“A Bela e a Fera” – Eu fui!

Neste post de aniversário, estamos fazendo uma 2ª edição do “Eu fui!”. Brincadeira, trata-se apenas de uma coincidência. Na data em que comemoramos um aninho de vida, fomos ver uma nova montagem do musical “A Bela e a Fera”, que já foi tema da nossa coluna em julho do ano passado.

O clássico infantil é livremente inspirado no conto francês “La Belle et la Bêt”, de Jeanne Marie Leprince. A montagem narra a história de um príncipe egoísta amaldiçoado por uma feiticeira que o transforma em uma fera horrível. O encanto só poderá ser desfeito se ele encontrar o amor verdadeiro. Eis que, em um dia, Maurice, morador de um vilarejo distante que estava fugindo de lobos famintos, decide abrigar-se no castelo ao encontrar a porta aberta. Recebido com grande entusiasmo por objetos encantados que andam e falam, ele se sente acolhido e protegido. No entanto, é surpreendido pela pavorosa Fera, que o faz prisioneiro por ter invadido seu castelo.

Menos pomposa que a primeira a que assistimos – que esteve em cartaz no Teatro Bradesco -, esta montagem do diretor Alan Ragazzy também se mostra bastante fiel ao que me lembro do desenho. A doce e inteligente Bela, moradora de um pequeno vilarejo, não se identifica com seus vizinhos. Tanto por sua bondade, quanto por sua forma mais profunda de enxergar a vida e as pessoas. Quando encontra Fera, ambos se apaixonam, e a protagonista demonstra que o mais importante é o que as pessoas têm em seus corações, e a aparência é o que temos de menos relevante. Diferentemente de Gastón, o marrento e bonitão habitante de seu vilarejo, que quer a todo custo se casar com Bela. Não por sua admiração pela moça, mas simplesmente por ser a mais bonita garota local. E não admite um “não” como resposta.

Apenas achei a montagem mais corrida no início. As cenas eram menos detalhadas, e os fatos sucederam mais rapidamente. O espetáculo passa a segurar mais após a chegada de Bela na mansão de Fera. Também a participação de Gastón (Areias Herbert, com forte veia cômica), pelo que me lembro, é mais presente. Apesar de ser um vilão, o personagem tem grandes carisma e aceitação do público infantil. Apesar da estrutura desta versão de “A Bela e a Fera” lançar mão de menos artifícios que a outra a que assisti, resultado não é de forma alguma comprometido. O espetáculo é interessante e a mensagem principal do espetáculo é passada com sucesso.

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P.S.: Agradeço a Lyvia Rodrigues pelos convites.