Documentário “Coragem” estreia em São Paulo

Dirigido por Sebastião Braga, o documentário Coragem, que venceu os festivais internacionais HIMPFF – Hollywood International Moving Pictures Film Festival – Melhor Diretor e Melhor Documentário; Around Filmes Berlin – Melhor Documentário; HIIDA – Hollywood International Independent Documentary Awards – Melhor Roteiro e 4chances Germany Edition – Prêmio Especial do Júri, faz sua estreia em São Paulo no dia 08 de dezembro, no Caixa Belas Artes.

Programação:
CAIXA BELAS ARTES – 8 a 14/12 – 16h20 – SALA 1

Confira o trailer: https://vimeo.com/170643830

Fotos e cartaz para download no link abaixo:
https://www.dropbox.com/sh/9nvs3sq504e7whn/AAAmvkoeL_PuDfGTogp46zYIa?dl=0

PressbookSINOPSE
Através de um programa social, Felipe, um jovem brasileiro é introduzido, ainda criança, no universo da música clássica, tornando-se um dedicado estudande de violoncelo. Durante seus estudos ele conhece Diana Ligetti, uma romena, musicista reconhecida internacionalmente e professora do Conservatório de Paris. O encontro dos dois revive a história de vida de Diana, nascendo uma relação entre eles. Dois seres que percebem que mais do que talento, é preciso coragem.

ELENCO E EQUIPE
Direção – Sebastião Braga
Roteirista – Sebastião Braga e Grazie Pacheco
Personagens  – Felipe Deluna e  Diana Ligeti
Produtor Executivo – Ricardo Vidal, Marília Olska, Eduardo Liron
Produtor – Paulo Maisatto e Renato Magalhães
Diretor de Fotografia – Giovanna Pezzo
Som Direto – Renan Vasconcelos
Edição de Som – Bernardo Uzeda
Mixagem de Som – Paulo Gama
Produção – Feel Filmes
Vendas Internacionais – Feel Filmes
Distribuição Nacional – Boulevard Filmes

INFORMAÇÕES TÉCNICAS
Título Original – Coragem
País – Brasil/França
Ano – 2016
Duração – 72 min.
Cor – Colorido
Janela – 2.35:1
Áudio – 5.1
Classificação – Livre
Cópia – DCP

FESTIVAIS E PRÊMIOS

Seleção para os Festivais Internacionais:
1) 1˚ 4Chances Germany Edition
2) 2˚ ARFF Berlin – Around Int Film Festival
3) 5˚ Brasov Film Festival  (Bucareste/ROM)
4) Fest de Cine Latino Ind de Bahia Blanca (BsAs/ARG)
5) 2˚ Hollywood Int Ind Documentary Awards (LA/USA)
6) 2˚ Hollywood Int Moving Pictures Film Fest (LA/USA)
7) 3˚ Int Filmmaker Fest of World Cinema South of France (Nice/FR)
8) Italy Int Film Festival (Milão/ITA)
9) Los Angeles Cine Fest (LA/USA)
10) 2˚ Los Angeles Ind Film Festival Awards (LA/USA)
11) Martinique Film Festival (Online Festival)
12) 5˚ Nice Int Film Festival South of France (Nice/FR)
13) 3˚ Docs Without Borders Film Fest (DA/USA)
14) Near Nazareth Festival (ISR)
15) 53˚ Int Television Festival Golden Prague (PR – TCH)

Seleção para os Festivais Nacionais:
1) 8˚ In Edit (São Paulo/SP)
2) XII Panorama Coisa de Cinema (Salvador/BA)

Premiações: 
1) HIMPFF – Hollywood International Moving Pictures Film Festival – Best Documentary and Director
2) Around Filmes Berlin – Best Documentary
3) HIIDA – Hollywood International Independent Documentary Awards – Best Writer
4) 4chances Germany Edition – Prêmio Especial do Júri

BIOGRAFIA DO DIRETOR
Sebastião Braga é formado em Cinema e Vídeo pela Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul/SC) e especializado em roteiro na Escola de Santo Antônio de Los Baños (Cuba). Desenvolveu trabalhos como diretor, assistente de direção e diretor de produção de diversos curtas e longas-metragem no Sul do Brasil.

Em 2010, mudou-se para São Paulo, onde fundou a produtora Feel Filmes. Desde lá dirigiu projetos publicitário e institucionais em empresas como Santa Marcelina Cultura, Johnson & Johnson, Visa, Fundação Telefônica Vivo, Chevrole, entre outros. É diretor dos curtas documentários “Na Pele”, “Ballet de Mãos” e do documentário “Coragem”.

Desenvolveu diversos projetos audiovisuais e eventos culturais para diferentes plataformas. Também atuou em serviços de consultoria de roteiros e foi curador do festival francês Megacities 2016.

BIOGRAFIA FELIPE DE LUNA
Felipe de Luna, 26 anos, violoncelista. Iniciou seus estudos de violoncelo no método coletivo de cordas (Método Jaffé), teve professores como Renata jaffé,  Ji Yon Shim,Joel de Souza e Adriana Lombardi.

Participou de festivais e máster classes com os professores Cláudio Jaffé,  Watson Clis, Alceu Reis, David Starkwater, Marialbi Trisolio, Pablo Bercellini, Ana Chamorro, Jenniffer Stumm, Esther Hope, Alexandra Soumm, Giovanni Gnocchi, Joseph Conyers, Cristian Budu Antonio Meneses, Roman Mekinulov e Alceu Reis.

Apresentou-se com a orquestra alemã, DSO-Berlin no Auditório Ibirapuera, São Paulo , sob regência de Vladimir Ashknazy. Participou do projeto de Música de Câmara do grupo francês “LesSicles”. Atualmente integra o naipe de violoncelos da Orquestra Jovem do Estado de São Paulo, é Membro do Instituto Elga Marte e cursa bacharel em violoncelo pela Faculdade Santa Marcelina  (FASM), sob a orientação  da professora Gretchen Miller.

NOTA DO DIRETOR
Em 2009, logo que abrimos a produtora Feel Filmes, fomos convidados a fazer um vídeo voluntário, um flashmob de “Bolero de Ravel”, resultado de um intercâmbio entre alunos do Conservatório de Paris e alunos do Programa Guri de São Paulo. Conhecer o universo da música através desse projeto foi um caminho sem volta. A partir dali decidimos que tínhamos que fazer um documentário com esses jovens de periferia que tiveram a oportunidade de conhecer esse novo universo musical, a música erudita. Qual a força que a música tem em suas vidas? Como se transformam com esses estudos? Como suas contribuições transformam essa música? Quais sonoridades nascem dessa relação? Tudo nos motivava a fazer o documentário e mostrar o que esse grande projeto que atinge 14 mil crianças na periferia de São Paulo está causando a esses jovens.

Iniciamos nossa pesquisa em São Paulo, apoiados pela ONG Santa Marcelina Cultura, gestora do Programa Guri e a Escola de Música de São Paulo – EMESP. Através de seus programas e incríveis projetos musicais, como a Orquestra Jovem do Estado de São Paulo e a Orquestra Tom Jobim, fomos conhecendo histórias incríveis que se escondiam atrás de cada Concerto e de cada instrumento tocado.

Continuando a pesquisa, fomos a Paris entender por quê o maior conservatório musical do mundo tinha interesse em fazer intercâmbio com um projeto social do Brasil. Através deles, entendemos quão forte e valorizada é nossa expertise em criar projetos sociais, com base no ensino musical. Como conseguíamos atingir um número tão grande de jovens em vulnerabilidade social e como conseguíamos resultados artísticos musicais de bons níveis, além de prover assitência aos jovens e seus familiares? E de fato essa é uma valiosa expertise que hoje países como a França precisam entender para aplicar em projetos para atender suas periferias em vulnerabilidade social e, atualmente, a presença dos imigrantes.

Após dois dias de pesquisa e entrevistas no Conservatório de Paris, quase no final da nossa estadia, conhecemos a professora Diana Ligeti, que nos aborda por também querer contar sua experiências de workshop com o Programa Guri e a escola de música EMESP. Com certeza ali ouvimos o discursos mais lindo de generosidade da nossa curta carreira de documentaristas e sem dúvidas havíamos encontrado nossa primeira personagem, uma das pessoas mais doces que conhecemos na vida.

De volta ao Brasil, seguimos com a pesquisa dessa vez focada nos alunos da EMESP, que compunham a Orquestra Jovem do Estado de São Paulo. Para minha grata surpresa eles iriam participar do Festival de Música de Berlioz, no sul da França, e lá fomos. Dentre os 90 alunos que compunham a Orquestra, conheci Felipe de Luna, personagem principal do documentário.

Felipe é um cara que não passa batido na multidão, muito menos no palco. Ele chamou a atenção pela verdade no discurso, entrega, eloquência, sagacidade e péssimo temperamento. É o típico aluno do fundão, mas de talento notável. Para mim foi perfeito, porque desde o início sabíamos que não estávamos fazendo um filme de herói e sim o recorte da vida de alguém que está no olho do furacão, com objetivo claro e que encara seus desafios com coragem. Um ser humano real que pudesse representar a história da maioria dos colegas de periferia que compunham a Orquestra. O Felipe é esse cara, o antiherói mais corajoso e bravo que conheci.

“Com “Coragem” entendi a vida do músico, como a do atleta, uma rotina diária de estudo e prática, onde as vulnerabilidades da vida – social, emocional, psicológica – não podem ser barreiras, porque o caminho da excelência é arduo. E tão arduo como a luta individual, é a luta social dos diversos agentes sociais, que reconhecemos no filme com a personagem Diana. Esses diversos projetos e agentes oferecem ao cidadão conhecer e ampliar sua visão de mundo para assim terem o direito de escolher os destinos que querem trilhar. Assim como Felipe e Diana, se um projeto social não os tivesse escolhido para seguir uma carreira musical, talvez não teriam saído de Perus (Brasil) ou Bucareste (Romênia) e não teriam tido a oportunidade de sonhar e de vencer.

PROGRAMAÇÃO
17/11: Cine Joia RioShopping – Jacarepaguá
08/12: Cine Joia Copacabana (Mostra de Documentários)