“Juvenal, Pita e o velocípede” no Gamboavista

No espetáculo “Juvenal, Pita e o velocípede” – que já conferimos, veja só – , o ator Eduardo Almeida, vencedor do prêmio de melhor ator no II Prêmio CBTIJ de Teatro Infantil, empresta as próprias lembranças da infância para contar as histórias do menino Juvenal, que vive grandes aventuras a bordo de um velocípede construído pelo seu tio. O espetáculo faz parte da 5ª edição da mostra Gamboavista, que segue até o dia 19 de junho levando espetáculos adultos, infantis e shows com preços populares ao Galpão Gamboa. A peça fará duas apresentações nos dias 23 e 24/04, às 16h.

A montagem conta a história de Juvenal, um menino de cinco anos de idade, que estava descansando embaixo de um cajueiro e conheceu a Pita, que se torna uma amiga inseparável. A produção é uma criação coletiva da Pandorga Companhia de Teatro com dramaturgia de Cleiton Echeveste. Integrante do grupo Os Tapetes Contadores de Histórias, Cadu Cinelli é o diretor convidado da quarta montagem infantojuvenil da Pandorga. A peça que estreou em 2015, ganhou prêmios em várias categorias do Zilka Salaberry e foi convidada para se apresentar no VI Congresso de Literatura Peruana da Casa de Literatura Peruana, em Lima.

O projeto surgiu da vontade do ator Eduardo Almeida de fazer uma montagem sobre as memórias da infância. Além das histórias pessoais e da equipe, o livro “Os fantásticos livros voadores de Modesto Máximo”, de William Joyce, foi uma das obras usadas durante o processo de pesquisa e de criação do espetáculo. Em “Juvenal, Pita e o velocípede”, o cenário é o próprio teatro e o público é convidado a se sentar em cadeiras e almofadas colocadas no palco em um semicírculo voltado para as poltronas vazias. Os únicos objetos cénicos são um velocípede grande desenhado e construído para a peça e um presente.
Para viver o Juvenal, Eduardo Almeida passou por uma transformações físicas: raspou a cabeça, deixou a barba crescer e furou as orelhas. Em cada sessão, o ator usa tatuagens temporárias espalhadas pelo pescoço, os braços, as mãos e os dedos. Juvenal hoje tem cerca de 40 anos. Um teatro foi o lugar escolhido por Pita para reencontrar o amigo de infância que ela não vê há 30 anos. Enquanto espera a amiga chegar no teatro, ele relembra diversas histórias dos tempos de criança. Reveladas aos poucos durante a performance, as imagens fazem referência ao mundo do Juvenal e da própria infância do ator, como a tatuagem com o rosto do Ultraman e o nome do personagem escrito em japonês.

“Eu sempre fui apaixonado pelo Ultraman, assistia a todos os episódios e até cantava em japonês”, conta Eduardo. “A trilha sonora que o Rudi Garrido criou foi toda inspirada no tema do seriado. É como se ele pegasse a música e colocasse de traz pra frente, de ponta a cabeça”, revela o ator.

Como ator, contador de histórias e integrante do grupo Os Tapetes Contadores de Histórias, o diretor Cadu Cinelli levou para a montagem a perspectiva do narrador. “O teatro é um lugar para se viver o lúdico, um lugar de encontros e que nos permite ver o que não existe. Durante o processo de criação, nunca perdi de vista que nós estamos ali para contar uma boa história”, explica Cadu, que lembra que a peça é para toda a família.

Sobre a Pandorga Companhia de Teatro

Fundada em 2006, formada por André Roman (ator e produtor), Cleiton Echeveste (dramaturgo e diretor), Eduardo Almeida (ator e produtor) e Jan Macedo (ator), a Pandorga Companhia de Teatro já fez diversas peças, entre elas “Surething!” e “Going to the Theater” , “O Menino que Brincava de Ser”, “Se Liga, Garoto!”, “As Aventuras de Zé Latinha”, “O Melhor Sempre é Possível”, “Cabeça de Vento”, “Cadê a Água que Tava Aqui?” e “Conto D’Água”.
FICHA TÉCNICA
Elenco: Eduardo Almeida
Direção: Cadu Cinelli
Dramaturgia: Cleiton Echeveste
Figurino e Cenário: Daniele Geammal
Iluminação: Ricardo Lyra Jr.
Direção Musical: Rudi Garrido
Direção de Movimento e Preparação Corporal: Jan Macedo
Visagismo: Francisco Leite
Construção do Velocípede: Garlen Bikes e Marcelo Huguenin
Pintura de arte do velocípede: Renato Marques
Design Gráfico: Fernando Nicolau
Fotografia: Renato Mangolin
Assistência de Produção: Lucimar Ferreira
Produção: André Roman e Eduardo Almeida
Realização: Pandorga Companhia de Teatro, Pita Produções e AR Produções

SERVIÇO:

Data: 23 e 24/04
Local: Galpão Gamboa – Teatro
Endereço: Rua da Gamboa, 279 – Centro – RJ
Horário: 16h(sábado) e 16h (domingo)
Ingressos: R$ 10 (inteira)/R$ 5 (meia)/R$ 2 (para moradores dos bairros da Zona Portuária, apresentando comprovante de residência)
Vendas de ingressos:
– No Galpão: terça a quinta, das 14h às 18h (nos dias de espetáculo a bilheteria funciona 2 horas antes do início do espetáculo ou até se esgotarem os ingressos)
– Na Pequena Central: terça a quinta, das 14h às 18h (endereço: Rua Conde de Irajá, 98, Botafogo – telefone de contato: 3797-0100)
Classificação etária: livre
Gênero: Drama
Capacidade: 80 lugares
Forma de pagamento: dinheiro

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