“RESET – O Novo Balé da Ópera de Paris

O documentário retrata o renomado coreógrafo e dançarino Benjamin Millepied (mais conhecido por coreografar as sequências de dança no filme “Cisne Negro”) e como ele tenta rejuvenescer o Paris Opera Ballet em sua nova posição como diretor, onde o foco é o processo criativo dos ensaios do espetáculo Reset, coreografados por ele. Com as aparições do compositor Nico Muhly, da ópera Aurélie Dupont, da designer Iris van Herpen,e da atriz Natalie Portman (esposa de Benjamin) “Reset” torna-se uma obra deliciosamente estética. A estreia acontece em 18 de maio.

A HISTÓRIA DE UMA ESTREIA MUNDIAL: 33 MINUTOS PARA APRESENTAR, CONQUISTAR E SE IMPOR
Trinta e três minutos. Essa é a duração do primeiro balé coreografado por Benjamin Millepied para a nova temporada como Diretor de Dança da Ópera Nacional de Paris.
Graças à sua vivência nos EUA, sua juventude, reputação e habilidade de comunicação, Benjamin Millepiedestá abalando a conceituada instituição. O objetivo do artista é claro: o balé carece de renovação, e ela deve ocorrer em cada um dos estágios do processo criativo.
Uma caixa cinza e quadrada é o começo de tudo. Eis o cenário da primeira apresentação, com apenas uma fileira de holofotes demarcando o espaço para os bailarinos.
Os bailarinos foram selecionados por Millepied dentre aqueles que compõem o corpo de baile. Não há nenhuma estrela ou bailarino principal. Com fones de ouvido, Millepied ouve a trilha composta por seu amigo, o jovem americano Nico Muhly. Millepied filma sua procura pelos movimentos com o celular e, em seguida, anota os passos no notebook. E assim “Clear, Loud, Bright, Forward” foi concebido, rascunhado, anotado e, finalmente, interpretado.
Benjamin Millepied permitiu que Thierry Demaizière e Alban Teurlai acompanhassem cada etapa do processo criativo, das ideias iniciais, passando pelos ensaios, até a estreia de gala.
A imersão propicia a chance de compreender a criatividade do coreógrafo, a modernidade de seu trabalho, e sua energia abundante. Revelamos sua abordagem coreográfica, mas também testemunhamos sua relação com os bailarinos e como ele lida com a administração de uma instituição tão respeitada.
SOBRE BENJAMIN MILLEPIED 
Nascido em 1977 em Bordeaux, ele passou a maior parte da infância no Senegal. Sua primeira experiência com a dança foi proporcionada pela mãe, professora de dança africana e contemporânea. Aos 13 anos de idade, ele entrou para o Conservatoire National Supérieur de Musique et de Danse, em Lyon, onde estudou com Michel Rahn. Em 1992, Millepied fez um curso na School of American Ballet, na qual foi aceito no ano seguinte. Ele venceu o Prix de Lausanne em 1994 e, no mesmo ano, Jerome Robbins o selecionou para o papel principal em “2 & 3 Part Inventions”, coreografia criada para os alunos da School of American Ballet. Ele entrou para o corpo de baile do New York City Ballet em 1995 e tornou-se solista em 1998, antes de se tornar primeiro-bailarino em 2002. Em paralelo, ele estreou como coreógrafo em “Passages”, balé montado para alunos do Conservatório de Lyon em 2001. Muitos trabalhos para diversos teatros e balés sucederam-se desde então.
De 2004 a 2005, Millepied também foi diretor artístico do Mark Morris Dance Center de Bridgehampton, em Nova York, e coreógrafo residente no Baryshnikov Arts Center em Nova York (2006-2007). Em 2010, ele trabalhou como coreógrafo e consultor em “Cisne Negro”, filme vencedor do Oscar dirigido por Darren Aronofsky. Em 2011, deixou o New York City Ballet, dirigiu cinco curtas-metragens sobre dança e fundou sua própria companhia em Los Angeles, a L.A. Dance Project, um coletivo de coreógrafos com o objetivo de apresentar a dança em todas as suas formas.
Benjamin Millepied possui o título de Chevalier des Arts et des Lettres e recebeu uma bolsa de estudos Wynn em 2007.
A primeira decisão de Millepied na Ópera de Paris foi carregada de simbolismo: logo que chegou, pediu que o antigo piso de tábuas das salas de ensaio fosse substituído por um piso anti-impacto para evitar que os bailarinos se lesionassem. Como obter o financiamento público seria um processo demorado, Millepiedbuscou mecenas que custearam a obra, numa poderosa demonstração de sua abordagem. Benjamin Millepied, desde então, criou uma academia coreográfica e uma unidade de saúde para os bailarinos.
“Quando eu era criança, eu dançava da mesma forma que se desenhava.” BENJAMIN MILLEPIED


COLABORADORES DE BENJAMIN MILLEPIED
IRIS VAN HERPEN
NICO MUHLY
MAXIME PASCAL
UNITED VISUAL ARTISTS
LUCY CARTER
BALÉ
Leonore Baulac, Éléonore Guerineau, Aubane Philbert, Marion Barbeau, Galões Letizia, Laurène Levy, Ida Viikinkoski, Jennifer Visocchi (ensaios e até o desempenho de gala, posteriormente substituído). SUBSTITUIÇÕES Roxane Stojanov (dançado desde as primeiras performances), Amélie Joannides, Camille Bon.
Axel ibot, Florimond Lorieux, Germain Louvet, Allister Madin, Hugo Marchand, Marc Moreau, Yvon Demol, Jeremy-Loup Quer. SUBSTITUIÇÕES Cyril Chokroun (dançou para o ensaio geral), Florent Melac, Pablo Legasa, Isaac Lopes Gomes, Antonin Monie.
EQUIPE TÉCNICA
Direção THIERRY DEMAIZIÈRE e ALBAN TEURLAI
Produção STÉPHANIE SCHORTER
Música original PIERRE AVIAT
Câmera ALBAN TEURLAI
Câmera adicional ÉRIC DUMONT
Som EMMANUEL GUIONET
Edição ALICE MOINE e ALBAN TEURLAI
Co-produção FALABRACKS / OPERA PARIS Em parceria com o Canal +
Participação do CENTRO NACIONAL DO CINEMA E DA IMAGEM ANIMÉE, da PROCIREP PRODUCERS ‘ORGANIZATION, e da ANGOA.