Cena Impressa – volume 2 – Teatro em parceria

Seguindo o ditado que “um é pouco e dois é bom”, “Cena Impressa – Volume 2 – Teatro em parceria” repete a fórmula de autores novos com textos surpreendentes, trazendo como novidade o trabalho em parceria.  O lançamento será dia 2 de maio, a partir das 19h, na Livraria da Travessa, em Botafogo (Rua Voluntários da Pátria, 97).

O diretor Diego Molina – que faz dobradinha com Leandro Muniz no texto “Debate” -, assina também a organização do segundo volume, que segue valorizando o trabalho feito pela “nova dramaturgia carioca”.  “Desta vez nos concentramos na ideia da escrita a várias mãos, como um conceito a ser discutido e como uma forma de resistência. Seguir com o projeto “Cena impressa” é uma declaração de amor ao nosso trabalho e um grito de guerra contra a barbárie que não pensa a cultura como uma manifestação necessária ao brasileiro”, avalia.

O livro apresenta quatro peças, um esquete, cinco textos de apresentação, uma  discussão sobre dramaturgia colaborativa e um artigo escrito pelo crítico e doutor em teatro, Daniel Schenker, sobre o exercício do ofício do dramaturgo.  “…o autor de teatro tem um pé na realeza, o roteirista é um peão. O autor de teatro tem Shakespeare como grande expoente. O Shakespeare do cinema é Orson Welles e quem responde pelo filme não é quem escreve, é quem dirige”, afirma ele.

Cada texto é precedido por uma apresentação e uma ficha técnica, com o histórico de onde foi encenado.  Do primeiro volume, estão os autores Diego Molina, Jô Bilac, Julia Spacaccini, Larissa Câmara, Leandro Muniz, Renata Mizrahi e Rodrigo Nogueira.  A obra marca a estreia de Lygia Serrado no coletivo.  E coube ao organizador, convocar Camilo Pellegrini, Daniel Schenker, João Falcão, Paulo Betti, Luci Nogueira e Silvia Spadaccini e Moacir Chaves para os textos de apresentação.  Já Bosco Brasil assina o prefácio, enquanto a diretora Marcia Abujamra ficou responsável pela orelha do livro, onde ela, aliás, define bem a proposta dos autores:  “Com seus textos eles respondem ao Brasil que vivemos, buscam suas próprias traduções e nos oferecem seus próprios questionamentos para nossos caminhos e descaminhos políticos e pessoais”.

Primeiro Volume – Teatro à la carte

Em 2010, o autor e diretor Diego Molina organizou o livro “Cena Impressa – Volume 1 – Teatro à la carte”, onde reunia esquetes de drama e comédia para um, dois ou vários atores para ler e montar; textos com orientações, reflexões e depoimentos sobre os diferentes processos de escrita de um texto teatral, narrados por jovens profissionais da cena carioca. O volume se completava ainda com uma lista com mais de 40 títulos de livros, guias e manuais para quem quer se aventurar a escrever.  O livro teve lançamento no Rio de Janeiro e em São Paulo, dentro da Bienal de Livros.

“CENA IMPRESSA – VOLUME 2 – TEATRO EM PARCERIA”

Organizador: Diego Molina

Autores: Diego Molina, Jô Bilac, Julia Spacaccini, Larissa Câmara, Leandro Muniz, Lygia Serrado, Renata Mizrahi e Rodrigo Nogueira.

Giostri editora

311 páginas

Preço: R$ 69.00 –  Coleção Dramaturgia Brasileira – Giostri editora.

LANÇAMENTO DIA 2/05/2017 – TERÇA-FEIRA – 19H

Local: Livraria da Travessa de Botafogo

Endereço: Rua Voluntários da Pátria 97 – Botafogo – Tel: 3195-0200

Os autores

 

DIEGO MOLINA – Dramaturgo, roteirista, diretor, ator, professor e cenógrafo, nascido em Natal/RN e radicado no Rio de Janeiro desde 2000. Formado em Direção Teatral e Mestre em Teatro pela UNIRIO. É o criador do livro “Cena Impressa” (Ed. All Print, 2010) e autor de “Teatro Duse – o primeiro teatro-laboratório do Brasil” (Ed. Funarte, 2016). É vencedor, junto com a Companhia Alfândega 88”, do Prêmio Shell 2012 – categoria especial – pela ocupação do Teatro Serrador. Foi indicado ao Prêmio Faz Diferença 2010 pelo trabalho em favor da inclusão, com o grupo Os inclusos e os sisos.

Principais trabalhos como autor em teatro: “Pequenos Poderes”, “Os trabalhadores do mar” (adaptação da obra de Victor Hugo), “O espião que nós amamos” (com Bosco Brasil), “Woody Allen não se encontra”, “Ninguém mais vai ser bonzinho”, “A menina do kung fu”, “Fabulamente”. Deu aulas de dramaturgia na SBAT, PUC-Rio, Midrash, Biblioteca Parque Estadual e em diversas unidades do SESC pelo país.

Dirigiu espetáculos como “Quando ia me esquecendo de você”, “Ela é meu marido”, “War”, “Os trabalhadores do mar”, “Bette Davis e a máquina de Coca-Cola”, entre outros.

Atualmente escreve para o programa “Zorra”, da Rede Globo, e é jurado do prêmio Zilka Sallaberry de teatro para a infância e juventude.

JÔ BILAC – Carioca, formado pela Escola de Teatro Martins Pena, membro da Companhia de Teatro Independente, onde escreveu os textos “Cachorro!”, “Rebú” (texto indicado ao APCA 2009) e “Cucaracha”. Escreveu as peças “Savana Glacial” (Prêmio Shell de texto 2010), “O Matador de santas” (Prêmio Contigo de Teatro 2010), “Conselho de Classe” (Prêmio Cesgranrio 2013/ APTR 2013). Indicado em 2010 e 2013 ao prêmio Faz Diferença O Globo, como personalidade do Teatro Brasileiro.

JULIA SPADACCINI – Carioca, tem 36 anos e 18 peças encenadas.  Trabalhou como roteirista nas produtoras Conspiração Filmes e Mixer. Escreveu durante três anos para os gibis da Ediouro e Editora Globo, entre eles “Menino Maluquinho”, “Sitio do Picapau Amarelo” e “Luluzinha Teen”. Indicada aos prêmios APTR, Cesgranrio, Fita e Shell. Vencedora dos prêmios Fita e Shell de 2013. Roteirista da série “Oscar Freire 279” (Multishow) e roteirista do programa “Tapas e Beijos” (Rede Globo).

LYGIA SERRADO – Lygia Serrado é o pseudônimo do grupo formado pelos autores Adressa Koetz, Ana Loureiro, David Bendersky, Diego Molina, Land Leal, Luciana Guerra Malta, Mariangela Marques e Rodrigo Pontes. Trata-se do resultado final do curso de dramaturgia ocorrido no Teatro Serrador, em 2012.

LARISSA CÂMARA – Comediante, dramaturga, roteirista e diretora. Nasceu em Campo Grande (MS), é graduada em Artes Cênicas – Direção teatral (UFRJ) e Interpretação (UNIRIO).

Entre as peças que escreveu destacam-se: “Quixotesca e Pançuda!”, “Em Busca das Estrelas”, “Zarak Show”, “Mulheres à Espera”, “Selvagerias Urbanas” e “A Dama do Fashion Week”. Em Portugal: sua peça “Sangre Y Fuego” foi encenada; participou do Projeto Salvé a Língua de Camões; do “I Festival Lusófono de Teatro Intimista” e foi a primeira comediante brasileira a apresentar solo de stand-up comedy. Também apresentou seus textos de stand-up comedy em Londres. Uma das autoras do livro “Comedians stand-up de Bolso” – 165 piadas dos melhores humoristas da atualidade (Panda Books) e do livro “Cena Impressa” (All Print). Seu trabalho é citado no livro “Segredos da Comédia Stand-up”, escrito por Léo Lins (Panda Books).

No cinema é colaboradora do roteiro do longa-metragem “Altas expectativas”. Seu curta-metragem “A Acossada” recebeu o Prêmio de Melhor Roteiro Original no I FECAT. Roteirista dos gibis “Menino Maluquinho” e “Sítio do Picapau Amarelo” (Editora Globo). Roteirista cômica da empresa Genexies, sediada em Madri. Roteirista do programa “Amor e Sexo” (Rede Globo). Trabalhos no canal Multishow: Ministra workshops de stand-up comedy e criação de números de humor, na CAL (RJ) e Casa do Humor (SP).

LEANDRO MUNIZ – Dramaturgo, diretor, roteirista e músico. Começou sua carreira em 1997, como músico e ator, na companhia Os Fodidos Privilegiados. Trabalhou com Antonio Abujamra, João Falcão, Karen Acioly, João Fonseca, Miguel Vellinho, entre outros.

Como dramaturgo teve seu texto “Peça por peça” selecionado no Concurso Nacional de Dramaturgia do CCBB, em 2007. Escreveu e dirigiu seus textos “Relações – Peça quase Romântica” (prêmio de melhor texto no Festival de Teatro do Rio 2009), “Senhora Solidão” e “Sucesso”. Seus últimos textos são “Musical Dísnei” e “Babilônia”, em parceria com Jô Bilac.

Na Rede Globo escreveu para os programas “Amor & Sexo”, “Domingão do Faustão”, “Junto & Misturado” e “Escolinha do Professor Raimundo”.  Escreveu séries para o Canal Multishow, como “Sem Análise”, onde assinou redação final, “Meu Passado me Condena”, entre outros. No cinema, escreveu, com Tati Bernardi, os roteiros de “Meu Passado me Condena 1 e 2”.

Foi vencedor, por dois anos consecutivos, do Festival Internacional de Humor do Rio de Janeiro, com as cenas “Musical Disney” e “Texto é que nem filho, primeiro a gente faz, depois a gente dá o nome”, recebendo seis prêmios, dentre eles o de melhor direção.

Escreveu para o site dramadiario.com. Em novembro de 2015, estreou texto e direção de “Relationships – An almost romantic comedy” em Nova Iorque, na Off Broadway, com elenco americano.

 

RENATA MIZRAHI – Carioca, nascida em 1979 e formada em Artes Cênicas pela UNIRIO. Em 2014, foi vencedora do Prêmio Shell por seu texto “Galápagos”. No mesmo ano, foi indicada na categoria Melhor Texto aos seguintes prêmios: Cesgranrio, por “Galápagos” e “Silêncio!”; APTR, por “Galápagos”; FITA, por “Silêncio!”.  Em 2012 e 2010 recebeu o Prêmio Zilka Salaberry de Melhor Texto pelas peças “Coisas que a gente não vê” e “Joaquim e as estrelas”. Em 2013, foi indicada aos prêmios FITA e Cesgranrio de Melhor Texto por “Os sapos”.  Em 2013, também foi indicada ao Prêmio Zilka Salaberry pelo texto “Nadistas e tudistas”, com direção de Daniel Herz. Em outubro de 2014, sua peça curta “Isso foi apenas uma cena curta” foi encenada em Londres no Theatre503, dentro do Festival Red Likes Embers.

Teve cerca de 20 peças encenadas, entre elas “War”, “Bette Davis e a máquina de Coca-Cola”, “Caixa de Phósphoros”, “Um dia Anita” e “Nada que eu disser será suficiente até que o sol se ponha”. Atualmente desenvolve o texto inédito “O Aviador”. Integrou a equipe de roteiristas da Rede Globo e escreve para o programa “Tem criança na cozinha”. Desenvolve projetos no núcleo de criação da Pá Virada Filmes. É dramaturga do projeto “Manguinhos em Cena”, na Biblioteca Parque de Manguinhos, onde escreveu as peças “Sintonia Suburbana” e “Fronteira​”.

 

RODRIGO NOGUEIRA – Atua, dirige e escreve (mas não curte muito escrever minibiografias). Transita entre teatro, cinema, TV e programas noturnos com vodca e uísque. Ah, sim. Ele quer mudar o mundo com arte.