Balé “O Messias” no Theatro Municipal

A Fundação Teatro Municipal do Rio de Janeiro, vinculada à Secretaria de Estado de Cultura (SEC), encerra com o balé O Messias a Temporada 2015, que leva a assinatura do Maestro André Cardoso. O espetáculo foi criado pelo coreógrafo argentino Mauricio Wainrot com base em 32 temas do oratório homônimo de George Friedrich Händel e tem libreto de Charles Jennens. Serão nove récitas com o Ballet, o Coro e a Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal nos dias 17, 18, 19, 20, 22, 23, 27, 29 30 de dezembro. A obra é abstrata e tem uma atmosfera muito especial e espiritual, que toca tanto ao público como a seus intérpretes. No palco, a primeira bailarina Claudia Mota e os primeiros solistas Carolina Neves, Deborah Ribeiro, Karen Mesquita, Priscila Albuquerque, Priscilla Mota, Renata Tubarão, Cícero Gomes, Edifranc Alves, Filipe Moreira, Moacir Emanoel e Rodrigo Negri irão se revezar nos solos, à frente dos demais integrantes do BTM. O Ballet do Theatro Municipal tem como Regentes as primeiras bailarinas Ana Botafogo e Cecília Kerche. Além do Ballet, do Coro e da Orquestra Sinfônica, também fazem parte do grandioso elenco desta produção as sopranos Lina MendesVeruschka Mainhard, as mezzo-sopranos Carolina FariaLuciana Costa et Silva, os tenores Aníbal Mancini André Vidal e os barítonos Inácio de Nonno e Daniel Germano, sob a regência do Maestro Silvio Viegas.

 

Nada melhor para encerrar um ano tão especial do que reunirmos, em uma mesma produção, os três corpos artísticos do Theatro Municipal. Melhor ainda quando a obra apresentada é um dos pilares do período Barroco, O Messias, de Händel. Ballet, Coro e Orquestra Sinfônica se juntam na versão coreográfica deste oratório, criada por Maurício Wainrot”, diz André Cardoso, Diretor Artístico do TMRJ.

Inspirado na bela música de Händel, que fala acima de tudo sobre espiritualidade, Mauricio Wainrot criou O Messias, coreografia desafiadora e dinâmica, que mescla o controle dos adágios com o brilhantismo dos allegros em vários duos, trios e conjuntos, exigindo dos bailarinos grande domínio técnico e plasticidade de movimentos”, afirmam Ana Botafogo e Cecília Kerche, Regentes do Ballet do TMRJ.

O Messias é para mim, neste momento especial, um olhar sobre novas ou velhas utopias, um olhar para dentro de nós mesmos, uma necessidade de voltar a ouvir nosso silêncio interior e nos aproximarmos dos outros, especialmente àqueles seres que amamos, àqueles que compartilham de nossa história e destino e àqueles que foram e são testemunhas de tantas alegrias e dificuldades, e tem sido uma experiência pessoal que me comove poder  participar com todos”, comenta o coreógrafo Maurício Wainrot, que há dois anos apresentou no TMRJ os balés Carmina Burana, Chopin Nº1 e Ecos.

 

Sobre o balé O Messias

 

Mauricio Wainrot, diretor artístico do Ballet Contemporâneo do Teatro San Martin, criou a primeira versão de O Messias em 1996 para o Royal Ballet of Flanders, na Bélgica, companhia da qual é coreógrafo permanente desde 1994. Este trabalho do famoso oratório de Händel foi apresentado em sucessivas e bem-sucedidas turnês pela Bélgica, Holanda, Alemanha, Polonia, Turquia e China. Esta versão de O Messias foi exibida em 1998, na abertura do Sínodo dos Bispos Europeus, no Beaux Arts Palais, em Bruxelas.

Em 1998 Wainrot fez a segunda versão de O Messias para o Ballet Nacional do Chile. Este novo trabalho, mais extenso do que o anterior, ocupa a totalidade do espetáculo e em sua estréia na cidade de Santiago, contou com a colaboração da Orquestra e Coro da Universidade do Chile. O trabalho é inspirado na magnífica música de Händel mais do que no significado histórico dos textos, já que não carrega em si um enredo. É uma linha abstrata que valoriza através das cenas e dos movimentos sucessivos, o misticismo, a religião, a emoção e a alegria que o trabalho envolve. Carlos Gallardo criou uma atmosfera toda branca nos cenários e figurinos, que proporcionam um ambiente perfeito para o trabalho.

 

Biografias

 

Claudia Mota, primeira bailarina

Formada pela Escola Estadual de Dança Maria Olenewa, é Primeira Bailarina do TMRJ desde 2007, protagonizando todo o repertório da Companhia. Com grande destaque em seu país, Claudia representa o Brasil em Galas Internacionais dançando em diversas cidades da Argentina, assim como Paraguai, Cuba, Estados Unidos, Canadá e, recentemente, a convite de Julio Bocca, estrelou a versão de La Bayadère de Natalia Makarova junto ao Ballet Nacional Sodre, em Montevidéu. Recebeu o Prêmio de Melhor Bailarina da América Latina pelo Conselho Latino Americano de Dança e, por seu desempenho artístico e técnico e representatividade no cenário internacional da dança, conquistou o Título de Membro do Conselho Internacional de Dança da Unesco.

Lina Mendes, soprano

Lina Mendes recebeu o prêmio da Revista Concerto 2014 na categoria Jovem Talento pelo júri popular. Nascida em Niterói, ainda criança, foi solista no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, nas óperas Tosca (Puccini), Rigoletto (Verdi) e Die Zauberflöte (Mozart). Em 2011, debutou no papel de Gilda da ópera Rigoletto (Verdi) com grande sucesso, no centenário do Theatro Municipal de SP e Ninette da ópera O Amor das Três Laranjas (Prokofiev), no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Em 2013, foi a personagem Liberty na ópera Ça Ira (Roger Waters), Blonde na ópera Die Entführung aus dem Serrail (Mozart), Marzeline em Fidelio (Beethoven), Oscar em Un Ballo in Maschera, Cunegunde da ópera Candide (Berstein). Solou na cantata Carmina Burana (Orff) e no oratório Die Schöpfung (Haydn). Apresentou-se sob a regência dos maestros Abel Rocha, Marcelo Ramos, Alejo Perez, Isaac karabtchevsky, Jamil Maluf, Luciano Camargo, Ricardo Bologna, John Neschling, Carlos Spierer, Marin Alsop, Rick Wentworth e sob a direção cênica de Andre Heller-Lopes, Fernando Bicudo, Jorge Takla. Em 2014, brilhou como Nannetta na ópera Falstaff, no Theatro Municipal de SP, sob a direção de Davide Livermore. Interpretou Cunegonde com a OSESP, Gilda no Palácio das Artes em Belo Horizonte e colheu excelente crítica por suas marcantes atuações. Fez parte do Centre de Perfeccionament Plácido Domingo, na Espanha. Foi Abra no oratório Judita Triumphans (Vivaldi) e Cefalo na opera Narciso (Scarlatti), sob a direção musical de Federico Maria Sardelli. Recentemente fez seu début com grande êxito, no Palau de les Arts de Valência, interpretando Musetta da ópera La Bohème (Puccini), na Espanha, sob a regência de Manuel Coves.

Veruschka Mainhard, soprano

Musicista versátil, Doutora em Música pela UniRio e Mestre em Flauta Transversa Barroca e Música Antiga pela Escola Superior de Utrecht (Holanda), pianista laureada em vários concursos, Veruschka Mainhard realizou estudos com Carol McDavit e Martha Herr no Brasil, Uta Spreckelsen na Alemanha e Marianne Blok na Holanda. Aperfeiçoou-se ainda com Roland Hermann, Mitsuko Shirai, Hilde Zadek e Jeffrey Gall na Alemanha e com Jorge Chaminé em Paris. É Professora de Dicção e Canto da Escola de Música da UFRJ. Como camerista, vem se apresentando nas mais importantes salas de concerto do país e no exterior. Atuou como solista em óperas, oratórios e cantatas no Brasil, Alemanha e Holanda, assim como fez estreias mundiais de obras escritas para sua voz. Em 2004, apresentou-se na Alemanha como solista da Orquestra da Händel Akademie sob a regência de Andreas Spering. Gravou diversos discos e programas para rádio e TV. Participou das montagens da ópera A Valquíria de Wagner como Helmwige em 2011, no Theatro Municipal de SP, e, em 2013, no Municipal do Rio de Janeiro, ambas sob a regência do maestro Luiz Fernando Malheiro.

Carolina Faria, mezzo-soprano

​Reconhecida por seu timbre quente e escuro, expressividade e domínio cênico, Carolina Faria tem agradado a público e crítica e construído uma carreira de serviço à arte e à educação brasileiras, nos últimos doze anos. Atuando ao lado de alguns dos nossos maiores músicos, regentes e diretores cênicos nas melhores salas de concerto e casas de ópera brasileiras, possui vasto repertório: Ópera, Oratório, Canção Sinfônica, Câmera e Vanguarda, com especial ênfase à Música Brasileira Colonial e participação em gravações históricas. Em sua trajetória no canto lírico, deu vida a vários personagens, entre os quais ganham destaque, entre 2012 e 2014, suas interpretações como Herodias em Salomé, de Strauss; Baba the Turk em The Rake’s Progress, de Stravinsky; Hermia em A Midsummer Night’s Dream, de Britten; Gymnasiast em Lulu, de Berg; Corrado em Griselda, de Vivaldi; e Grimgerde em A Valquíria, de Wagner. Carolina Faria é também professora de canto e publica o blogue Boa Chance, canal de informação e formação de jovens artistas.  Bacharel em Canto pela UFRJ, prossegue em seu aperfeiçoamento sob a orientação do tenor Eduardo Álvares.

Luciana Costa Et Silva, mezzo-soprano

Mestre em Performance pela Guildhall School of Music and Drama, em Londres, e em Ópera pela Royal Scottish Academy of Music and Drama, em Glasgow. Vencedora dos concursos de Canto Amália Conde / RJ; Academia Vocalis Tirolensis, em Wörgl; The Margret Dick Award, em Glasgow. Em Festivais, apresentou-se no XIV Festival Internacional de Sarrebourg, França; XVIII e XIX Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga de Juiz de Fora / MG; Festival Vale do Café / RJ; XV Festival Amazonas de Ópera. Em ópera, atuou como Feiticeira, em Dido & Aeneas, de Purcell; Mensageira, em L’Orfeo, de Monteverdi; Orfeo, em Orfeo ed Euridice, de Glück; Cherubino, em Le Nozze di Figaro, de Mozart; Segunda Dama, em Die Zauberflöte, de Mozart; Ines, em Il Trovatore, de Verdi; Abadessa, em Suor Angelica, de Puccini; Hermia, em A Midsummer Night’s Dream, de Britten; Smèraldine, em L’Amour des Trois Oranges, de Prokofiev; Sertaneja e Íris, em Chagas, de Sílvio Barbato e Alexandre Schubert. Em concerto, cantou Gloria, de Vivaldi; Stabat Mater, de Pergolesi; Missa em si menor, de Bach; Requiem, de Mozart; Nona Sinfonia, de Beethoven; Lobgesang, de Mendelssohn; El Amor Brujo, de De Falla; Les Noces, de Stravinsky.

Aníbal Mancini, tenor

Em agosto de 2015, deu vida ao personagem Don Antonio da ópera As Bodas no Monastério, de Prokofiev, no Theatro São Pedro/SP.   Em julho, teve seu début na Nona Sinfonia de Beethoven, como solista, na prestigiada Sala São Paulo.  No mês de junho, teve a oportunidade de realizar pela segunda vez o papel de Fenton na ópera Falstaff, de Giuseppe Verdi, no Theatro São Pedro, sob a regência de Silvio Viegas.  Um dos seus mais recentes trabalhos foi o personagem Rinuccio, da ópera Gianni Schicchi, realizada no Teatro Positivo, em Curitiba.  Fez parte, ainda, do elenco da ópera O Menino e a Liberdade, de Ronaldo Miranda, no Theatro São Pedro, em estreia mundial. Na oportunidade, interpretou o personagem “Rapaz”.   No Palácio das Artes, em Belo Horizonte, foi Hipólito, na estreia mundial da ópera Fedra e Hipólito, de Christopher Park, sob a direção de Fernando Bicudo. Como solista, participou em 2013 de dois concertos com a OSB Ópera & Repertório, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, atuando como Cecchino na ópera L’oro non compra amore, de Marcos Portugal, e cantando a ária Ecco ridente in cielo da ópera Il Barbiere di Seviglia, de Rossini, no concerto de gala Noite de Bel Canto.

André Vidal, tenor

 

Mestre pela Royal Academy de Londres, especializou-se em Música de Câmara e Música Antiga com Glenville Hargreaves, Jonathan Papp e Ian Partridge. Em Londres atuou em obras como Paixão Segundo São João e Oratório de Natal (Bach), O Messias (Händel), Pequena Missa Solene (Rossini) e Requiem (Mozart). Integrou o elenco da London Royal Schools Opera. Foi premiado no Concurso Internacional de Canto Bidu Sayão (2001) e no Helen Eames Prize para intérpretes de música barroca (1998, em Londres). Cantou A Criação (Haydn), Carmina Burana (Carl Orff) e Lucia de Lammermoor (Donizetti) no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, Missa em si menor (Bach) no Teatro Amazonas, Don Giovanni (Mozart), no papel de Don Otavio, em Brasília, O Messias com a Petrobras Sinfônica e L’italiana in Algeri (Rossini) no Theatro Municipal de SP. Integrou a Cia. Brasileira de Ópera, interpretando Conde de Almaviva, em O Barbeiro de Sevilha (Rossini), entre outras performances. Dedica-se também à composição, tendo suas peças apresentadas no Brasil e no exterior e publicadas nos EUA pela Cantus Quercus Pres.

Inacio De Nonno, barítono

Inacio De Nonno é doutor em Música pela Unicamp e Mestre em Música – Summa cum Laude – pela UFRJ, onde é professor nas classes de Canto. Prêmio Especial para a Canção Brasileira no XII Concurso Internacional de Canto do Rio de Janeiro. Do repertório de Inácio De Nonno constam mais de 30 primeiras audições mundiais de peças e óperas especificamente para ele compostas. Tem participação em 32 CDs gravados, todos dedicados ao repertório brasileiro, desde restaurações do material colonial, até os compositores contemporâneos mais vanguardistas. O CD da ópera Colombo, de Carlos Gomes, onde Inacio De Nonno interpreta o papel-título, ganhou o prêmio da APCA e o Prêmio Sharp de 1998. Seu repertório enfatiza ainda a música antiga, o lied alemão, com destaque para os ciclos de canções de Schubert, a canção francesa, onde aborda especialmente os compositores Ravel, Fauré e Poulenc. E a ópera, em que conta hoje com 38 papéis efetivamente apresentados em público.

Daniel Germano, baixo

O baixo Daniel Germano iniciou seus estudos de canto com o professor Decápolis de Andrade, no Coro Sinfônico da OSPA. Em 2012, especializou-se em Performance  pelo Conservatório Antônio Buzzola, em Adria, Itália. No mesmo ano, estreou nos palcos europeus como Don Basílio em Bologna e Parma. Em 2014, foi Zúniga em Carmen, de Bizet, sob a regência de Isaac Karabtchevsky, no Theatro Municipal do Rio, e abriu a temporada lírica do mesmo Theatro como solista da Nona Sinfonia de Beethoven. Foi Primeiro Soldado em Salomé, de Strauss, no Teatro da Paz (Belém); Don Alfonso em Così Fan Tutte, de Mozart, e Sacristão em Tosca, de Puccini, no Theatro São Pedro, de Porto Alegre; Conte Paris em Romeo et Juliette, no Teatro São Pedro/SP; Primeiro Sacerdote em A Flauta Mágica, de Mozart, com a orquestra da PUCRS, entre outras participações. Também já se apresentou como solista das principais obras para concerto, como Magnificat, Paixão Segundo São João e Ich Habe Genug BWV 82 de Bach, Petite Messe Sollennele de Rossini, Requiem de Verdi, Brahms, Mozart, Duruflè e Faurè, Oratório de Natal de Saint-Saëns e Missa da Coroação de Mozart, entre outras.

Mauricio Wainrot, coreógrafo

Nascido em Buenos Aires, Mauricio Wainrot é Diretor Artístico do Ballet Contemporâneo do Teatro San Martín, na capital argentina. Foi Coreógrafo do Royal Ballet de Flanders, na Bélgica, de 1991 a 2004, criando para esta importante companhia europeia onze de suas obras mais destacadas: Carmina Burana, O Messias, Las 8 Estaciones, A Sagração da Primavera, Tango Plus, Looking Through Glass, Beyond Memory, Pájaro de Fuego, Canciones del Caminante, Journey e Distant Light. Atuou como Diretor Artístico do Les Ballets Jazz de Montreal, no Canadá, onde foi também Coreógrafo Residente, e do Grupo de Danza Contemporánea del Teatro San Martín. Em Hildesheim Stadttheater, na Alemanha, esteve como Coreógrafo Convidado Permanente. Estudou dança no Teatro Colón com Vasil Tupin e Eda Aisemberg. Foi Primeiro Bailarino convidado do Royal Winnipeg Ballet do Canadá, Ballet de Câmara de Caracas e Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, onde dançou Romeu e Julieta de Oscar Araiz. Após trabalhar no Teatro San Martín, em 1986 foi convidado pelo coreógrafo Ulf Gaad, Diretor Artístico da Goteborg Opera, na Suécia, a apresentar lá suas obras Anne Frank, Sinfonía de Salmos e Tres Danzas Argentinas. Devido ao enorme sucesso deste programa, Wainrot passou a montar suas obras na Europa, América e Ásia. Começa desta forma uma carreira internacional que o levou a colaborar com 49 companhias em diversos países nos últimos 20 anos.

Junto com o cenógrafo e artista plástico Carlos Gallardo criou mais de 40 obras, das quais mencionamos Flamma Flamma, La Tempestad, Medea, Carmina Burana, Un Tranvía llamado Deseo, 4 Janis for Joplin, Estaciones Porteñas e Travesías. Wainrot conquistou vários prêmios: nos EUA, o Choo-San Go Choreographic Award em 1993 e 1998 por Perpetual Motion, obra que criou para o Hubbard Street Dance Chicago, e por Now and Then ( Ahora y Entonces ), criada para o  Richmond Ballet. Em 1991, 1994, 1998 e 1999 a Associação de Críticos Chilena o distinguiu com o APES, a melhor produção do ano, respectivamente por Anne Frank, 4 Janis para Joplin, Libertango e O Messias. Em 1999 ganhou na Argentina o prêmio Konex de Platina como Melhor Coreógrafo da Década e o Prêmio Teatros del Mundo por O Messias. Em 2000 foi agraciado duas vezes por Un Tranvía Llamado Deseo com o Prêmio Trinidad Guevara e o Prêmio Ace. Em 2001 conquistou o prêmio Teatro XXI por Now and Then (Ahora y Entonces ). Em 2003, Wainrot foi finalista por Distant Light no Gran Premio Internacional Benois de la Danse, que é dado no Teatro Bolshoi de Moscou, considerado um dos mais importantes galardões da dança  no mundo. Nesta ocasião recebeu Menção Especial por sua obra. Atuou como Professor convidado no Mudra Internacional, na Escola de Dança do Ballet do Século XX de Maurice Bejart, em Bruxelas, na Hochschule fur Müsik und Darstellende Kunste-Frankfurt, na Juilliard School-New York, na Universidade de Iowa, e em Buenos Aires, na Escola de Arte do Teatro Colón e Taller de Danza del Teatro San Martín. Em 2008 Mauricio Wainrot foi condecorado pelo Rei da Bélgica, como Cavaleiro da Ordem de Leopoldo I por seu extraordinário aporte artístico no mundo da dança, e especialmente para o povo Belga.

Silvio Viegas, Regência

O trabalho de Silvio Viegas tem ocupado uma posição de grande destaque junto ao público e crítica no Brasil. Entre os anos de 2003 a 2005 exerceu o cargo de Diretor Artístico da Fundação Clóvis Salgado – Palácio das Artes, em Belo Horizonte. Atualmente é Maestro Titular da Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro e Professor da cadeira de Regência na Escola de Música da Universidade Federal de Minas Gerais. Desde o início de sua carreira tem-se destacado por sua atuação no meio operístico regendo títulos como O Navio Fantasma, Carmen, Le Nozze di Figaro, O Barbeiro de Sevilha, L’Italiana in Algeri, Romeu e Julieta, Lucia di Lammermoor, Cavalleria Rusticana, Il Trovatore, Nabucco, Otello, Falstaff, La Bohème e Tosca, entre outros.

Silvio Viegas tem também uma ligação estreita com a dança, tendo dirigido, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, os ballets Giselle, CoppéliaO Quebra-Nozes, O Lago dos Cisnes e Carmen de Roland Petit. Como convidado, esteve à frente da Orquestra da Arena de Verona, Sinfônica de Roma, Sinfônica de Burgas (Bulgária), Sinfônica do Festival de Szeged (Hungria), Orquestra do Algarve (Portugal), Sinfônica Brasileira (OSB), Teatro Argentino de La Plata (Argentina), Sinfônica do Teatro Sodre (Montevidéu, Uruguai), Amazonas Filarmônica/Manaus, Petrobras Sinfônica, Sinfônica do Paraná, Sinfônica de Campinas, Sinfônica do Teatro São Pedro/São Paulo, Orquestra do Teatro da Paz/Belém, Sinfônica do Teatro Nacional Cláudio Santoro/Brasília, Sinfônica de Minas Gerais. Natural de Belo Horizonte, estudou regência na Itália e é Mestre em Regência pela Escola de Música da Universidade Federal de Minas Gerais. Em 2015, regeu duas óperas de Gaetano Donizetti: Lucia di Lammermoor, no Palácio das Artes, em Belo Horizonte, e Don Pasquale, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. A partir de 2016, o Maestro Viegas assumirá o posto de Maestro Titular da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais.

SERVIÇO

O MESSIAS

BALLET, CORO E ORQUESTRA SINFÔNICA DO THEATRO MUNICIPAL

Música – George Friedrich Händel (1685-1759)

Libreto  Charles Jennens (1700-1773)

Cenários e Figurinos Carlos Gallardo

Assistente de Cenário e Figurinos Analia Cristina Morales

Desenho de Luz Eli Sirlin

Remontador Assistente Miguel Angel Elias

Ensaiador Assistente Eric Frederic

Coreografia  Mauricio Wainrot

Regência  Silvio Viegas

Maestro Titular do Coro Jésus Figueiredo

Regentes do Corpo de Baile Ana Botafogo e Cecília Kerche

Maestro Titular da Orquestra Sinfônica Silvio Viegas

Theatro Municipal do Rio de Janeiro

Praça Floriano, s/nº – Centro

Dias 17, 18, 19, 22, 23, 29 e 30 de dezembro, às 20h

Dias 20 e 27 de dezembro, às 17h

 

 

Bailarinos solistas:

 

Cláudia Mota, primeira bailarina

Primeiros solistas – Carolina Neves, Deborah Ribeiro, Karen Mesquita, Priscila Albuquerque, Priscilla Mota, Renata Tubarão, Cícero Gomes, Edifranc Alves, Filipe Moreira, Moacir Emanoel e Rodrigo Negri

Segundos Solistas – Mel Oliveira, Rachel Ribeiro, Vanessa Pedro, Viviane Barreto, Ivan Franco, Murilo Gabriel e Santiago Júnior

Corpo de Baile – Carla Carolina, Flávia Carlos, Juliana Valadão, Liana Vasconcelos, Mônica Barbosa, Renata Gouveia, Alef Albert, Arthur Sai, Bruno Fernandes, Diego Lima, Luan Batista, Paulo Muniz e Sandro Fernandes

Cantores solistas:

 

Récitas dos dias 17, 19, 22 e 23 de dezembro

Lina Mendes (soprano)

Carolina Faria (mezzo-soprano)

Aníbal Mancini (tenor)

Inácio de Nonno (barítono)

Récitas dos dias 18, 20, 27, 29 e 30 de dezembro

Veruschka Mainhard (soprano)

Luciana Costa et Silva (mezzo-soprano)

André Vidal (tenor)

Daniel Germano (barítono)

 

 

Preços:

Frisa / Camarote – R$ 504,00

Plateia / Balcão Nobre – R$ 84,00

Balcão Superior – R$ 60,00

Galeria – R$ 30,00

Desconto de 50% para portadores de necessidades especiais, idosos e estudantes.

Capacidade – 2.227 lugares

Classificação etária – 5 anos

Duração – 80 minutos

Informações – (21) 2332-9191

Vendas na Bilheteria, no site Ingresso.com ou pelo telefone 21 4003-2330

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