Concurso Nacional de Dramaturgia Seleção Brasil em Cena

A etapa 2015 do concurso nacional de dramaturgia Seleção Brasil em Cena – http://www.selecaobrasilemcena.com.br – terminou no último domingo, dia 06 de dezembro. O evento anunciou hoje os três grandes vencedores, entre os 12 textos inéditos finalistas: A tropa, de Gustavo Pinheiro, ganhará montagem no Rio de Janeiro); Princípios transgredíveis para amores precários, de Thales Paradela, será encenada em Belo Horizonte e o infantojuvenil Um caminho para Sara, também de Paradela, será produzida em Brasília. Com patrocínio do Banco do Brasil, o projeto tem como principal objetivo fomentar a criação de obras inéditas de novos dramaturgos. A 7ª edição do Seleção recebeu 265 textos de 13 estados e do Distrito Federal.

A 7ª edição do Seleção Brasil em Cena continua a partir de março em 2016, quando os três autores vencedores terão suas montagens patrocinadas pelo Banco do Brasil. As peças farão temporadas nos teatros do CCBB do Rio, Belo Horizonte e Brasília. Os 12 textos finalistas participaram do ciclo de leituras dramatizadas, entre 21 de novembro e 06 de dezembro, realizadas simultaneamente nas três unidades do CCBB participantes. Os vencedores foram eleitos pelo voto popular e pelos diretores que conduziram as leituras dramatizadas em cada cidade.

No Rio, as leituras foram dirigidas por César Augusto, Guilherme Leme Garcia e Victor Garcia Peralta. Na capital mineira, foram convidados Cida Falabella, Eid Ribeiro e Marcelo Bones. Em Brasília, o ciclo foi conduzido por Fernando Guimarães, da dupla Irmãos Guimarães; Jonathan Andrade e Adair de Oliveira. Cada diretor convidado ficou responsável por conduzir quatro leituras, que foram feitas com alunos de teatro da cidade.

Os 12 textos finalistas foram:

A tropa (Gustavo Pinheiro/Tragicomédia/RJ)

Algum lugar onde nunca estive (Bernardo Florim/Drama/RJ)

Com as mãos vazias (Edih Longo/Drama/SP)

Elas (João Rodrigo Ostrower/Híbrido/SP)

Maioridade (Flávio Goldman/Híbrido/RJ)

Mandíbula (Roberval Tamanho/Drama/RJ)

Na real (Rogério Corrêa/Drama/RJ)

Obra do acaso (Flavio Freitas/Drama/RJ)

Princípios transgredíveis para amores precários (Thales Paradela/Drama/RJ)

Projeto Stockton (Carol Rainatto/Drama/SP)

Sobre cordeiros, navalhas e dentes-de-leão (André Luis Silva/Drama/BA)

Um caminho para Sara (Thales Paradela/infantojuvenil/RJ)

Os grandes vencedores:

Gustavo Pinheiro, autor de A tropa, é jornalista e pós-graduando em Sociologia Política e Cultura pela PUC- Rio. Trabalhou como repórter na revista Veja e no jornal Extra, além de assessor de imprensa. Foi um dos dez roteiristas selecionados pela Columbia University (NYC) para o programa “TV Writing”, com Allan Kingsberg e Joe Cacaci. Participou do programa “Grandes Minorias – Novos dramaturgos para pensar o Brasil”, coordenado pela dramaturga Marcia Zanelatto. É criador e roteirista do programa de variedades “Dois dedos de Prosa”, atualmente em negociação com o portal GShow, e do curta metragem “Linda”, inspirado em conto de Caio Fernando Abreu. Escreveu a peça “A grande cidade”, montada com atores amadores e dirigida por Gustavo Gasparani.

Thales Paradela, autor de Princípios transgredíveis para amores precários e do infantojuvenil Um Caminho para Sara, é doutorado pela UFRJ com especialização na Université de Provence (Faculté de Philosophie et lettres), na França. Fez cursos na New York Film Academy (2010), nos Estados Unidos. Participou de diversas oficinas, entre elas com Domingos Oliveira (2011) e Plínio Marcos (1997). Fez curso de interpretação da Casa de Cultura Laura Alvim, sob orientação dos diretores Daniel Herz e Suzanna Krugger e diversos outros cursos na CAL. Escreveu “Vivo demais para ser feliz impunemente”, com direção de Rafael Sieg, estreou na Casa da Gávea (2013) e foi encenada no SESC Tijuca (2014); “Coisas de teatro”, dirigido por Daniel Herz, que fez temporada no Teatro Maria Clara Machado (2011); entre outros.

Os jurados da 7ª edição – Os inscritos foram avaliados por uma comissão julgadora formada por profissionais do setor de artes cênicas do Rio, Belo Horizonte e Brasília. O júri só conheceu os nomes dos autores após a escolha dos 12 finalistas. O júri é formado por: Beatriz Radunsky (jornalista, curadora, gestora cultural e idealizadora de projetos culturais), Felipe Vidal (diretor teatral, ator, dramaturgo e tradutor), João Coelho (produtor e gestor cultural), Luciana Eastwood Romagnolli (jornalista, crítica e pesquisadora de teatro), Sérgio Coelho

Pinheiro (ator, autor e diretor teatral, promotor cultural e produtor), Sergio Fonta (escritor, ator e diretor), Shala Felippi (jornalista, atriz, diretora, roteirista e diretora de imagens), Sergio Maggio (crítico, curador e pesquisador teatral) e Soraya Belusi (jornalista, pesquisadora e crítica teatral).

Oficinas e banco de textos – Na 7ª edição do concurso, as inscrições foram feitas somente pelo site do projeto. O sistema de cadastramento on-line vai gerar um banco de textos – as peças finalistas ficarão disponíveis para leitura. Como parte do projeto de estimular o fomento à nova dramaturgia, a formação de plateia e a visibilidade de novos criadores, o Seleção Brasil em Cena promove “Oficinas de dramaturgia” ministradas por importantes dramaturgos brasileiros. Nesta edição, as oficinas acontecerão em São Paulo (SP), Campinas (SP), Palmas (TO) e no Rio de Janeiro (RJ).

A história do projeto – Desde sua criação em 2006, o Seleção Brasil em Cena já recebeu mais de 1.400 textos de autores de todo o Brasil. As leituras dramatizadas foram dirigidas por expressivos nomes do teatro brasileiro contemporâneo: Moacir Chaves, Ivan Sugahara, Gilberto Gawronski, Stella Miranda, Paulo de Moraes, André Paes Leme, Inez Viana, entre outros. Ao longo de seis edições, quase 300 atores indicados por escolas de teatro participaram das leituras e encenações.

Os vencedores das edições anteriores – A tragédia de Ismene, de Pedro de Senna (1ª edição), ganhou montagem dirigida por Moacir Chaves. É samba na veia, é Candeia, de Eduardo Riecche (2ª edição), foi indicado ao Shell 2009 na categoria “melhor texto” e agraciado com o prêmio de “melhor direção musical”. Em 2011, Tempo de solidão, de Márcia Zanellatto (3ª edição) foi eleito um dos dez melhores do ano pelo jornal “O Globo”. Em 2012, Não me diga adeus, de Juliano Marciano (4ª edição) foi indicado ao Shell de “melhor direção musical”.

Na 5ª edição, o Seleção Brasil em Cena passou a incluir apresentações no CCBB de Brasília. Arresolvido (etapa Rio), de Ronaldo Ventura, cumpriu uma segunda temporada no Teatro Glaucio Gill; e Sexton (etapa Brasília), de Helena Machado e Juliana Shimitz, participou do Festival Internacional Cena Contemporânea, em Brasília. Camélia, de Ronaldo Ventura e Casarão ao vento, de Francisco Alves, foram os vencedores da 6ª etapa.

Os finalistas que se destacaram na cena – As leituras dramatizadas trazem visibilidade aos novos autores e podem se desdobrar em oportunidades de trabalho. Na 1ª edição, três dramaturgos tiveram os direitos de seus textos comprados por Stella Miranda, Carlos Maciel e Louise Cardoso. Velha é a mãe, de Fabio Porchat (finalista da 1ª edição), foi montado sob de direção de João Fonseca e Louise Cardoso no elenco. Quatro faces do amor, de Eduardo Bak (finalista 2ª Edição) ganhou temporada profissional; e Bandeira de retalhos, de autoria do músico e dramaturgo Sérgio Ricardo (finalista da 3ª edição), foi encenado pelo grupo Nós do Morro.

Seleção Brasil em Cena (números das seis edições anteriores)

Ano de criação: 2006

Número de edições: 6

Espetáculos premiados com montagem (Rio e Brasília): 8

Público (leituras, oficinas e espetáculos no Rio e Brasília: 21 mil

Textos inscritos: 1.411

Textos finalistas: 72

Leituras Dramatizadas (Rio e Brasília): 96

Diretores: 22

Estudantes de teatro: 297

Oficinas de dramaturgia: 21

Dramaturgos ministrantes: 5

Cidades onde foram ministradas as oficinas: 20

Participantes das oficinas: 420

Regiões onde foram ministradas as oficinas: Norte, Nordeste, Centro-Oeste,

Sudeste e Sul