correr todos os riscos. 

 

Sinopse

Janis é um monólogo musical que evoca a emblemática figura da cantora norte-americana Janis Joplin, falecida em 1970, aos 27 anos. Em cena, a atriz Carol Fazu, dirigida por Sergio Módena, numa dramaturgia original de Diogo Liberano, se apresenta numa trama que combina as canções mais icônicas de Joplin, fatos de sua biografia e o encontro com o público presente. Nesse encontro, temas como a fama e o sucesso, família, liberdade, o amor e a solidão, abrem uma reflexão sobre o ser humano, o seu estar no mundo e a importância de ser quem se é.

Carol Fazu

Carol estudou música na Escola de Música de Brasília e depois teatro (Tablado) e cinema e TV (Artcênicas), no Rio de Janeiro, onde fez cinema, novelas, séries e teatro. Na TV fez as novelas Insensato Coração, Escrito nas Estrelas e Viver a Vida, a minissérie A Téia, e os seriados Cilada, A Grande Família, Tapas e Beijos, Lolô e Tavinho e Sangue Bom, na TV Globo, e Por isso Sou Vingativa e Uma Rua Sem Vergonha, no Multishow.

No teatro seus últimos espetáculos foram Mulheres de Caio, peça baseada em quatro histórias do escritor Caio Fernando Abreu, com direção de Delson Antunes, e Anônimas, com direção de Roberto Naar. No cinema trabalhou com os diretores Lula Buarque de Hollanda (O Vendedor de Passados), Breno Silveira (Gonzaga, de Pai para Filho) e Flávio Tambellini (Malu de Bicicleta).

Carol se interessa também pela escrita; estudou roteiro com os globais Márcio Trigo e Celso Taddei, é autora do curta Oito, da peça Ainda não Terminei de Gostar de Você (coautora com Marcélli Oliveira, roteirista do Zorra), e é integrante do núcleo de criação para audiovisual da FM Produções. Em 2014, realizou seu primeiro trabalho internacional, a série Revê Sans Faim, uma coprodução França/Costa do Marfim.

Sergio Módena

É bacharel em Artes Cênicas pela Unicamp é também formado pela École Philipe Gaulier, em Londres, onde realizou especializações em Shakespeare, Tchecov e Melodrama. Seus trabalhos mais recentes como diretor são: Os Vilões de Shakespeare, de Steven Berkoff, Bossa Nova em Concerto, pocket musical com roteiro dele e de Rodrigo Faour, Esse Vazio, de Juan Pablo Gomez, Como Me Tornei Estúpido, adaptação da obra de Martin Page feita por Pedro Kosovski, O Último Lutador, de Marcos Nauer e Tereza Frota, Ricardo III, de William Shakespeare, A Arte da Comédia, de Eduardo De Filippo, Politicamente Incorretos, Forró Miudinho, Bossa Novinha – A festa do pijama e Sambinha, musicais de Ana Velloso; A Revista do Ano – O Olimpo Carioca, de Tânia Brandão, As Mimosas da Praça Tiradentes, de Gustavo Gasparani e Eduardo Rieche e o show Paletó de Lamê – Os Grandes Sucessos (dos outros).

Adaptou o conto O Soldadinho e Chumbo, de H. C. Andersen para o espetáculo O Soldadinho e a Bailarina, em parceria com Gustavo Wabner, com Luana Piovani e direção de Gabriel Villela. É sócio fundador da Trupe Fabulosa Produções Artísticas, em parceria com os atores Gustavo Wabner e Érika Riba.

Seus últimos trabalhos receberam mais de trinta indicações e treze prêmios nas principais premiações do Rio de Janeiro: Ricardo III (Cesgranrio, Shell, APTR, FITA e APCA-SP), A Arte da Comédia (Cesgranrio, Shell, FITA e APCA-SP) e os musicais Sambinha e Bossa novinha (prêmios Zilka Salaberry e CEBTIJ). Em 2016 ganhou o prêmio CBTIJ de melhor direção por “Forró Miudinho” (o musical saiu vencedor também em mais cinco categorias, incluindo espetáculo, texto, coletivo de atores e coreografia).

Diogo Liberano

Graduado em Artes Cênicas – Direção Teatral e Mestre em Performance e Teatro pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). É professor da Faculdade CAL de Artes Cênicas, dramaturgo-coordenador do Núcleo de Dramaturgia SESI Rio de Janeiro e diretor artístico e de produção da companhia carioca Teatro Inominável, junto a qual assina a curadoria e a direção artística da Mostra Hífen de Pesquisa-Cena, Mostra Bienal de Artes da Cena, desde 2012.

Como dramaturgo, dentre quase 30 peças escritas e encenadas, destacam-se: Sinfonia Sonho (2011) do Teatro Inominável, Maravilhoso (2013) com direção de Inez Viana, LaborAtorial (2013) em comemoração aos 25 anos da Cia dos Atores, com direção de Cesar Augusto e Simon Will, O Narrador do Teatro Inominável, Inquérito (2015), dramaturgia que integra o espetáculo Real – Uma Revista Política do grupo Espanca! de Belo Horizonte/MG, e Os Sonhadores (2016) dirigida por Vinicius Arneiro. Como diretor, dentre 20 peças encenadas, destacam-se Sinfonia Sonho (2011), Vermelho Amargo (2013), de Bartolomeu Campos de Queirós, Uma Vida Boa (2014), de Rafael Primot, O Narrador (2015), A Santa Joana dos Matadouros (2015) com Marina Vianna, e O Leão no Aquário (2017) com a Minha Nossa Cia de Teatro de Curitiba/PR.

Por seu trabalho foi indicado aos principais prêmios de teatro do Rio de Janeiro: Prêmio Shell (em 2015, pela dramaturgia de O Narrador e, em 2016, pela de Os Sonhadores), Cesgranrio (em 2015, pela dramaturgia de O Narrador e pela direção de A Santa Joana dos Matadouros, junto com Marina Vianna e, em 2016, pela dramaturgia de Os Sonhadores), APTR (em 2013, pela dramaturgia de Maravilhoso) e Questão de Crítica (em 2012, pela direção de Sinfonia Sonho e pela curadoria e direção artística da Mostra Hífen de Pesquisa-Cena).

Ficha Técnica

Idealização e interpretação: Carol Fazu

Dramaturgia: Diogo Liberano

Direção geral: Sergio Módena

Direção musical: Ricco Viana

Cenografia e figurinos: Marcelo Marques

Iluminação: Fernanda Mantovani & Tiago Mantovani

Banda: Marcelo Muller (baixo), Arthur Martau (guitarra), Eduardo Rorato (bateria), Gilson Freitas (saxofone) e Antônio Van Ahn (teclado)

Programação visual: Cacau Gondomar e Bruno Sanches

Direção de produção: Alice Cavalcante e Ana Velloso

Produção executiva: Alice Cavalcante, Ana Velloso e Vera Novello

Produção e Realização: Sábios Projetos e Lúdico Produções

Serviço

Espetáculo: “Janis” – monólogo musical com Carol Fazu

Dramaturgia: Diogo Liberano

Direção: Sergio Módena

Local: Teatro Oi Futuro Flamengo (Rua Dois de Dezembro, 63 – Flamengo/RJ- Tel.: (21) 3131-3060)

Estreia: 25 de maio de 2017, quinta-feira

Temporada: de 26 de maio a 16 de julho de 2017, de quinta a domingo às 20h

Preço:  R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia)

Duração: 80 minutos

Capacidade: 63 lugares

Classificação: 14 anos