Teresa Cristina canta Cartola – Eu fui!

Em 2016 são celebrados os 100 anos do samba, precisamente no dia 02 de dezembro. Para isto, o Imperator – que

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por si só já homenageia o nome de um grande nome do gênero, João Nogueira (Centro Cultural João Nogueira) – levou para a comemoração dois outros ícones. O show “Teresa Cristina canta Cartola” fez única apresentação no dia em que a cidade inteira estava em festa pela data.

Eu, particularmente, fazia um tempo que queria assistir a este show. E todas as outras pessoas que esgotaram os ingressos. Mas o fato de ser uma apresentação no Dia do Samba preocupou Teresa Cristina, devido à quantidade de eventos gratuitos que acontecem na data. Com a casa lotada, a cantora pôde perceber que sua ansiedade era em vão, e ela se mostrou muito feliz por se apresentar no bairro onde passou bons momentos de sua infância, como a própria declarou. “Coloquei minha melhor roupa para ver vocês”, brincou a artista, que fez o show apenas acompanhada de Carlinhos Sete Cordas

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“O mundo é um moinho” (Cartola) abriu o repertório, com um incidental de “Somewher over the rainbow”, no fim da canção. “Corra e olhe o céu (Cartola e Dalmo Castelo) deu prosseguimento à apresentação, assim como “Alvorada no morro” (Cartola, Carlos Cachaça e Hermínio Belo de Carvalho), “Ao amanhecer” (Cartola), “Disfarça e chora” (Cartola e Dalmo Castelo), “Vai amigo” (Cartola) e “Cordas de aço” (Cartola).

O grande homenageado da noite era Cartola, mas não significa que outros nomes não tenham sido lembrados. Clássicos de Nelson Cavaquinho/Guilherme de Brito, Candeia e Elton de Medeiros foram incluídos no repertório, com “Pranto de poeta”, “Preciso me encontrar” e “Meu drama (Senhora Tentação)”.

“Evite meu amor” (Cartola), “Tive, sim” (Cartola), “Sim” (Cartola e Osvaldo Martins), “Acontece” (Cartola), “Peito

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vazio” (Cartola e Elton de Medeiros) foram outros clássicos apresentados no show. Teresa Cristina mostrou que é uma artista que deixa a rivalidade do Carnaval para tal época do ano. Como se não bastasse fazer um show em homenagem a um poeta da Mangueira, ela – portelense declarada – ainda fez questão de cantar “Sala de recepção” que tem uma letra escrachadamente feita por alguém com o coração em verde e rosa. Mas o profissionalismo da cantora falou mais alto. E também arrancou risos da plateia com sua interpretação peculiar para alguns versos da canção.

Divertida, Teresa Cristina brinca muito com o público e consigo mesma. A cantora também tem a característica de interpretar com muita clareza a letra que está cantando. Muito precisa tanto nos versos, quanto nas notas, ela esbanja emoção com “As rosas não falam” (Cartola). A letra e o auxílio do coro da plateia levaram a artista às lágrimas.

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“Minha” (Cartola) e “O sol nascerá” (Cartola e Elton Medeiros) preencheram a parte ensaiada do bis. O improviso ficou por conta de “Boas festas” (Assis Valente), recado da cantora para o próximo Natal. “Foi um rio que passou em minha vida”, do portelense Paulinho da Viola, encerrou a noite. Assim, Teresa mostra que, mesmo homenageando poetas das rivais, não esquece os grandes nomes da escola de seu coração.

P.S.: Agradeço à MNiemeyer pelos convites!

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