Anomalisa – Eu fui!

Durante o Festival do Rio 2015, recebemos o convite para assistir a “Anomalisa”, filme de animação em stop motion criado por Charlie Kaufman – de “Sinédoque, Nova York” e “Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças” – e Duke Johnson. O longa fazia parte do festival. Infelizmente, com a vida corrida, só estou conseguindo fazer o post agora, com o evento já finalizado há um século. Mas ainda estamos em tempo, pois a estreia será apenas em janeiro de 2016. Além do diretor, o filme conta com outros nome de peso nas dublagens, como Jennifer Jason Leigh – de “Mulher Solteira Procura” e “Sinédoque, Nova York” e David Thewlis – de “A Teoria de Tudo”.

“Anomalisa” conta a história de Michael Stone. Marido, pai e respeitado autor de “Como Posso Ajudá-lo a Ajudá-los?”. Apesar do sucesso profissional, sente-se entediado com a rotina da vida. Durante uma viagem para Cincinnati – onde estava agendada uma palestra sua -, conhece Lisa. Moça simples, envolve-se com Michael em um romance. Mas seria este ou não o amor de sua vida?

Pela descrição do enredo, já se pode ter uma noção de que o filme toca em questionamentos profundos. A feição de Michael é realmente de um homem insatisfeito e que tem que aprender a lidar com seus demônios internos, apesar de ajudar outras pessoas a serem mais felizes. As falas de Lisa também são recheadas de desabafos sobre seus complexos. Seu gestual demonstra problemas que a moça tem com sua aparência. Mas tudo muda quando eles se encontram. A afinidade entre o casal faz ambos ficarem mais leves.

Além da densidade, a animação conta com outros fatores inusitados, como cena de sexo entre Michael e Lisa, inclusive com nudes do casal. O suficiente para você fazer a criança da família ficar longe deste longa, pois não é definitivamente obra voltada para este público. Mas os grandinhos que gostam de apreciar um bom filme podem ficar certos de que assistirão a um trabalho com todos os elementos de que toda boa película precisa.

P.S.: Agradeço à Paramount pelos convites.