“Les Sylphides”, “Raymonda” e “Sagração da Primavera” – Eu fui!

No formato 3 em 1, o Theatro Municipal reuniu seu corpo de baile para apresentar 3 coreografias importantes da história do balé mundial. De momentos históricos diferentes, os números apresentados foram “Les Sylphides”, “Raymonda” e “A Sagração da Primavera”.

A primeira a se apresentar foi “Les Sylphides”. A história mistura realidade e fantasia, e fala de um homem que se apaixonou por uma sílfide, mas não sabe se ela realmente existe ou se faz parte apenas de um sonho. Sílfides são fadas aladas, e as asinhas são representadas no figurino das bailarinas. Fazendo companhia a “Gisele” e “La Bayadère“, é um outro balé de estilo romântico. Um clássico do gênero.

A coreografia seguinte foi “Raymonda”. Na história – que se passa no século XIII – a personagem título está apaixonada por Jean de Brienne, mas se vê às voltas com um sarraceno. Abderakhman lhe faz a corte e lhe propõe poder e riqueza em troca de seu coração. Com a recusa da moça, ele resolve raptá-la. Ao saber do ocorrido, Jean e Abderakhman duelam, sendo o primeiro o vencedor. O número apresentado foi o Grand Pas Hongrois, um grande baile húngaro, celebrando o casamento de Raymonda e Jean.

O último número destoa dos anteriores. Esqueça en dehors e tudo o que você sabe de técnica de balé clássico. Com as pernas flexionadas, para dentro, os bailarinos faziam em cena movimentos totalmente atípicos para o gestual de um profissional da dança clássica. “A Sagração da Primavera” que foi levada ao palco do Municipal está longe de causar o mesmo furor de  sua estreia, em 1913. O furdúncio ocorreu no palco do Theatre de Champs-Elysées, como relatou o professor de História da Arte Paulo Melgaço, que costuma fazer palestras antes dos balés do Theatro (caso ainda não tenham visto, não percam. É interessantíssima!). Na época, os espectadores foram surpreendidos por uma coreografia inusitada, e não perdoaram. O espetáculo culminou em brigas, vaias e até intervenção policial. Hoje, “A Sagração da Primavera” é conhecido como um divisor de águas na história da dança.

 

P.S.: Agradeço ao Theatro Municipal pelo convite.

 

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