“Dois Rémi, Dois” estreia dia 28

Dois Rémi, Dois, dirigido por Pierre Léon, tem estreia nacional dia 28 de abril. Apesar da extensa filmografia do diretor, este será o primeiro filme de Pierre distribuído no Brasil.

Inspirado no “O Duplo”, de Fiódor Dostoiévski, o longa conta no elenco com Luna Picoli-Truffaut, neta do realizador francês François Truffaut, que interpreta Delphine,  e contracena com Pascal Cervo, de “Noites Brancas no Píer” e “É o Amor”, que representa Rémi, personagem principal do filme, e seu duplo.

Cabine única de imprensa: dia 19 de abril, no Itaú Frei Caneca (convite para cabine será enviado em breve).

SINOPSE
Aos 30 anos, ainda sem um bom emprego e com uma tímida vida amorosa, Rémi está um pouco perdido na vida até o dia em que tem que dividi-la com o seu duplo, um outro dele, por sua vez alguém invasivo e não muito legal. Qual deles será o verdadeiro Rémi? Filme inspirado em “O Duplo” de Fiódor Dostoiévski. Festival de Locarno e de Mar del Plata.

ELENCO E EQUIPE
Direção – Pierre Léon
Roteiro – Renaud Legrand e Pierre Léon
Livremente inspirado na obra O Duplo de Fiódor Dostoiévski
Produtor – François Martin Saint Léon e Igor Wojtowicz
Elenco – Pascal Cervo, Serge Bozon, Luna Picoli-Truffaut, Antoine Tergal, Bernard Eisenschitz, Jean- Christophe Bouvet, Pascale Bodet, Jackie Raynal
Direção de Fotografia – Thomas Favel
Direção de Arte e Figurino – Renaud Legrand
Música – Alexander Zekke
Montagem – Martial Salomon
Som – Rosalie Revoyre
Assistente de Direção – Olbek Martel
Diretor de Produção – Rémi Veyrie
Coprodução – Kapara Pictures e Garidi Films
Produção – Ferris & Brockman
Vendas Internacionais – Barberousse Films
Distribuição Nacional – Supo Mungam Films

FESTIVAIS
2015 – Festival del film Locarno
2015 – Mostra Cine BH
2015 – Festival Internacional de Cine de Mar del Plata
 2015 – Viennale
2015 – Columbo Inernational Film Festival
2015 – Seville European Film Festival
2016 – 2morrow – Moscow Film Festival

INFORMAÇÕES TÉCNICAS
Título Original – Deux Rémi, deux.
País – França.
Ano – 2015.
Duração – 66 min.
Cor – Colorido.
Janela – 1.66:1
.
Classificação – 14 anos (à definir).
Cópia DCP.

ORIGEM DO FILME
“A origem é dupla. Uma é o desejo de trabalhar com Pascal Cervo, escrever um filme para ele. E a outra foi quando eu estava relendo “O Duplo” de Dostoiévski e disse a mim mesmo que seria ainda mais divertido ter dois personagens pelo preço de um. Junto com Renaud Legrand, comecei a escrever, mas logo percebi a necessidade de contar essa história separando-a do livro porque ele impõe um tipo de tom: algo burlesco e sombrio, que é ligado ao ritmo da escrita alucinada de Dostoiévski, e que me parecia difícil de traduzir. Foi aí que a comédia surgiu para nós. Finalmente, há poucas coisas do romance: o ponto de partida e alguns detalhes.”

DIREÇÃO E ELENCO
“Os papéis são pensados na escrita, principalmente em atores específicos. Por exemplo, para o papel de Delphine, procurei encontrar um discurso particular, flexível o suficiente para mover-se do riso para tristeza, algo distantemente hawksiano, um pouco Paula Prentiss. O seu papel não é fácil: ela não tem muitas cenas e deve provar um monte de coisas muito rapidamente, entre outras a de que ela é a verdadeira personagem adulta do filme.

Repetimos poucas ou quase nenhuma vez as cenas, e eu trabalho principalmente escutando (neste caso, a diretora de som, Rosalie Revoyre). Há obviamente algo escrito, que obriga os atores a tomar uma certa direção, a atuação está sempre contida na escrita e no diálogo, e uma vez dentro disso, tudo é permitido para eles. A direção de atores é permanente, é em todos os lugares, é um erro separá-la do resto. Tudo serve a direção do ator: escrita, fotografia, edição, edição de som, mixagem, colorização.

Pascal Cervo é um dos melhores atores que conheço, o mais imaginativo, e engraçado também. Ele é um ator para mim, simplesmente, eu não sei por que exatamente. A primeira vez que o vi foi no filme “Les Amoureux” de Catherine Corsini, foi como um surgimento. O acompanhei como um verdadeiro fã: filmes de Laurent Achard, “Saltimbank” de Biette. “Este é o nosso Gabin,” disse-me Martial Salomon, o montador do filme.”

ROTEIRO
“Até agora eu escrevi todos os meus filmes. E nem sempre com o cuidado necessário. Eu tendia a negligenciar esta fase de criação, que eu era ingrato. Foi provavelmente uma reação ao dogmatismo do roteiro, com uma superpotência tranquilizadora. Desta vez, eu escrevi em dupla, com Renaud Legrand (que também é figurinista e diretor de arte do filme).

Na comédia, como na vida, nós não rimos o tempo todo.

Escrever uma comédia é bastante difícil, mas também lhe permite se libertar de algumas restrições: não fomos forçados a fazer diálogos puramente informativos. Se os meus filmes são tão falantes, é porque, para mim, a palavra é ação e ficção: é raro os personagens falarem o que pensam. Se olharmos demais na direção evidente emitida pelos diálogos, perdemos alguma coisa.“

ILUMINAÇÃO
“A escolha de um contraste entre o azul e laranja, dia e noite, ajuda a preservar o filme de uma unidade que seria fatal, e que só traria confusão. O padrão foi o duplo estar em tudo, até mesmo na luz.”

MÚSICA DO FILME
“Alexander Zekke, o compositor do filme, trabalhou a partir de três notas: dó, ré, mi.”

Pierre Léon


IMPRENSA
“Dostoiévski encontra Bill Murray” So Film

“Um conto filosófico” Le Monde

“Cinema minimalista, travesso e inteligente” Télérama

“Estilo corajoso e livre” Cineuropa

“Engraçado e incongruente” Les Inrockuptibles

BIOGRAFIA DO DIRETOR
Nascido em Moscou em 1959, Pierre León mudou-se para Paris em 1975. Dirigiu Li per li (1994), assim como Octobre (2005), exibido em Locarno em 2006 na seção Play Forward e baseado em O Idiota de Dostoiévski, e Guillaume et les sortilèges (2007), selecionado para a seção Cineastas do Presente em Locarno. Suas outras obras são Oncle Vania (1997), L’Adolescent (2001), L’Idiot (2008) e Par exemple, Electre (2013). Em 2014, fez Remains e em 2015, exibiu em Locarno seu mais recente filme, Dois Rémi, Dois, que será o seu primeiro distribuído no Brasil.

FILMOGRAFIA DO DIRETOR
Deux dames sérieuses (1988) / Hôtel Washington (1993) / Li per li (1994) / Le Lustre de Pittsburgh (1995) / Le Dieu Mozart (1996) / Oncle Vania (1997) / Le Dieu Mozart II (1998) / Histoire-géographie (Dirigido com Mathieu Riboulet) / L’adolescent (2001) / l’Etonnement (2001) / Nissim dit Max (Dirigido com Vladimir Léon – 2004) / Octobre (2005) / Guillaume et les sortilèges (2007) / L’idiot (2008) / Biette (2011) / Par Exemple, Electra (Dirigido com Jeanne Balibar – 2013) / Remains (Curta-metragem – 2014) / Phantom Power (2014) / Dois Rémi, Dois (2015)

SUPO MUNGAM FILMS
A Supo Mungam Films é uma distribuidora cinematográfica independente, criada por Gracie P e Pedro H. Leite, focada em produções independentes de toda parte do mundo e que raramente ganhariam circuito no Brasil. Lançou em 2015, nove filmes, entre eles o primeiro filme de Lav Diaz (“Norte, O Fim da História”), Eugène Green (“La Sapienza”) e Paul Vecchiali (“Noites Brancas no Píer”), distribuídos no circuito brasileiro, além de lançar os longas-metragens “O Desejo da Minha Alma”, de Masakazu Sugita, “Party Girl” de Marie Amachoukeli, Claire Burger e Samuel Theis e “Respire” de Mélanie Laurent. Em 2016, já distribuiu novos filmes de Lav Diaz (“Do que Vem Antes”) e Paul Vecchiali (“É o Amor”), além de “Body”, de Malgorzata Szumowska e “História da Minha Morte”, de Albert Serra.

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