Entrevista – Clara Santhana

Sucesso no teatro, Clara Santhana está encerrando mais uma temporada carioca, desta vez no Teatro João Caetano. Agora, “Deixa Clarear, peça musical sobre Clara Nunes” segue para cidades de Minas Gerais – terra da homenageada -, como Belo Horizonte e Ouro Preto. Entrevistamos a atriz / cantora, que contou a respeito da admiração pela cantora (e veja também o nosso post sobre o espetáculo)

Confira!

Palco – Queria saber como começou sua admiração pela Clara Nunes. Vem de família? (Não posso deixar de

Foto: Divulgação

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perguntar se seu nome foi em homenagem a ela ou apenas uma coincidência)

Clara – A minha mãe gosta muito da Clara Nunes, mas meu nome também ser Clara foi uma coincidência mesmo. Meus pais me batizaram por acharem a sonoridade e o significado bonitos. Mas a paixão pela Clara Nunes foi uma coisa que partiu de mim mesma.

Quando vim fazer faculdade no Rio de Janeiro (artes cênicas na UNiRiO). Antes morava em Resende, interior. Foi quando comecei a me interessar pela história do samba e me apaixonei pela mitologia dos orixás. E Clara Nunes está totalmente ligada a esse universo. Era muito do que ela cantava no seu repertório.

Foi assim que me aproximei dela. Encantei-me por sua figura, por sua postura e clareza em relação à profissão. Clara é apaixonante!!

Palco – Ela foi uma influência na sua carreira de cantora?

Clara – Tem sido uma influência na minha vida artística. Digo isso por que tenho uma carreira enquanto atriz. Enquanto cantora, estou começando… Mas com certeza influência também.

Palco – O repertório é bem longo! Foi difícil escolher as canções? Tem alguma preferida?

Clara – Muito difícil. Tarefa delicada! Ela tem uma discografia vasta e riquíssima.  Como escolher? Fomos pinçando através de alguns critérios: os maiores sucessos e as músicas que se conectavam com assuntos abordados como a luta dos trabalhadores, a miscigenação do povo brasileiro, o amor entre casais e  a esperança.

Dizer esta é a que mais gosto também não é simples. Mas tem uma que me toca muito: “Ouricuri”, de João do Vale, porque fala da sabedoria do sertanejo, e minha família materna vem do sertão da Paraíba.

Palco – Outro dia estava passando na frente do João Caetano e vi um cartaz enorme do espetáculo. No processo de montagem, esperava que ele tomasse essa proporção ou foi uma surpresa?

Clara – Sinceramente, não havia como prever… Foi uma linda surpresa ver que aos poucos está crescendo. Foi um trabalho feito sem patrocínio, com investimento pessoal, na também com muito amor, trabalho, fé e uma equipe maravilhosa. É emocionante participar desse crescimento.