Conversa aberta ao público na “Fluidostática”

No dia 28 de novembro, sábado, às 16h, vai acontecer conversa aberta ao público com a artista Ursula Tautz e a curadora Isabel Portella, na exposição “Fluidostática”, de autoria de Ursula, e que está em cartaz desde 24 de outubro (até 6 de dezembro), na Galeria do Lago/Museu da República.

Pensada e executada especialmente para o local, a mostra – inspirada no universo do Palácio do Catete, da Galeria do Lago – consiste em uma instalação composta por 16 jarras contendo tinta azul para canetas-tinteiro sobre balanços. A tinta faz referência direta às utilizadas pelos presidentes do palácio na assinatura de documentos.

O balanço, muito utilizado por Ursula em seus trabalhos, funciona como objeto poético. O conjunto da obra cria uma metáfora sobre o poder em um jogo de equilíbrio frágil, solitário, sedutor e perigoso, que habitou o palácio. E para explicar melhor esta exposição de arte contemporânea instigante e com uma narrativa própria, que dialoga com a história do país, resolveu-se fazer um bate-papo no ambiente da mostra. “Vamos conversar sobre a história do local, que me inspirou a desenvolver este trabalho, sobre os processos de concepção e os desdobramentos, sobre a questão do poder e do equilíbrio presente na obra e que tem tudo a ver com a atmosfera do local, entre outras questões que forem surgindo na hora. Vai ser uma conversar descontraída e enriquecedora”, explica a artista.

Além da grande instalação de jarras com canetas-tinteiro – por onde o espectador pode caminhar sozinho e qualquer desatenção afeta o equilíbrio dos balanços, derramando a tinta dos jarros –, ainda fazem parte da exposição dois desenhos feitos também com tintas para canetas-tinteiros e um balanço, pendurado no jardim, para o visitante (crianças e adultos) interagir ainda mais. A interação e a percepção por parte do público é o objetivo de “Fluidostática”, que, por meio dos objetos chega a uma história marcada por leis, decretos, declarações de guerra e até mesmo carta de despedida (como a de Getúlio Vargas, que se suicidou, em 1954, no local), a partir da utilização da caneta tinteiro. A tinta que marca e que eterniza lembranças. Afinal, por vontade própria ou da história, todos os presidentes do palácio deixaram suas marcas.

A exposição tem o apoio do Consulado Geral da República Federal da Alemanha, da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha, da EAC Rio de Janeiro, da Knauf

Drywall, da Souza Camargo Arquitetura e Construção e do Colégio Cruzeiro. Patrocínio Cultural do Instituto Cultural PLAJAP e patrocínio da OPUS.

Mais sobre a artista:

Ursula Tautz nasceu no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha. Cursou a ESPM, além de ter frequentado oficinas da “School of Visual Arts /NY”, e a partir de 2005 a Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Em 2013 foi aprovada para o Programa Projeto de Pesquisa, com Glória Ferreira e Luiz Ernesto. Participou de várias exposições como “Intervenções Urbanas Bradesco ArtRio 2015, com a instalação “Mas que as asas enraízem e que as raízes voem”; “Estranhamentos”no CCJF/RJ com curadoria de Isabel Sanson Portella ,“Fuzuê”, no Largo das Artes, “A questão do espaço na arte”com curadoria de Glória Ferreira e Luiz Ernesto e “Cético Assombro” , na EAV do Parque Lage, além da individual “ Aquilo que nos cabe daquilo que nos resta”, entre outras. Foi também selecionada pelo crítico Fernando Cocchiarale para o “Programa Olheiro da Arte”.

Serviço:

Conversa na exposição “Fluidostática”, de Ursula Tautz

Com Ursula Tautz e Isabel Portella (curadora)

Data: 28 de novembro, sábado, às 16h

Palácio do Catete – Museu da República – Galeria do Lago

Entrada gratuita

Rua do Catete, 153 – Catete

Informações: 2127-0324

Sobre a exposição:

Em cartaz até 6 de dezembro de 2015

Visitação: terça a sexta, das 10h às 12h, e das 13h às 17h

Sábados, domingos e feriados, das 11h às 18h

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