“Fome” estreia no Festival de Brasília

Fome, dirigido por Cristiano Burlan, fará sua estreia no 48º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, no dia 17 de setembro, às 20h30.

Fome encerra a “Tetralogia em preto e branco” do diretor Cristiano Burlan, que se iniciou com Sinfonia de um homem só (2012), Amador (2013) e Hamlet (2014). Os quatro filmes tem a cidade de São Paulo como força motriz, os personagens perambulam por uma metrópole exposta em sua concretude e em perpétuo processo de construção e desconstrução.

Nas veredas da metrópole paulista, um velho homem (Jean-Claude Bernardet) abandona o passado e perambula na invisibilidade. Carrega consigo apenas um carrinho, alguns trapos e o tempo. Depois que se viu a morte é possível morrer de amor por alguém?

Perguntado sobre o que é o Fome, o diretor diz “Morar na rua é um ato de resistência. O perambular é, para mim, não uma busca por chegar em algum lugar, mas a garantia do movimento. Eu já passei fome quando morei ilegalmente na Europa. A única coisa que passava na minha cabeça era a possibilidade do suicídio e a necessidade em andar. Mas o filme não é sobre mim. Acredito que os filmes só falam sobre duas coisas, o amor e a ausência dele e o Fome é sobre isso”.

O elenco conta também com a atriz potiguar Ana Carolina Marinho, com Henrique Zanoni (que protagonizou os filmes Sinfonia de um homem só, Amador e Hamlet), com os atores Adriana Guerra, Rodrigo Sanches, Juão Nin, Gustavo Canovas e com o crítico Francis Vogner.

Cristiano Burlan desenvolveu Fome logo depois de Hamlet, que teve sua estreia nacional nos cinemas em 2015. Antes de realizar a “Tetralogia em preto e branco”, Burlan lançou o documentário Mataram meu irmão, que ganhou os prêmios do júri e da crítica no 18o Festival É Tudo Verdade, o Prêmio do Governo do Estado de São Paulo 2014 e o 40o SESC Melhores Filmes como melhor documentário.

Fome foi realizado de forma independente e com recursos próprios e de parceiros que entraram como produtores associados, assim como toda a Tetralogia.

Sinopse
Nas veredas da metrópole paulista, um velho homem (Jean-Claude Bernardet) abandona o passado e deambula na invisibilidade. Carrega consigo apenas um carrinho, alguns trapos e o tempo. Depois que se viu a morte é possível morrer de amor por alguém?

Cristiano Burlan
Cristiano Burlan nasceu em Porto Alegre em 1975. É diretor de cinema e teatro. Na década de noventa morou em Barcelona, onde dirigiu o grupo de cinema experimental super-8. Em São Paulo, esteve à frente do grupo de teatro a Fúria. Tendo em sua filmografia mais de 15 filmes, entre ficções e documentários. É professor na Academia Internacional de Cinema – AIC, na Escola Superior de Artes Célia Helena e na Universidade do Estado do Amazonas. A maior parte de sua filmografia participou de importantes festivais. Seu documentário mais recente Mataram meu irmão foi o grande vencedor do É Tudo Verdade 2013, do 40o Festival SESC de Melhores Filmes e do Prêmio do Governador do Estado de São Paulo. Em 2015 lançou o filme Hamlet nos cinemas. Atualmente, lança seu novo filme, Fome e realiza a pré-produção de seu novo documentário, Elegia de um Crime, o qual encerra a sua trilogia do luto.

Ficha técnica
Direção: Cristiano Burlan
Roteiro: Cristiano Burlan e Henrique Zanoni
Produção: Cristiano Burlan e Henrique Zanoni
Produção executiva: Simone Paz Hernandez
Fotografia e câmera: Helder Filipe Martins
Montagem: Cristiano Burlan e Renato Maia
Elenco: Jean-Claude Bernardet, Ana Carolina Marinho, Henrique Zanoni, Juão Nin, Gustavo Canovas, Adriana Guerra, Rodrigo Sanches, Francis Vogner
Trilha Sonora: Androide Sem Par
Distribuição: Bela Filmes
Gênero: Drama
Cor: Preto e branco
Duração: 90 minutos

Serviço
Brasília
48o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro
Dia 17 de setembro.

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