“O Messias” – Eu fui!

Já havia anos o Theatro Municipal do Rio de Janeiro trazia como encerramento de ano o balé “O Quebra-Nozes”, que é lindo e já fui conferir algumas vezes. Mas para finalizar 2015, o tradicional teatro decidiu levar para os palcos “O Messias”, criado pelo coreógrafo argentino Mauricio Wainrot. O espetáculo tem como base 32 temas do oratório homônimo de George Friedrich Händel e libreto de Charles Jennes, e fez nove apresentações no Municipal. Lógico que o espetáculo não se compara a “O Quebra-Nozes” no que diz respeito à atmosfera infantil e lúdica. Mas encheu o Municipal com suas equipes de bailarinos de primeiro time, assim como Coro e Orquestra Sinfônica. No palco, os dançarinos eram tantos e se revezavam com tanta frequência que era difícil identificá-los.

Mauricio Wainrot criou a primeira versão de “O Messias” em 1996 para o Royal Ballet of Flanders, na Bélgica. Atualmente ele é coreógrafo permanente deste mesmo teatro, e também diretor artístico do Ballet Contemporâneo do Teatro San Martin. A versão apresentada no Rio de Janeiro foi exibida em 1998, na abertura do Sínodo dos Bispos Europeus, no Beaux Arts Palais, em Bruxelas.

“O Messias” não possui um enredo. A obra de linha abstrata é mais inspirada na música de Händel. A coreografia tem movimentos que misturam a dança clássica e contemporânea. Com muitos levantamentos, boa parte também é dançada com todo o corpo de baile. Outra coisa que chama a atenção é o visual “clean” do espetáculo. Tanto cenário, quanto figurino são brancos. O toque de glamour fica mais para o fim, quando algumas bailarinas vestem suas tradicionais saias de tule, ajudando a valorizar e dando toque tradicional a um espetáculo de balé. Sendo assim, “O Messias” é um espetáculo em que desviamos pouco a atenção para cenários e figurinos. Ideal para os apreciadores mais focados na dança.

P.S.: Agradeço ao Theatro Municipal pelos convites

 

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