Fatal – Eu fui!

Retomando a temporada 2016 que, até o mês de abril contava com… nenhum espetáculo assistido até então. Como para tudo nessa vida tem um começo e um recomeço, bóra iniciar os trabalhos deste ano olímpico e, quiçá, muito rico culturalmente também. Escolhemos retornar ao lindo espaço Oi Futuro Flamengo para assistir ao drama “Fatal”, com Debora Lamm e Paulo Verlings no elenco.

Com concepção e direção de Guilherme Leme Garcia e colaboração artística de Vera Holtz, “Fatal” é uma trilogia sobre a paixão criada a partir de mitos e lendas. A dupla em cena forma um casal que conta, em três atos, os encontros amorosos dos mitos Kama e Rati, Tristão e Isolda e Eros e Psiquê. Jô Bilac, Márcia Zanelatto e Pedro Kosovski foram os encarregados de escrever 3 textos livres sobre cada um dos romances. Jô Bilac produziu “Kama-Sutra Secreto”, inspirado em Kama e Rati; Márcia Zanelatto fez “Tristão e Isola – PeepShow”, como adaptação de Tristão e Isolda; e Pedro Kosovski fez “Monstros”, inspirado pelos encontros às escuras de Eros e Psiquê.

Falando no breu, este foi um ponto que chamou bastante minha atenção no espetáculo. No início, é até difícil entender como está a marcação dos atores em cena rs. O espetáculo começa com as vozes dos próprios, já em cena, mas só aparecem depois. Escolha bem feita para dar a dramaticidade que envolve as histórias. O trabalho do casal de atores também é louvável, com ambos deixando explícita, ainda que de forma sutil, a emoção dos textos poéticos dos 3 autores. Textos que unem erotismo, dramaticidade, etc. Mas que, acima de tudo, celebram o amor universal, e oriundo de outras ancestralidades.

 

P.S.: Agradeço à Astrolábio Comunicação pelos convites.

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