Ópera + Balé no Theatro Municipal

A primeira versão musical de uma das mais conhecidas lendas na música clássica – o suposto envenenamento de Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) pelo compositor concorrente Antonio Salieri (1750-1825) – e a obra mais popular do compositor russo Nikolai Rimsky-Korsakov estão na estreia da série Ópera + Balé. A Fundação Teatro Municipal do Rio de Janeiro, vinculada à Secretaria de Estado de Cultura (SEC), apresenta nos dias 28, 29 e 30 de setembro e nos dias 1º e 2 de outubro, este programa duplo constituído de obras de ambos os gêneros com apenas um ato, reunindo em um único espetáculo integrantes dos três Corpos Artísticos do TM, Ballet, Coro e Orquestra Sinfônica.

 

Apresentada pela SICPA Brasil Tintas e Sistemas de Segurança, a atração começa com Mozart e Salieri, criada em 1897 com base na história do escritor Alexander Pushkin. Cantada em português, a ópera tem tradução de Irineu Franco Perpetuo e adaptação de André Cardoso, Diretor Artístico do TM. Nos papéis centrais estão o tenor Flávio Leite, como Mozart, e o barítono Inácio De Nonno, como Salieri, sob a direção cênica de Daniel Herz. A parte lírica do programa também tem cenografia de Fernando Mello da Costa e figurinos de Marcelo Marques. Após o intervalo, sobe ao palco o balé Sheherazade coreografado por Michel Fokine, com remontagem do italiano Toni Candeloro. Os cenários e figurinos originais criados por Léon Bakst têm reconstituição do figurinista Cassio Brasil e dos cenógrafos Cristiane Luz e Manoel Puoci, respectivamente. À frente do Ballet do Theatro Municipal, as primeiras solistas Deborah Ribeiro, Priscila Albuquerque e Renata Tubarão irão se revezar no papel de Zobeide e os primeiros bailarinos Cícero Gomes, Filipe Moreira e Moacir Emanoel se alternarão como intérpretes do Escravo Dourado. A iluminação da ópera e do balé leva a assinatura de Aurélio de Simoni. O Coro e Orquestra Sinfônica do TM terão regência do Maestro Tobias Volkmann.

Juntar ópera e balé em um mesmo espetáculo significa reunir os dois gêneros que representam a razão de ser da existência de um teatro como o Municipal do Rio de Janeiro, um organismo cultural singular em nosso Estado por abrigar corpos artísticos próprios. A proposta de Ópera + Balé é apresentar duas obras distintas, que se juntam para formar um espetáculo único, no qual há algum elemento comum que possa criar unidade. No caso do espetáculo concebido para esta temporada, o elemento unificador é a música de Nicolai Rimsky-Korsakov, integrante de uma geração de compositores, o chamado Grupo dos Cinco, que inseriu a música russa no mapa musical da Europa do Século XIX”, comenta André Cardoso, Diretor Artístico do TM.

“Aqui, Alexander Pushkin resolveu abordar o mito de um Salieri invejoso, que teria levado o jovem colega à morte (e que o dramaturgo britânico Peter Shaffer retomaria na peça Amadeus, de 1979, adaptada para o cinema com grande sucesso por Milos Forman, em 1984). Já na época [pouco depois de 1830], Pushkin foi acusado por seus contemporâneos de falsificação histórica, e rebateu com a afirmação de que Salieri teria vaiado a estreia de Don Giovanni: ‘Salieri morreu há oito anos. Algumas revistas alemãs escreveram que, no leito de morte, Salieri teria confessado um delito horrível: ter envenenado o grande Mozart’”, escreve o jornalista e tradutor do libreto Irineu Franco Perpetuo, em texto encomendado para o programa do espetáculo.

 

Sheherazade é um balé inspirado no fantástico conto das Mil e Uma Noites. Estabeleceu seu estilo característico com as cores vibrantes dos cenários e figurinos de Léon Bakst. Causou frisson em sua estreia parisiense ao remeter o público à cultura oriental e escandalizou a capital francesa em 1910 por amalgamar beleza e sensualidade. O sucesso e o interesse que despertou foram enormes, a ponto de influenciar estilistas de moda e joias da época”, diz Cecília Kerche, Diretora do Ballet do Theatro Municipal.

 

“O balé Sheherazade vem compor a segunda parte deste espetáculo que mostra a versatilidade do Corpo de Baile do Theatro Municipal. Nossa companhia se expressa confortavelmente tanto no balé clássico, representado na temporada de O Lago dos Cisnes em junho, como no contemporâneo, a exemplo de Trilogia Amazônica apresentada em agosto. Agora a excelência de nossos bailarinos se revela nesta obra histórica e de caráter étnico. Com ela brindamos o público com uma das joias do Ballets Russes”, complementa Ana Botafogo, Diretora do Ballet do Theatro Municipal.

Sobre a ópera Mozart e Salieri

 

Nikolai Rimsky-Korsakov foi o primeiro compositor a transpor para a música, em 1897, uma das mais conhecidas lendas na música clássica, segundo a qual o arquirrival de Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) teria sido envenenado pelo colega de ofício Antonio Salieri (1750-1825), por inveja da música de sua suposta vítima. Verdade ou não, essa história escandalosa de ciúme profissional e homicídio ecoou rapidamente na literatura e na música. Compatriota de Rimsky-Korsakov, o grande escritor Alexander Pushkin, por exemplo, escreveu uma das suas Pequenas Tragédias sobre o assunto apenas cinco anos após a morte de Salieri. Apesar da ópera em um ato Mozart e Salieri ter apenas dois personagens, não deixa de ser uma tragédia psicológica realista de proporções intensas. Rimsky-Korsakov incorporou citações musicais do Requiem e de Don Giovanni na partitura. Richard Taruskin inseriu esta ópera dentro do contexto histórico do desenvolvimento da tradição realista na ópera russa.

 

Ópera Mozart e Salieri – Sinopse

 

Cena 1 – A ação se passa em Viena, no fim do Século XVIII. O italiano Antônio Salieri goza de alta posição social como compositor e dedicou-se ao serviço da sua arte. Secretamente, no entanto, ele está com ciúmes de Mozart, pois reconhece a genialidade do compositor austríaco e a qualidade superior de sua obra. Clamando a Deus por justiça, Salieri é surpreendido pela repentina chegada de Mozart, que traz consigo um velho violinista que encontrou na taverna. Mozart pede que o violinista toque algo de sua autoria. O velho músico toca com muita dificuldade e Mozart se diverte. Revoltado, Salieri manda o violinista se retirar e repreende seu rival, dizendo que o mesmo é indigno do talento que recebeu. Mozart diz que veio para mostrar uma nova composição, a descreve para Salieri e senta ao piano para tocá-la. Salieri ouve atentamente, elogia a composição e chama Mozart de gênio. Sem levar a sério a afirmação o jovem rival diz que o “gênio” está com fome. Salieri convida Mozart para jantar e este se retira para avisar a esposa. Salieri faz planos para envenenar o rival.

 

Cena 2 – Mozart e Salieri estão jantando na taberna. Salieri observa que algo inquieta seu rival e pergunta se não gostou do vinho. Mozart revela que está preocupado com seu Requiem, que um estranho vestido de negro havia encomendado. Diz que sente a presença do homem misterioso em todos os lugares. Salieri retruca dizendo tratar-se de um medo tolo e recorda seu amigo Pierre de Beaumarchais, que dizia ser uma taça de champanhe o melhor remédio para os maus pensamentos. Mozart relembra a colaboração de Salieri com Beaumarchais na ópera Tarare e pergunta se poderia ser verdade ter sido o libretista um envenenador. Salieri diz ser ridícula tal afirmação. Mozart chama Beaumarchais e Salieri de gênios e pergunta ao colega se o gênio e o crime são incompatíveis. Salieri diz não saber e, sem que Mozart perceba, derrama veneno na bebida e a oferece a seu rival. Mozart bebe e faz um brinde à amizade. Em seguida vai ao piano e toca o Introito de seu Requiem. Salieri ouve o coro e, emocionado com a beleza da obra, começa a chorar. Mozart se surpreende e Salieri diz que são lágrimas dolorosas. Mozart começa a se sentir mal e se despede. Salieri conclui dizendo que ele dormirá por muito tempo e questiona se o crime e o gênio são de fato incompatíveis, lembrando boato de ter sido Michelangelo também um assassino.

 

 

Sobre os solistas da ópera Mozart e Salieri

 

Flavio Leite Tenor, Mozart

 

Pós-graduado pelo Conservatório Superior del Liceu, em Barcelona, o tenor gaúcho tem se firmado como um dos mais atuantes e versáteis cantores líricos brasileiros de sua geração. Presença frequente nas temporadas das principais casas de espetáculo brasileiras, como Theatro Municipal de São Paulo, Theatro Municipal do Rio de Janeiro, Palácio das Artes, Teatro Amazonas, Theatro da Paz, Theatro São Pedro de São Paulo e de Porto Alegre, acumula experiência em títulos que vão desde Il Combattimento di Tancredi e Clorinda, de Monteverdi, à Lulu de Alban Berg, passando por Iphigenie en Tauride, Fidelio, A Flauta Mágica, Cosi Fan Tutte, Don Giovanni, O Barbeiro de Sevilha, La Cenerentola, La Fille du Regiment, Rita, Romeo et Juliette, A Viúva Alegre, Turandot, Maria Golovin, Diálogo das Carmelitas, Ariadne auf Naxos, A Raposinha Astuta e Rei Roger, entre outras, acumulando mais de 50 papéis já em repertório. Com especial atenção às óperas de compositores brasileiros contemporâneos, nos últimos anos fez as estreias das óperas Dulcinéia e Trancoso e a Ópera do Mambembe Encantado, ambas de Eli-Eri Moura; O Menino e a Liberdade, de Ronaldo Miranda; O Perigo da Arte, de Tim Rescala; e a premiada versão moderna da última ópera de Villa-Lobos, A Menina das Nuvens, espetáculo vencedor do Prêmio Carlos Gomes e apresentado no Palácio das Artes, em Belo Horizonte, Theatro Municipal SP e Theatro Municipal RJ. Desenvolve ainda ampla atividade como recitalista e solista em oratórios e obras sinfônicas como Magnificat e Oratório de Natal, de Bach; Messias, de Haendel; A Criação, de Haydn; Nona Sinfonia, de Beethoven; Stabat Mater e Petite Messe Solennelle, de Rossini; Messa di Gloria, de Puccini; Carmina Burana, de Orff; e Le Roi David, de Honegger; com os principais regentes e orquestras brasileiras.

 

Inácio De Nonno — Barítono, Salieri

 

Com longa e premiada carreira lírica, Inacio De Nonno é doutor em Música pela UNICAMP e Mestre em Música – suma cum laude – pela UFRJ, onde é professor nas classes de Canto. Prêmio Especial para a Canção Brasileira no XII Concurso Internacional de Canto/RJ, de seu repertório constam mais de 30 primeiras audições mundiais de peças e óperas especificamente para ele compostas. Tem participação em 32 CDs gravados, todos dedicados ao repertório brasileiro, desde restaurações do material colonial até os compositores contemporâneos mais vanguardistas. O CD da ópera Colombo, de Carlos Gomes, em que interpreta o papel-título, ganhou o prêmio da APCA e o prêmio Sharp de 1998. Seu repertório enfatiza ainda a música antiga, o lied alemão, com destaque para os ciclos de canções de Schubert, e a canção francesa, em que aborda especialmente os compositores Ravel, Fauré e Poulenc. Em ópera, conta hoje com 40 papéis efetivamente apresentados em público, entre os quais Fígaro, em O Barbeiro de Sevilha; Germont, em La Traviata; e O Mestre da Música, em Ariadne em Naxos. No Theatro Municipal do Rio de Janeiro, interpretou Corisco na premiada montagem de A Menina das Nuvens, de Villa-Lobos, sob a regência de Roberto Duarte, em 2015, e, neste ano, cantou os papéis de Benoît e Alcindoro na ópera La Bohème, de Giacomo Puccini, sob a regência do Maestro Eduardo Strausser.

 

 

Sobre o balé Sheherazade

 

Considerada a obra mais popular do compositor russo Nikolai Rimsky-Korsakov, o balé Sheherazade estreou em 4 de junho de 1910 na Ópera de Paris pelos Ballets Russes, de Diaghilev. Sheherazade é o personagem central dos contos As Mil e Uma Noites, que são agrupados em um antigo livro em árabe em que se podem ler histórias populares sobre Aladdin, Ali Babá, Sinbad O Marujo, Os Sete Vizirs… Com enredo retirado do primeiro conto do livro, o balé em um ato mostra como o sultão Shahriar descobre o romance furtivo entre a favorita do seu harém e o escravo de ouro. Estes três personagens integram o núcleo do balé criado por Michel Fokine para a partitura de Rimsky-Korsakov, uma obra sinfônica de 1888, dançado em sua estreia por Ida Rubenstein como Zobeide e Vaslav Nijinsky como seu amante, o escravo de ouro. É o mais sensual de todos os balés do repertório da Companhia de Diaghlev e, conforme foi apresentado originalmente, constituiu um espetáculo maravilhoso que em relação apenas à sensualidade do colorido e do estilo, provavelmente nunca foi igualado. O balé Sheherazade foi apresentado pela primeira vez no Rio em 20 de outubro de 1913, no Theatro Municipal, pelos Ballets Russes, com Vaslav Nijinsky e Tamara Karsavina. Foi remontado em 1957 por Tatiana Leskova para o Ballet do Theatro Municipal com os bailarinos Norah Kovak e Istvan Rabovsky.

 

As histórias são contadas por Sheherazade ao sultão Shahriar, para quem todas as mulheres seriam infiéis. Todas as manhãs, ele matava uma jovem mulher com quem havia se casado na véspera. Mas Sheherazade não pretendia morrer, pelo contrário, tinha um plano. Toda noite ela lhe contava uma história e tinha o cuidado de não completá-la. Então, curioso para saber o final, o sultão a deixava sã e salva até a manhã seguinte, a fim de saber o resto da história. A música utilizada é a do poema sinfônico de Rimsky-Korsakov – Sheherazade.  Julgou-se que a obra na íntegra seria demasiado longa, e por isso decidiu-se aproveitar o primeiro movimento como abertura, e o 3º e 4º para o bailado. Naquela época, Fokine ainda não tinha assistido nenhuma dança oriental e buscou inspiração no estudo de miniaturas persas, lançando mão de expressiva pantomima em lugar de gesticulação.

 

 

Balé Sheherazade – Sinopse

 

Shahriyar, o sultão da antiga Pérsia, está apreciando os prazeres e divertimentos de suas concubinas, dentre elas sua esposa favorita, Zobeide. Seu irmão sugere que as mulheres são infiéis e Shahriyar lança sobre Zobeide um olhar de suspeita. Disposto a tirar a prova, aceita a sugestão de seu irmão para que finjam sair para uma caçada. As mulheres se alegram e se apressam em despachar Shahriyar com suas armas de caça. Assim que o sultão e seu irmão partem, as concubinas se enfeitam e subornam o chefe dos Eunucos para que ele destrave as portas e faça entrar os escravos. Começa então uma orgia no harém. Zobeide obriga o chefe a abrir uma última porta, que liberta o magnífico Escravo Dourado, seu favorito, com quem dança apaixonadamente. Para surpresa de todos, o sultão retorna. Confirmando as suspeitas de seu irmão, ordena num acesso de raiva, que todos sejam mortos. Seus homens matam todos os escravos e concubinas, restando apenas Zobeide e seu favorito. O próprio Sultão se encarrega de matar, com sua cimitarra, o Escravo Dourado. Zobeide implora seu perdão. Ao perceber que seu apelo não será atendido toma em mãos um punhal e se suicida. O Sultão, consternado, chora sua dor.

 

 

Sobre os solistas do balé Sheherazade

 

Deborah Ribeiro — Primeira Solista, Zobeide

 

Formou-se pela Escola Estadual de Dança Maria Olenewa, aperfeiçoou-se na School of American Ballet e Joffrey Ballet School, em Nova York.  Recebeu o Prêmio Maria Olenewa de Melhor Bailarina Clássica e o Troféu Rodolfo Somoirago. Ingressou no Ballet do Theatro Municipal em 1996. Como Primeira Solista vem atuando em todas as temporadas e turnês da companhia, destacando-se com sucesso nas críticas especializadas em papéis como, Fada Lilás, Serenade e Divertimento n° 15 (Balanchine), Mercedes e Rainha das Neves em balés como A Bela Adormecida, Serenade, Dom Quixote e O Quebra-Nozes

 

Priscila Albuquerque — Primeira Solista, Zobeide

 

Formada pela Escola Estadual de Dança Maria Olenewa, passou a integrar o Corpo de Baile do Theatro Municipal aos 15 anos e em 2005 tornou-se Primeira Solista. Desde então atua em papéis como Myrtha, Gammzatti, Fada Lilás, Valsa das Flores, a Eleita, entre outros em balés como Giselle, La Bayadère, A Bela Adormecida, O Quebra-Nozes e A Sagração da Primavera. Coreografou para o Corpo de Baile do TMRJ e para o grupo de dança D.C.. Atualmente cursa Bacharelado em Artes Cênicas na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro.

 

Renata Tubarão — Primeira Solista, Zobeide

 

Formada pelo Centro de Arte e Cultura Ballet Dalal Achcar, integra o Ballet do Theatro Municipal desde 1999. Em 2005 teve sua estreia em primeiros papéis, interpretando Princesa Aurora em A Bela Adormecida. Desde então vem atuando como solista e principal nos balés do repertório da companhia.  Integrou o Ballet de Zurique como demi-solista na temporada 2007/2008. É graduada em Psicologia.

 

Cícero Gomes Primeiro Bailarino, Escravo Dourado

 

Formado na Escola Estadual de Dança Maria Olenewa, no Rio, Cícero Gomes tem passagens pela Escola de Dança da Ópera de Vienna e Elmhurst School for Dance by Birminghan Royal Ballet. Seu nome está na Calçada da Fama do Festival de Joinville, onde conquistou prêmio de melhor bailarino em 2005. Trabalhou na Cia. Jovem de Ballet do RJ. Bailarino Solista do Theatro Municipal desde 2007, Cícero é nomeado primeiro bailarino nesta temporada em 2016. Estreou em O Lago dos Cisnes, no papel de Bobo da Corte, obtendo sucesso de público e crítica nos papéis principais das temporadas, incluindo Coppélia, O Quebra-Nozes, Don Quixote, Romeu e Julieta, Onegin, L’Arlésienne de Roland Petit e Le Spectre de La Rose, de Fokine. Convidado em Galas de Dança no Brasil e América Latina. Trabalhou com nomes de peso do cenário mundial da dança.

 

Filipe Moreira — Primeiro Bailarino, Escravo Dourado

 

Paulistano, iniciou seus estudos de dança clássica no Núcleo de Dança de São Paulo. Em 2003 ingressou no Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, e nesta temporada em 2016 é nomeado primeiro bailarino. Filipe vem se destacando ao dançar todos os primeiros papéis dos balés de repertório da Companhia como O Lago dos Cisnes, A Bela Adormecida, O Quebra-Nozes, Raymonda, Coppélia, Giselle, Floresta Amazônica, Onegin, Romeu e Julieta, Carmen e La Bayadère. Filipe é convidado para representar o Ballet do Theatro Municipal e o Brasil em Galas Internacionais. Recentemente apresentou-se na Gala de Miami. Foi reconhecido pela crítica e pelo público como um dos maiores talentos dos últimos tempos, dada a sua virilidade, excelência técnica, física e interpretativa. 

 

Moacir Emanoel Primeiro Bailarino, Escravo Dourado

 

Paranaense de Maringá, Moacir estudou na Escola do Teatro Guaíra em Curitiba, na Escola do Teatro Bolshoi no Brasil, em Joinville, e na Cia. Brasileira de Ballet, no Rio. Também aperfeiçoou sua técnica em cursos com importantes coreógrafos, a exemplo de Tadheo de Carvalho, Henrique Talmah, Mário Nascimento, Ilara Lopes e Jorge Teixeira. Recebeu diversas premiações em Festivais no Brasil e na Europa. Apresenta-se em eventos pelo Brasil ao lado de grandes nomes da dança como Ana Botafogo, Marianela Nuñez e Thiago Soares. Desde 2010, integra o Ballet do Theatro Municipal RJ, e nesta temporada em 2016 é nomeado primeiro bailarino. Apresentou-se com destaque como solista nos balés Romeu e Julieta (Paris) e Onegin (Gremin) e nos primeiros papéis de O Quebra-Nozes (Príncipe das Neves), na versão de Dalal Achcar, e L’Arlésienne (Frédéri).

 

 

Sobre o Diretor Cênico de Mozart e SalieriDaniel Herz

 

Diretor teatral, professor, ator, autor e diretor artístico da Companhia Atores de Laura, Daniel Herz tem sua trajetória reconhecida por diversas indicações e premiações significativas no teatro brasileiro, entre as quais podemos destacar: Prêmio Coca-Cola de Teatro Jovem – Romeu e Isolda (direção, 1996), Decote (texto, direção e melhor espetáculo, 1997), A Flauta Mágica (melhor espetáculo, 2000), As Artimanhas de Scapino (produção e melhor espetáculo infantil, 2000); Prêmio Qualidade BR – As Artimanhas de Scapino (direção e melhor espetáculo, 2002); Prêmio Shell – As Artimanhas de Scapino (Indicação de melhor direção, 2002), Adultério (Indicação de melhor direção, 2011); Prêmio Orilaxé – O Filho Eterno (direção, 2012); Prêmio APTR – A importância de ser perfeito (direção, 2013); Prêmio Zilka Salaberry – Nadistas e Tudistas (Indicação de melhor direção, 2013); Prêmio Cesgranrio – As Bodas de Fígaro, (Indicação de melhor direção, 2014); Prêmio FITA – A importância de ser perfeito (direção, 2015).

 

Junto à Cia. Atores de Laura, formou um repertório expressivo, de mais de 20 espetáculos, com montagens de peças clássicas – As Artimanhas de Scapino de Molière, Ensaios de mulheres de Jean Anouilh, O conto do inverno de Shakespeare e o recente O Pena Carioca, de Martins Pena, aplaudido pela crítica especializada – e de criação coletiva da Cia.. Têm ainda sua assinatura, entre vários outros, Zastrozi, de Georg F. Walker em parceria na direção com Selton Mello; os musicais Geraldo Pereira, um escurinho brasileiro, de Ricardo Hofstetter, Otelo da Mangueira, de Gustavo Gasparani, e Tom e Vinícius, de Daniela Pereira e Eucanaã Ferraz; As Bodas de Fígaro, tradução de Barbara Heliodora; A importância de ser perfeito, de Oscar Wilde, adaptação Leandro Soares. Desde 2001, Daniel Herz dirige o Teatro Miguel Falabella. Atuou como professor na Faculdade de Cinema da Universidade Estácio de Sá e na Faculdade de Artes Cênicas da UniverCidade. Na Casa de Cultura Laura Alvim dirige cursos de teatro desde 1988. Publicou dois livros – A entrevista seguido de cartão de embarque, Ed. Relume-Dumará, e  Decote seguido de Romeu e Isolda, Ed. Garamond.

 

 

Sobre o Remontador e Supervisor Artístico do balé
Sheherazade
Toni Candeloro

 

Candeloro é um dos bailarinos italianos mais conhecidos internacionalmente por sua atuação como étoile convidado na Arena de Verona, Ballet Nacional de Cuba, Kirov de Leningrago (hoje Marinsky de São Petersburgo), na Ópera de Zurique, Teatro La Fenice de Veneza, Ópera de Bonn na Alemanha e outras companhias e teatros. Entre suas partners destacam-se Carla Fracci, Alessandra Ferri, Galina Panova, Lucia Lacarra e Lorna Feijo. Seu talento artístico e técnico abrange o repertório romântico, clássico e moderno. Dançou com Rudolf Nureiev em duo no Chant du Compagnon Errant de Béjart. Recebeu o Prêmio Europa como Melhor Dançarino de 1987 pela interpretração de Mercutio em Romeu e Julieta de John Cranko ao lado de Marcia Haydée e Richard Cragun. Teve a oportunidade de interpretar obras famosas e raramente executadas do repertório dos Ballets Russes de Diaghilev, como Petrushka, Le Spectre de la Rose, L’après-midi d’un Faune e Sheherazade, entre outras. Através de bailarinos e maestros da última geração de Diaghilev e ainda de outros artistas que trabalharam com Michel Fokine, pôde expandir e aprimorar a pesquisa que realiza sobre os Ballets Russes. As escolhas artísticas de Toni Candeloro levaram-no a tornar-se uma das poucas pessoas capazes de estar à frente de remontagens históricas, a exemplo de Carnaval e Petrushka, ambos de Fokine, que ele remontou e dançou, respectivamente, a convite de Alicia Alonso para o Ballet Nacional de Cuba. Candeloro aperfeiçoou-se também na remontagem de ballets românticos e clássicos, graças ao encontro com antigas colaboradoras de Olga Preobajenska (que trabalhou diretamente com Marius Petipa) e Sophia Fedorova.

 

Após vários anos de pesquisa meticulosa, Toni Candeloro realizou uma análise importante e precisa das obras de Fokine, tendo contribuído para isso seu conhecimento com os artistas que formaram a modernidade da década de 1900 na Europa com Diaghilev e que foram influenciados por sua estética no período seguinte, como Alexandra Danilova, Alicia Alonso, Alicia Markova, Anton Dolin, Irina Baronova, Mia Slavenska, Milorad Miskovich, Nikolai Beriosov, Nina Tikanova, Rosella Hightower, Serge Golovine, Serge Lifar, Tamara Toumanova e Tatiana Grantzeva. Candeloro colabora com museus de prestígio em todo o mundo. Sua rica coleção de dança, de obras raras de arte de 1600 até hoje, inclui um segmento valioso sobre os Ballets Russes, o qual tem sido exibido no Museu Mart de Rovereto, Museu Teatral do La Scala de Milão, Museu do Palazzo Mocenigo de Veneza e Museu Estatal de Arte Russa de São Petersburgo, entre outros.

 

 

Sobre o regente – Tobias Volkmann

 

Um dos destaques da nova geração de regentes orquestrais do Brasil, Tobias Volkmann vem atraindo atenção para uma carreira internacional em ascensão, desde a conquista dos principais prêmios concedidos no Concurso Internacional de Regência Jorma Panula 2012, na Finlândia, e do Prêmio de Público no Festival Musical Olympus de São Petersburgo, em 2013. No Theatro Municipal do Rio de Janeiro, esteve à frente da montagem da ópera As Bodas de Fígaro, escolhida pelo jornal O Globo como um dos dez melhores espetáculos do ano. Ainda no TMRJ, assinou a direção musical do balé Apoteose da Dança – coreografia de Uwe Scholz para a Sétima Sinfonia de Beethoven – e um Concerto com o Coro e a OSTM em programa francês com música de Dukas, Ravel e Debussy, que tiveram ótima acolhida. Em março de 2016, Tobias Volkmann foi nomeado Maestro Titular da Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal e, desde então, já regeu o Concerto de Abertura da Temporada com a Missa Solemnis em Ré maior de Ludwig van Beethoven, o balé Apoteose da Dança, o Concerto 110 Anos de Nascimento de Radamés Gnattali e o balé Trilogia Amazônica. Entre 2012 e 2015 atuou como Maestro Assistente do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, onde esteve à frente do Coro e da OSTM nos balés La Bayadère, Coppélia e Apoteose da Dança e no acompanhamento para os filmes mudos Nosferatu (Murnau) e O Garoto (Chaplin) – espetáculos da série Música & Imagem. Atuou como maestro preparador nas produções de ópera, destacando-se Billy Budd, Salome, A Valquíria, Aida, Rigoletto, Carmen e Madama Butterfly.

 

Em dezembro de 2015, estreou na célebre sala do Gewandhaus de Leipzig como convidado da temporada oficial do Coro e Orquestra da Rádio MDR, concerto que foi o ponto alto de uma temporada com sucessos de público e de crítica. A temporada de 2015 marcou ainda a estreia alemã à frente da Orquestra Sinfônica de Brandemburgo em concerto de música brasileira com a harpista Cristina Braga e quinteto, cujo registro será lançado, internacionalmente, neste ano. Entre 2009 e 2011 foi regente assistente da Orquestra Filarmônica Carnegie Mellon nos Estados Unidos. Tendo a versatilidade como grande qualidade artística, Volkmann se mostra igualmente à vontade no repertório sinfônico, coral, no teatro de ópera e balé e na música para cinema. Com especial atenção à música contemporânea, dirigiu estreias nos EUA, Rússia e Brasil. Estudou canto com Inácio De Nonno e regência com André Cardoso na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Complementou sua formação como regente em masterclasses internacionais ministrados por Kurt Masur, Jorma Panula, Ronald Zollman, Isaac Karabtchevsky e Fabio Mechetti.  Concluiu mestrado em regência orquestral na Universidade Carnegie Mellon de Pittsburgh (EUA) sob a orientação de Ronald Zollman. Neste ano, estreou como regente convidado da Orquestra Sinfônica do Paraná, em abril, e da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, em julho.

SERVIÇO

ÓPERA + BALÉ

 

MOZART E SALIERI – Ópera em um ato (1897)

CORO E ORQUESTRA SINFÔNICA DO THEATRO MUNICIPAL

Música – Nikolai Rimsky-Korsakov (1844-1908)

Libreto – Alexander Pushkin (1799-1837)

Tradução – Irineu Franco Perpetuo

Adaptação – André Cardoso

Direção Cênica – Daniel Herz

Regência – Tobias Volkmann

 

Projeções – Renato e Ricardo Vilarouca

Cenografia – Fernando Mello da Costa

Iluminação – Aurélio de Simoni

Figurinos – Marcelo Marques

Assistente de Cenografia – Edward Monteiro

Assistente de Figurinos – Sonali Davila

Assistente de Direção – Tiago Herz

 

Elenco:

Mozart – Flávio Leite, tenor

Salieri – Inácio De Nonno, barítono

 

Participação especial – José Lana, violino

 

Coro de Mozarts – Kedma Araújo Freire, Eliane Lavigne, Rose Provenzano, Vívian Delfini, Lily Driaze, Noeli Mello, Ossiandro Brito, Elizeu Batista, Manoel Mendes, Patrick de Oliveira, Cícero Pires e Leonardo Thieze

 

SHEHERAZADE – Balé em um ato (1910)

BALLET E ORQUESTRA SINFÔNICA DO THEATRO MUNICIPAL

Música – Nikolai Rimsky-Korsakov (1844-1908)

Argumento – Alexandre Benois (1879-1960)

Coreografia – Michel Fokine (1880-1942)

Remontagem e Supervisão Artística – Toni Candeloro

Regência – Tobias Volkmann

 

Cenografia e Figurino – Léon Bakst (1866-1924)

Reprodução de Figurino–Cassio Brasil, Sonja Gabriel e Patrícia Sato

Reprodução de Cenário – Cristiane Luz e Manoel Puoci

Iluminação – Aurélio de Simoni

Elenco:

 

ZobeideDeborah Ribeiro, Priscila Albuquerque e Renata Tubarão

Escravo DouradoCícero Gomes, Filipe Moreira e Moacir Emanoel

ShahryarJoseny Coutinho e Marcelo Misailidis

Shah ZemanAnderson Dionísio e Edifranc Alves

Chefe dos EunucosManoel Francisco, Ronaldo Martins e Saulo Finelon

 

Participação especial – Marcelo Misailidis

 

Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro

Diretoras Artísticas – Ana Botafogo e Cecília Kerche

 

 

Theatro Municipal do Rio de Janeiro

Praça Floriano s/n° Centro

 

Dias 28, 29 e 30 de setembro, às 20h

Dia 1º de outubro, às 20h

Dia 02 de outubro, às 17h

 

 

Preços:

  • Frisas e camarotes – R$ 600,00
  • Plateia e balcão nobre – R$ 100,00
  • Balcão superior – R$ 72,00
  • Galeria – R$ 36,00

 

Desconto de 50% para estudantes e idosos

 

 

Vendas na Bilheteria, no site Ingresso.com

ou por telefone 21 4003-2330

 

 

Capacidade – 2.227 lugares

 

Classificação etária – Livre

 

Duração – 120 minutos, com intervalo

 

Informações – (21) 2332-9191

Fomos assistir, confira!