Top 5 2016

Nosso já tradicional Top 5 de fim de ano, em tempos de crise, ficou mais modesto. Em vez de rankeados em categorias, haverá apenas uma lista, que será geral e especial, pois juntará o crème de la crème de eventos que rolaram em 2016.

A crise foi uma brincadeira! Não é este o motivo de apenas uma relação de Top 5. A falta de tempo fez a blogueira que vos fala ficar um pouco afastada dos eventos culturais e não termos “quórum” suficiente para fazermos tantas listas.

Aqui vai a nossa eclética relação 2016, que junta teatro, ópera e samba:

1 – Casa de Bonecas

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Protagonizada pelo casal Miriam Freeland e Roberto Bomtempo, “Casa de Bonecas” é um clássico texto do norueguês Henrik Ibsen e esteve em cartaz no Centro Cultural da Justiça Federal entre maio e junho. Com ótimo texto, o espetáculo ganhou uma releitura com questões atuais. Mas a essência dos personagens permanece a mesma e leva o topo do nosso ranking de 2016.

2 – Gritos

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“Gritos” é uma obra da companhia Dos à Deux. Trata-se de três poemas gestuais: “Louise e a velha mãe”, “O muro” e “Amor em tempos de guerra”. A dupla de artistas é craque na expressão corporal. Cenografia e figurino são outros trunfos do espetáculo. Com o auxílio de bonecos, em alguns momentos era difícil perceber o que era de verdade e o que era ilusão no palco.

3 – Teresa Cristina canta Cartola

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Foto: apetecer.com

A portelense Teresa Cristina deixou rivalidades do samba para lá e homenageou o grande poeta da Mangueira. Em “Teresa Cristina canta Cartola”, a cantora brincou com o fato e levou para o palco grandes sucessos do compositor, além de outros importantes nomes do gênero. Justa homenagem do Imperator para celebrar o Dia do Samba. Leva nossa medalha de bronze.

4 – “Mozart e Salieri” e “Sheherazade”

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O Theatro Municipal uniu duas obras em uma única noite. “Mozart e Salieri” conta uma história de disputa, inveja e vingança, que culminou na morte de Mozart. Um ato da ópera foi apresentado, com destaque para a riqueza do figurino e o talento dos dois artistas. A segunda parte da noite foi preenchida pelo balé “Sheherazade”, que também é uma história de vingança e traição. Com muitas cores no figurino, os movimentos da coreografia são mais sensuais que as que costumamos ver.

5 – Uma vida boa

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Foto: Divulgação

A história real de uma jovem que se passava por um rapaz nos Estados Unidos já havia ganhado filme e documentário. Este ano retornou aos palcos com um bom trio de atores. Ritmo veloz e boas interpretações chamam a atenção de “Uma vida boa”, que serve para ajudar na discussão sobre homofobia, assunto tão em voga nos dias de hoje.