Ateliê Casa, em Rio das Ostras, recebe “Intersubjetividades” a partir do dia 08

O Ateliê Casa, em Rio das Ostras, abre, no dia 8 de abril, sábado, às 19h, a exposição “Intersubjetividades”, com curadoria de Áureo Guilherme Mendonça – Professor Associado da UFF/Rio das Ostras do Curso de Produção Cultural (Teoria e Crítica de Arte) –, e participação de 24 artistas inseridos no circuito de arte carioca. A mostra faz parte do projeto O Artista Convida, onde os participantes dialogam com 2 artistas convidados de Rio das Ostras. A ideia é interiorizar a produção de arte contemporânea do Rio, criar tradição em artes visuais e dinamizar a cena cultural local além deestimular a produção artística.

A exposição apresenta cerca de 30 obras entre fotos, pinturas, colagens e objetos, que fazem referência à forma de observação, por meio da arte, das mudanças às quais as pessoas estão assistindo no mundo e que só podem realizá-las no decorrer do processo histórico, seja na cultura, na política ou nos movimentos sociais. Por isso, o subjetivo de cada artista em cada trabalho. “Entendemos, falando em nome do Ateliê, que na arte contemporânea mais do que fechar uma exposição em torno de uma temática é provocar e instigar o pensamento através de uma convivência, de relações. Do diverso para o consenso. Dos estranhos para o que pode ser comum. Estamos propondo, por meio do diálogo entre artistas de universos diferentes, uma chamada ao não pensamento. Entendo como não pensamento o estranhamento, o questionamento constante”, explica Sílvia Neves, artista e coordenadora do Ateliê Casa, juntamente com Alexander Fleming – especialista em gestão de projetos.

“Intersubjetividades” apresenta individualmente e no coletivo o impensado próprio da arte. Cada artista possui a sua individualidade, leva a sua vivência e a sua trajetória. Entretanto, a união entre eles, com as subjetividades características de cada um, se transforma no todo e é o resultado desta junção que o público vai poder ver e perceber na exposição. “A mostra instiga o público. Como traçar as conexões possíveis entre obras tão diversas? Como pegar o fio da Ariadne e se embrenhar no labirinto que essa exposição propõe como desafio da caça ao tesouro: perceber o impensado como somatório do eco das vozes que reverberam no espaço da galeria. Por estarmos vivendo uma época em que o pensamento está sendo tão adulterado por um processo midiático profundamente algoz, a arte se apresenta como a oportunidade de reequiparmos nossos sentidos e confirmarmos que um outro mundo é possível para além do âmbito do discurso”, analisa o curador.

A exposição, portanto, trabalha com a diversidade própria da vida. O que une os artistas é exatamente o que não está dito, são as entrelinhas, e o exercício estético do público é o de desvelar essas mensagens ocultas nas bordas de cada obra: nas pinturas geográficas, concretas e urbanas de Bet Katona; no objeto em madeira com linhas e bordados pela ‘Ordem e Progresso’ de Lulessa Ventarola; nas pinturas baseadas nas lendas e na mitologia, respectivamente de Rona e de Reitchel Komch – ambas sobre a diáspora negra –; nas colagens de Patrícia Tavares – a partir de materiais resgatados e herdados, transformando e resignificando seus fragmentos –; nas fotos de Adriana Nataloni que escondem sua verdadeira origem ; entreoutras.

Artistas participantes:

Adriana Nataloni, Bet katona, Ellen Dobrowolski , João Popadiuk, Lair Uaracy,Linconl Nogueira,

Endereço: Rua Elba de Pádua Lima, 404 – Balneário Remanso

Visitação: de terça a sábado, das 11h às 19h