Goldherança – Pra sempre sete

A genética é ótima; a herança musical, de ouro; o talento, de família! Estamos falando dos irmãos mais talentosos do Brasil, os Correa: Evinha, Ronaldo, Renato, Regina, Mário, Mariza e o saudoso Roberto, que nos deixou no final de 2016, aos 76 anos.  Em duas sessões – às 16h e 19h – no Imperator, no próximo dia 24, o show “Goldherança – Pra sempre sete” é também uma homenagem dos seis irmãos ao primogênito Roberto.

O espetáculo reunindo Evinha, os Golden Boys e o Trio Esperança faz sucesso por onde passa, tocando sucessos que marcaram as carreiras de todos eles, como “Cantiga por Luciana”, “Andança”, “Alguém na multidão” e “Festa do Bolinha”. A direção artística é do pianista francês Gérard Gambus, também integrante da família, casado com Evinha.

Um pouco da história da Família Correa

“Tudo era sol, era ré, mi, fá… ai que saudade me dá…” Como dizem os versos da canção “Gold Herança”, de autoria de Gérard Gambus e Carlos Colla, a família Correa sempre foi um exemplo de musicalidade.

Os irmãos começaram suas carreiras muito jovens. Por volta de 1958, os primeiros a estrearem oficialmente na música foram os irmãos Ronaldo, Roberto e Renato, juntamente com o primo Valdir. Surgia, então, o grupo Golden Boys, que começou a carreira cantando versões em português para baladas e rocks internacionais conhecidos do grande público em programas de calouros nas rádios do Rio de Janeiro. Conforme a Jovem Guarda assumia posição de destaque na música brasileira, o grupo aumentava seu prestígio. Os Golden Boys também tiveram participação marcante nos festivais, excursionaram por países da América do Sul e gravaram diversos discos.

Mas a família é grande, e os irmãos mais novos Mário, Regina e Evinha observavam atentamente tudo o que acontecia com os irmãos mais velhos dos Golden Boys. Foi aí que, em 1961, o Trio Esperança iniciou também a sua carreira. O sucesso veio com “Filme triste”, versão brasileira de “Sad Movies”. Em seguida, outros hits do trio vocal como “O passo do elefantinho”, “Festa do Bolinha”, “Gasparzinho” estiveram à frente na programação das rádios e nos programas de TV da época.

No fim da década de 1960, Evinha partiu para carreira solo, sendo substituída por sua outra irmã, a caçula Mariza, ou Marizinha como é conhecida. Com a nova formação, o grupo lançou outros discos de sucesso. Enquanto Evinha começou mais uma bela trajetória. Seu primeiro sucesso foi “Casaco marrom”. Em 1969, conquistou o primeiro lugar no IV Festival Internacional da Canção com a música “Cantiga por Luciana”, conquistou também o segundo lugar no Festival da Música em Atenas (Grécia) e foi finalista do Festival Yamaha em Tóquio (Japão). Com suas irmãs, gravou músicas brasileiras em um disco de Paul Mauriat em 1977, excursionando com o maestro francês pelo Japão e pela China. Casou-se com Gérard Gambus pianista e diretor musical da orquestra de Mauriat e passou a viver na França. Com o término do movimento da Jovem Guarda, o Trio Esperança também chegou ao fim. Mário se tornou empresário do ramo de educação, enquanto Mariza e Regina também foram morar na Europa. Por lá, junto à Evinha, voltaram a cantar e criaram uma nova formação do Trio Esperança, gravando cinco álbuns e conquistando três discos de ouro, sempre com muito sucesso de público e crítica, Paralelamente, Evinha continuava sua carreira solo e lançou, em 2016, o álbum “Uma voz, um piano” com o marido Gérard.

Já o grupo Golden Boys nunca parou de cantar e faz shows por todo o Brasil. Além disso, seus integrantes compuseram hits que foram gravados por diversos artistas, como Alcione (“Pode esperar”), Roupa Nova (“Anjo”), Xuxa (“Doce mel”).

Não à toa, a história da família Correa se mistura com a história da música brasileira. É como diz a canção de Gérard Gambus e Carlos Colla, “Gold herança”: “ Gente que se ama, gente que se aninha no mesmo abraço. Gente que se une, gente que caminha no mesmo passo. E em cada veia corre o mesmo sangue, mesmo compasso. Vamos nessa dança nessa gold herança, que nos deixaram nossos pais.”

Serviço

Show “Goldherança – Pra sempre sete”

Local: Imperator – Centro Cultural João Nogueira

Endereço: Rua Dias da Cruz 170 – Méier

Dia: 24 de maio

Horários: 16h e 19h

Ingressos: R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia)