Lançamento do livro “Manfredo de Souzanetto – Paisagem Ainda Que”‘”

Nascido na pequena Jacinto, no Vale do Jequitinhonha, o artista Manfredo de Souzanetto ganhou o mundo ainda jovem. Morou em Paris, expôs nos Estados Unidos, em vários países da Europa, e conquistou reconhecimento internacional por seu trabalho. Ao completar 40 anos de carreira, o mineiro recebe merecida homenagem, com livro e duas exposições no Rio de Janeiro.

No dia 12 de abril será lançado o livro Manfredo de Souzanetto – Paisagem Ainda Que (Réptil Editora, 240 páginas), na Galeria Patricia Costa, com toda a trajetória do artista que tem o dom de tornar o improvável concebível e de produzir obras ao mesmo tempo simples e complexas, evidentes e enigmáticas.

O livro conta com textos dos críticos Julio Castañon Guimarães, Anne-Marie Lugan Dardigna e biografia de Clarisse Meireles. A obra, trilingue (português, inglês e francês), reúne mais de 150 imagens de trabalhos do artista.

Ainda na Galeria Patricia Costa o público poderá conferir, de 12 a 30 de abril, obras mais recentes de Manfredo. Serão expostas sete pinturas inéditas, com dimensões variadas, produzidas entre 2015 e 2016. “O meu método de trabalho passa sempre por um projeto, por um desenho e às vezes por um protótipo a partir do qual construo a obra”, explica o artista.

Manfredo também está em cartaz no Paço Imperial, até 29 de maio, com a mostra Paisagem ainda Que. A exposição, com curadoria de Luiz Eduardo Meira de Vasconcellos, reúne 32 obras, distribuídas em quatro salas, com trabalhos produzidos pelo artista de 1976 até os dias de hoje. A primeira tem 13 pinturas, feitas em Paris, na década de 70, das quais algumas nunca foram expostas.

Na segunda e terceira salas estão obras produzidas de 1980 a 2015 e, na quarta, são apresentadas documentações fotográficas de trabalhos com intervenções pictóricas na natureza. A série Na Mina de Caulim, produzida em Juiz de Fora, após sua volta de Paris recebeu o prêmio de melhor conjunto de obras no IV Salão Nacional da Funarte em 1980.

Em 1974, Manfredo já denunciava a destruição da paisagem em sua primeira exposição individual, Memória das Coisas Que Ainda Existem, em Belo Horizonte. Na época lançou também o adesivo com a inscrição Olhe Bem As montanhas. A mostra inspirou uma crônica de Carlos Drummond de Andrade, que mais tarde faria também um poema com este nome.

É na natureza também que Manfredo busca a matéria-prima para suas obras. O artista produz os pigmentos, tirados de minérios das Minas Gerais, responsáveis por seus únicos e incontestáveis tons de rosas, ocres, vermelhos, amarelos e cinzas. “Comemorar quatro décadas de trabalho tem sido muito interessante para mim. É uma oportunidade de revisitar o meu trabalho e preencher as lacunas deixadas”, diz.

O projeto Manfredo de Souzanetto 40 anos de Arte tem produção de Paulo Branquinho Escritório de Arte e coordenação geral da Galeria Patricia Costa.

 

Sobre o artista – Pintor, desenhista e escultor, Manfredo de Souzanetto começou a estudar desenho aos 16 anos. Em 1967, mudou-se para Belo Horizonte e ingressou na Escola Guignard em 1969. Estudou arquitetura na Universidade Federal de Minas Gerais de 1972 a 1975. Em 1975, expôs no 5° Salão de Arte Universitária, em Belo Horizonte, e recebeu como prêmio uma bolsa para estudar na França. Morou em Paris até 1979, onde frequentou a École Nationale Louis Lumière e a École Nationale Supérieure des Beaux Arts.

Retornou ao Brasil em 1980 e reside no Rio de Janeiro. No ano seguinte, ingressou na Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde concluiu o curso de gravura. Em 1985, foi contemplado com o prêmio de viagem ao exterior no 8° Salão Nacional de Artes Plásticas, promovido pela Fundação Nacional de Arte – Funarte, no Rio de Janeiro.

Durante seis meses, entre 1999 e 2000, foi artista residente na École Nationale Supérieure d’Art Décoratif de Limoges-Aubusson, na França. Em sua carreira, já participou de mais de 50 exposições, entre elas a 12ª Bienal Internacional de São Paulo, na década de 70, coletivas no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e no Museu de Arte Moderna de São Paulo, na década de 80, e individuais no Museu Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, em 2010 e na Fundação Brasilea em Basel, Suíça, em 2013.

Serviços – Manfredo de Souzanetto –  40 anos de Arte

Paço Imperial – Paisagem Ainda Que

Visitação: 24 de março a 29 de maio.

Paço Imperial – Praça 15, 48, Centro (2215-2093/5231)

Horário de visitação: de 3ª a domingo, das 12h às 19h

Entrada gratuita.

Faixa etária: Livre

 

Galeria Patricia Costa

Lançamento do livro e início da exposição: 12 de abril, às 19h

Período de visitação da exposição: 13 de abril a 30 de abril

Galeria Patricia Costa – Av. Atlântica, 4240, loja 226, Shopping Cassino Atlântico, Copacabana (2227-6929)

Visitação: De segunda a sexta-feira, das 11h às 19h. Sábados, das 12h às 18h.

Entrada gratuita

Serviço livro Manfredo de Souzanetto – Paisagem Ainda Que

Autoria: Manfredo Alves de Souza Netto

Coordenação editorial: Luiza Figueira de Mello

Coordenação geral: Galeria Patrícia Costa

Produção executiva: Paulo Branquinho

Fotografias

Luciano Bogado

Andrea Nestrea [fotos do artista]

Ding Musa [pp. 14, 137, 138]

Gabi Carrera [pp. 63, 128, 131, 159, 171, 202, 210]

Eduardo Eckenfels [pp. 93, 94]

João Bosco [pp.107, 110]

Emilio Osório Neto [pp. 120, 172, 173]

Jaime Acioli [p. 95]

Projeto gráfico: Cristina Portella

Textos:

Julio Castañon Guimarães

Anne Marie Lugan Dardigna

Clarisse Meireles

Versões:

Hugo Moss (português/inglês)

Julio Castañon Guimarães e Matthieu Somon (português/francês)

Eleonora Nascimento Alcântara de Barros (francês/português)

Produção editorial: Amanda Meirinho

Páginas: 240

Preço: R$ 80,00

ISBN: 978-85-99625-62-0

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