“A Menina do Dedo Torto” em Ipanema

Escrito a quatro mãos pela atriz Ludmila Rosa e pela roteirista e produtora Alexandra Maia, o espetáculo “A Menina do Dedo Torto” nasceu do desejo das autoras de falarem com o público infantil sobre os conceitos de diversidade e tolerância, temas que vêm sendo amplamente discutidos pela sociedade, através de uma narrativa lúdica. A peça, com direção de Pedro Brício, fica em cartaz no Oi Futuro Ipanema de 16 de janeiro a 3 de abril. Além da própria Ludmila, no papel da protagonista Dolores, estão no elenco os atores Celso André, Raquel Rocha e Izak Dahora, que interpretam diversos personagens.

“Como acredito que as fábulas podem ser agentes transformadores da sociedade, escrevemos uma história com o intuito de sensibilizar o público infantil para a riqueza das diferenças de cor, raça, costumes e crenças, e também semear a tolerância ao cultivar um olhar carinhoso das crianças para o outro”, explica Alexandra.

Com um formato que mistura teatro com projeção audiovisual, a montagem conta a história de uma menina de oito anos de idade que é hostilizada na escola por portar um pequeno defeito em um dos dedos da mão. Isolada e triste, ela decide sair pelo mundo à procura de uma criança igual a ela. Nesta jornada de autoconhecimento, o julgamento alheio a faz despertar para o que é certo e o que é errado, o que é reto e o que é torto. Depois de conhecer outros povos, raças e costumes, ela aprende a aceitar e admirar não apenas as próprias características, mas também as diferenças dos outros.

“A peça fala da importância da convivência, pois apenas através de uma aproximação amorosa e aberta podemos desmistificar os preconceitos e aprender a acolher e respeitar o que não nos é familiar”, conta Ludmila.

Curiosamente, o embrião do projeto surgiu literalmente da mão direita da atriz. Foi o seu dedo médio torto que inspirou a criação da personagem principal.

“Sempre quis escrever uma história infantil que tivesse como mote o meu dedo torto. Foi justamente durante um workshop com o Pedro Brício que surgiu a ideia da peça e, logo depois, eu e Alexandra começamos a escrevê-la juntas”, recorda Ludmila.

Inspirado nas brincadeiras de fazer de conta e com o intuito de estimular a imaginação das crianças, o diretor Pedro Brício imaginou uma cenografia com poucos objetos, onde os principais componentes cênicos serão fornecidos através dos figurinos, da expressão corporal e da representação. E, para transportar as crianças para outros países, em diversos momentos, projeções de imagens sobre o cenário comporão a cena.

“A ideia de o palco ficar vazio na maior parte da peça me pareceu interessante porque as crianças brincam assim o tempo todo. O público infantil é muito exigente, por isto optei por uma linguagem lúdica, onde a representação dos atores e a força das imagens por si transmitem a atmosfera da jornada da nossa protagonista”, explica o diretor.

As imagens usadas no espetáculo foram captadas pelo jornalista Luís Nachbin, provenientes de documentários realizados por ele em 85 países para programas de televisão que criou e dirigiu, como “Entre Fronteiras” e “Passagem Para”, ambos do Canal Futura. As projeções estão sendo editadas por Paola Barreto especialmente para o espetáculo.

Somado a estes elementos, a trilha sonora criada pelo músico Domenico Lancelotti será mais um ingrediente na condução do público a uma viagem por diferentes localidades do globo terrestre, como Amazonas, Japão, Rússia, Índia, Moçambique e Dinamarca.  Com uma mala na mão, Dolores derruba barreiras geográficas e vai além da imaginação, onde tudo é possível.

Completam a equipe Aurora dos Campos (cenografia), Marcelo Olinto (figurino), Tomás Ribas (luz), Cristina Moura (desenho de movimento) e Carla Mullulo (direção de produção).

Ficha técnica:

Texto: Alexandra Maia e Ludmila Rosa

Direção: Pedro Brício

Assistente de direção: Alexandra Maia

Elenco: Ludmila Rosa

Celso André

Raquel Rocha

Izak Dahora

Imagens documentais: Luís Nachbin

Projeções: Paola Barreto

Cenário: Aurora dos Campos

Figurino: Marcelo Olinto

Luz: Tomás Ribas

Trilha sonora: Domenico Lancellotti

Desenho de movimento: Cristina Moura

Direção de produção: Carla Mullulo

Programação visual: Valerie Tomsic e Rafaela Wiedemann – Refinaria Design

Divulgação: Vanessa Cardoso e Eduardo Marques – Factoria Comunicação

Realização: Alexandra Maia e Ludmila Rosa / Matrisoka Filmes

BIOGRAFIAS:

 

DIRETOR

 

PEDRO BRÍCIO é dramaturgo, diretor e ator. Escreveu e dirigiu os espetáculos A Outra Cidade, Breu, Me salve, Musical!, Trabalhos de Amores Quase Perdidos, Comédia Russa (indicado ao Prêmio Shell e APTR de melhor autor), Cine-Teatro Limite (Prêmio Contigo de melhor autor e indicado ao prêmio Shell de melhor autor), A Incrível Confeitaria do Sr. Pellica (Prêmio Shell de melhor autor e melhor figurino), O Menino que Vendia Palavras (Prêmio APCA de melhor texto adaptado), FitzJam e O Homem que era Sábado. Dirigiu também A Peça do Casamento de Edward Albee, Modéstia de Rafael Spregelburd, Acqua Toffana de Patrícia Melo, O Caderno Rosa de Lori Lamby de Hilda Hilst, Fim de Partida de Samuel Beckett e S’imbora, o musical, sobre a história de Wilson Simonal.

 

DIRETOR DE IMAGENS

 

LUÍS NACHBIN é jornalista, documentarista e produtor. Desde 1998, trabalha como produtor/diretor independente e viaja sozinho pelo mundo, operando a própria câmera, para gerar reportagens especiais e documentários. Produziu e dirigiu as seis temporadas da série Passagem Para e três temporadas da série Entre Fronteiras, todas exibidas pelo Canal Futura.

 

AUTORA E REALIZADORA

 

ALEXANDRA MAIA é poeta, produtora, roteirista e autora teatral. Tem dois livros publicados: Coração na Boca (Editora Sette Letras) e 100 Anos de Poesia – Um Panorama da Poesia Brasileira no Século XX (O Verso Edições). Como produtora, coordenou o lançamento dos filmes Nelson Freire, Edifício Master, Paulinho da Viola – Meu Tempo é Hoje, Onde a Terra Acaba, Entreatos e Peões. Trabalhou na produção executiva dos filmes Cidade Baixa, de Sérgio Machado e Linha de Passe de Walter Salles. Produziu também a peça Robin Hood, direção de Gaspar Filho. Como atriz, trabalhou com diretores como Antunes Filho, Luis Fernando Lobo, Moacyr Góes e Marco Antônio Braz.

 

ELENCO

LUDMILA ROSA, atriz, autora e realizadora, participou do grupo Macunaíma por cinco anos, de Antunes Filho, protagonizando Nova Velha História e Drácula e Outros Vampiros. Foi atriz na Cia de Ópera Seca, dirigida por Gerald Thomas, atuando em Ventriloquist, NXW, e Esperando Beckett. Trabalhou também em produções dirigidas por Domingos Oliveira, Enrique Diaz, Ivan Sugahara, Pedro Brício, entre outros. Criou, escreveu e atuou no monólogo Desabotoa Minha Gola, dirigido por Haroldo Rêgo. No cinema, atuou em longas de Murilo Salles, Breno Silveira e Bernard Attal. Na TV Globo, participou de Chiquinha Gonzaga, O Rebu, Império, entre outros.

RAQUEL ROCHA atuou em espetáculos como O Bem Amado, dirigido por Enrique Diaz e Guel Arraes, A Vida das Palavras de Stella do Patrocínio, por Haroldo Rego, Fragmentos Troianos, de Antunes Filho, Amérika da Cia Dragões Voadores, O Teatro é uma Mulher, de Rodrigo Nogueira e Adorável Garoto, direção Maria Maya. Integra o Coletivo Improviso dirigido por Enrique Diaz, onde atuou em Não olhe agora e Otro. No teatro infantil, fez O Menino que Vendia Palavras e Fonchito e a Lua. Na TV, participou das novelas Insensato Coração, Fina estampa, Cheias de Charme, Em Família e nas séries Louco por Elas, Canalhas e Entre Tapas e Beijos.

 

CELSO ANDRÉ participou de diversos espetáculos, entre eles: A Gaivota, dirigido por Jorge Takla, A Ira de Aquiles, de Hamilton Vaz Pereira, Exorbitâncias, de Antônio Abujanra, História de Borboletas, dirigido por Gilberto Gawronski , A Vida é Sonho por Gabriel Vilela; Melodrama por Enrique Diaz; Todas as Paisagens são Possíveis por Roberto Alvim; As Escravas do Amor por João Fonseca; A Arte da Comédia por Sérgio Módena, entre outros. Com Pedro Brício atuou em A Incrível Confeitaria do Sr. Pellica, Cine Teatro Limite, Me Salve, Musical e A Outra Cidade. No teatro infantil, atuou em O Jardim Secreto, de Renata Mizrahi.

 

IZAK DAHORA Izak é mestre em Artes (Uerj) e graduado em Artes Cênicas (Unirio). Atua desde os dez anos de idade. Na TV, interpretou o Saci do Sítio do Pica-pau Amarelo durante cinco anos (2001-2006); fez as novelas O astro (2011), Escrito nas estrelas (2010) e Eterna magia (2007), entre outros inúmeros trabalhos. No cinema, atuou em Alemão (2014); Trinta (2014); Ladrões de caneco e Pelé, a origem – os dois últimos a estrear, além do curta O mirante do azul (2015). Em janeiro de 2016, o filme Alemão ganhará versão de minissérie na TV com cenas extras. No teatro, tem doze peças no currículo, entre as quais se destacam: Contra o vento – um musicaos (2015); Lili, uma história de circo (2014); Lima Barreto, ao terceiro dia (2013); Pedro e o lobo (2012, com a Orquestra Sinfonica Nacional da UFF) e Brincando de orquestra (2009, peça de Tim Rescala, junto à Orquestra Petrobrás Sinfônica). Izak é também músico, tendo frequentado corais e conservatórios de violino desde a infância.

 

Sobre o Oi Futuro

 

O Oi Futuro é o instituto de responsabilidade social da Oi, que emprega novas tecnologias de comunicação e informação no desenvolvimento de projetos de educação, cultura, esporte, meio ambiente e desenvolvimento social. Desde 2001, suas ações visam democratizar o acesso ao conhecimento e reduzir distâncias geográficas e sociais, com especial atenção à população jovem.

Na educação, os programas NAVE e Oi Kabum! usam as tecnologias da informação e da comunicação, capacitando jovens para profissões na área digital, fornecendo conteúdo pedagógico para a formação de educadores da rede pública, e fomentando o desenvolvimento de modelos inovadores. Já na área cultural, o Oi Futuro mantém dois centros culturais no Rio de Janeiro, com uma programação nacional e internacional de qualidade reconhecida e a preços acessíveis, além do Museu das Telecomunicações.

O esporte é apoiado através de projetos aprovados pelas Leis de Incentivo ao Esporte, tendo sido a Oi a primeira companhia de telecomunicações a apostar nos projetos socioeducativos inseridos na Lei Federal. O programa Oi Novos Brasis completa seu escopo de atuação, reafirmando o compromisso do Instituto no campo da sustentabilidade, com o apoio e o desenvolvimento de parcerias com organizações sem fins lucrativos para a viabilização de ideias inovadoras que utilizem a tecnologia da informação e comunicação para acelerar o desenvolvimento humano.

SERVIÇO

 

Oi Futuro Ipanema

Rua Visconde de Pirajá, 54 – Ipanema

De 16 de janeiro a 03 de abril

Sábados e domingos, às 16h

Ingressos: R$ 20,00

Duração: 60 minutos

Classificação etária: Livre

 

Informações e venda de ingressos: (21) 3131- 9333

Funcionamento da Bilheteria: de terça a sexta, das 15h às 21h, e aos sábados e domingos, das 14h às 21h.

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