Concertos no Theatro Municipal

A Fundação Teatro Municipal do Rio de Janeiro, vinculada à Secretaria de Estado de Cultura (SEC), reinicia as atividades artísticas com dois concertos com regência do Maestro Isaac Karabtchevsky, Presidente da FTM. O primeiro deles, Rio 450 Anos, em homenagem ao aniversário da cidade, será apresentado em 2 de março, às 20h, pelo Coro e a Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal, com participações de convidados, como a soprano holandesa Annemarie Kremer, a mezzo-soprano Denise de Freitas, o tenor polonês Jacek Laszczkowski, o barítono alemão Kay Stiefermann e o gaitista José Staneck. No programa estão duas composições do carioca Heitor Villa-Lobos – Concerto para Harmônica e Orquestra e ​Mandú-Çárárá –, a obra de Nelson Ayres em tributo à Cidade Maravilhosa, Cantos do Rio, e o quarto movimento da Sinfonia n.º 9 em ré menor, op. 125, de Ludwig van Beethoven, mais conhecido como “Ode à Alegria”. Logo na sequência, nos dias 4 e 5 de março, às 20h, o Coro e a Orquestra Sinfônica do TM retornam ao palco juntamente com os solistas Annemarie Kremer, Denise de Freitas, Jacek Laszczkowski e Kay Stiefermann para executar o Concerto de Abertura da Temporada 2015, com a versão integral da Sinfonia n.º 9 em ré menor, de Beethoven.

“Comemorando os 450 anos da cidade do Rio de Janeiro, abriremos a temporada com concertos de onde despontam, como ícones da cultura carioca e internacional, as figuras de Villa-Lobos e Beethoven. Colocá-los no mesmo plano já revela nossa ideia de projetar a universalização de nossa cultura”, comenta Isaac Karabtchevsky, Presidente da FTM.

Em Rio 450 Anos teremos um programa que reúne autores brasileiros de diferentes gerações da música de concerto no país, mostrando composições nacionais que mesclam influências da nossa cultura popular ao repertório clássico. Já no Concerto de Abertura da Temporada 2015, os espectadores serão brindados com uma das grandes obras-primas de Beethoven. Composta em 1824, a Sinfonia n.º 9 em ré menor, op. 125 foi a primeira criação de um compositor importante a empregar a voz humana com o mesmo destaque dado aos instrumentos, estabelecendo o tom para a forma sinfônica que viria a ser adotada pelos compositores românticos. A característica universal desta sinfonia é determinada pela “Ode à Alegria”, texto de Friedrich Schiller, que faz uma apologia à fraternidade e à união dos povos. A mensagem da letra e a tocante melodia elaborada por Beethoven são tão fortes, que o quarto movimento da “Nona Sinfonia” foi transformado, com arranjo de Herbert von Karajan, no Hino da União Europeia.

Sobre os solistas
Annemarie Kremer, soprano

Nasceu na Holanda e estudou no Conservatório Masstricht com a profa. Mya Besselink, além de estudos posteriores com Phyllis Curtis, Gemma Visser, Carlo Bergonzi e Laurence Dale. Tem-se apresentado no Teatro San Carlo de Nápoles, na Ópera de Hong Kong, na Deutche Opera am Rhein e na de Leipzig, na Volksoper de Viena, no Concertgebouw de Amsterdam e na Ópera de Montreal, entre outros. Sua extraordinária musicalidade e a expressividade de sua voz atraíram a atenção da crítica internacional em sua estreia triunfante em Idomeneo. Em 2012, na ópera Norma, dirigida por Christopher Alden, recebeu inúmeros prêmios, entre eles o International Opera Oscars London, bem como a nomeação “Sängerin des Jahres”, pela revista de ópera Opernwelt.
Denise de Freitas, mezzo-soprano

A artista exibe qualidade de voz impecável e uma musicalidade extremamente sensível, adjetivo que, no mais, pode-se aplicar às suas interpretações, sempre marcantes, de papéis como Niklaus, nos Les Contes d’Hoffmann (Offenbach); Cherubino, no Le Nozze di Figaro (Mozart); João, no João e Maria (Hänsel und Gretel, de Humperdinck) ou no papel-título da La Cenerentola (Rossini). Em todos eles, Denise tem chamado a atenção da crítica e do público pelo seu timbre profundo e penetrante, bastante adequado à tessitura de papéis como “Dalila”, da ópera de Saint-Saëns, por exemplo. Recentemente, teve atuação arrebatadora como intérprete de Suzuki, na ópera Madama Butterfly, de Giacomo Puccinni, no Theatro Municipal do RJ. A versatilidade da cantora espraia-se, também, pela música de câmara, onde destaca-se o brilhante disco gravado ao lado da pianista Eudóxia de Barros dedicado a canções do compositor paulista Osvaldo Lacerda. Denise, aliás, já recebeu prêmios da Rádio MEC e foi vencedora do 4.ª Concurso de Interpretação da Canção Brasileira, o que mostra sua importante relação com a música de seu país.

Jacek Laszczkowski, tenor

Nasceu na Polônia e estudou canto na Academia de Música Fryderyk Chopin em Varsóvia como bolsista do Ministério das Artes e Cultura da Polônia. Em sua carreira destacam-se prêmios nos renomados Concurso Internacional de Vercelli e Concurso Internacional Toulouse, além de apresentações na Ópera de Câmara de Varsóvia, Polônia, no Queen Elizabeth Hall em Londres, Inglaterra, e no Festival Rossini de Pesaro, Itália, entre outros. Em 1996, Jacek estreou no Teatro alla Scala em Milão, seguindo-se apresentações com a Orquestra Nacional de Toulouse sob a regência de Michel Plasson, no Théâtre des Champs-Elysées, Salle Pleyel, Ópera de Munique, Ópera de Dresden, Ópera de Hamburgo, além de atuações na Holanda, Bélgica, Áustria, EUA e Dinamarca. Seu repertório clássico e contemporâneo inclui inúmeros títulos em óperas como tenor e contratenor.

Kay Stiefermann, barítono

Nasceu em Dusseldorf, Alemanha, e estudou com Kurt Moll, além de participar de masterclasses com Hans Hotter e Montserrat Caballé. Após várias apresentações na Ópera de Hamburgo, passou a ser convidado regularmente pela Ópera de Wuppertal, participando de Eugen Onegin, Madama Butterfly, Die Fledermaus, Os Contos de Hoffmann, Werther, Peter Grimes, Carmen e Tristão e Isolda. Já se apresentou na WDR Rundfunkorchester de Colônia e na Deutsche Opera am Rhein de Dusseldorf, ambas na Alemanha. Suas recentes apresentações foram no Lincoln Center de NY, no Concertgebouw de Amsterdam e na Ópera de Berlim, onde cantou Carmen sob a regência de Daniel Baremboim. Stiefermann frequentemente é convidado para eventos famosos como o Festival Casals de Porto Rico, o Festival Bach de Oregan, os concertos BBC Proms de Londres e o Festival de Lucerna. Sob a regência do Maestro Valery Gergiev foi solista da Orquestra Filarmônica de São Petersburgo. Suas gravações incluem obras de Haendel, Schubert e Bach, entre outras.

José Staneck, instrumentista de harmônica

Este músico carioca é chamado de David Oïstrakh da harmônica pelo crítico francês Oliver Bellamy. Também foi comparado pelo crítico Luiz Paulo Horta (1943-2013) aos músicos Andrés Segovia e Mstislav Rostropovich por sua atuação no desenvolvimento e divulgação de seu instrumento. José Staneck tem um estilo próprio, em que elementos tanto da música de concerto quanto da música popular brasileira e do jazz se fundem a serviço de uma sonoridade e expressividade marcante. Estudou Harmonia Funcional com Isidoro Kutno, Análise Estética com o maestro e compositor H. J. Koeullreutter e Interpretação com Nailson Simões. Em 2007, obteve o título de Mestre em Música pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro – UNIRIO. Como diretor da Musiarte Curso Integrado de Música, durante 15 anos, desenvolveu importante trabalho na área do ensino. Atualmente, viabiliza um trabalho social de inclusão cultural, atendendo a comunidades carentes e projetos sociais, levando o ensino de música através da gaita para crianças em diversos locais do Brasil. Atua com diferentes formações camerísticas, e já foi solista de diversas orquestras sinfônicas brasileiras e internacionais.

Sobre o regente
Isaac Karabtchevsky

Em 2009, o jornal inglês The Guardian indicou o maestro Isaac Karabtchevsky como um dos ícones vivos do Brasil. A expressão do jornal tem sua razão de ser: desde os anos 70, Karabtchevsky tem desenvolvido uma das carreiras mais brilhantes no cenário musical brasileiro, comandando o projeto mais ousado de comunicação popular da América Latina, o Aquarius, que reuniu durante anos milhares de pessoas ao ar livre e favoreceu, dessa forma, a formação de um público sensível à música de concerto. Diretor Artístico e Regente Titular da Orquestra Petrobras Sinfônica, Diretor Artístico do Instituto Baccarelli e da Orquestra Sinfônica de Heliópolis. Nos anos de 2013 e 2014, foi responsável pela programação artística do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Atualmente, é Presidente da Fundação Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Desde 2000, dirige, na Itália, no Musica Riva Festival, masterclasses para maestros do mundo inteiro. Na Mostra Internacional de Música de Olinda – Mimo – realiza o mesmo curso. Esse período de intensa atividade coincide com sua permanência na Europa, atuando como diretor artístico de diferentes orquestras e teatros. De 1988 a 1994, tornou-se Diretor Artístico da Orquestra Tonkünstler, de Viena, com a qual realizou várias turnês internacionais, tendo sempre recebido críticas consagradoras. Na Áustria, em virtude de sua importante atividade recebeu condecoração do governo austríaco, reconhecimento concedido pela primeira vez a um artista brasileiro. De 1995 a 2001, foi Diretor Artístico do Teatro La Fenice, em Veneza, com uma ousada programação, com títulos como Erwartung, O Castelo de Barba Azul, O Navio Fantasma, Sadko, O Amor das Três Laranjas, Capriccio, Tristão e Isolda, Simon Boccanegra, Don Giovanni, Falstaff, Carmen, Fidelio e numerosos concertos sinfônicos. Com o La Fenice fez extensas turnês tanto na Europa como no Japão. Entre 2004 e 2009, foi Diretor Artístico da Orchestre National des Pays de la Loire (ONPL), na França. Em reconhecimento ao seu trabalho recebeu do governo francês em 2007, a comenda Chevalier des Arts e des Lettres. Tendo também recebido condecorações de praticamente todos os estados brasileiros. Dentre os teatros e orquestras de prestígio dessa fase, estão a Salle Pleyel, de Paris, o Konzertgebouw, de Amsterdã, o Musikverein, de Viena, o Festival Hall, de Londres, a Accademia di Santa Cecilia, de Roma, o Teatro Real, de Madrid, a Staatsoper, de Viena, o Carnegie Hall, em Nova York, o Teatro Comunale, de Bologna, a Rai, de Torino, o Teatro Colón, em Buenos Aires, a Deutsche Oper am Rhein, de Düsseldorf, a Orquestra Gurzenich, de Colônia, a Orquestra Filarmônica de Tóquio, etc. A partir de 2004, Karabtchevsky assumiu a direção da Orquestra Petrobras Sinfônica. Nesta fase prepondera sua vasta experiência no repertório sinfônico e também a visão do regente habituado a títulos do porte de Billy Budd, de Britten e inúmeras produções que o levaram a dirigir, na Ópera de Washington, uma notável realização de Boris Godunov, considerada pelo crítico Tim Page, do Washington Post, como a melhor da temporada de 1999-2000. Sergio Segalini, editor chefe da conceituada revista Opéra Internacional, escreveu que seu Fidelio foi uma das produções mais notáveis desta obra já realizadas. No início de 2011, Karabtchevsky recebeu o convite para dirigir a Sinfônica de Heliópolis, a maior comunidade carente de São Paulo, assumindo paralelamente a direção artística do Instituto Baccarelli. Este projeto se inscreve como um dos maiores desafios recebidos nos últimos tempos, pois vem de encontro à sua aspiração de desenvolver, em comunidades brasileiras, a formação de orquestras jovens. Segundo ele, a educação musical do Brasil poderá ser resgatada com o mesmo impulso esboçado por Villa-Lobos e que foi posteriormente tão bruscamente interrompido. Foi convidado pela OSESP para a gravação da integral das sinfonias de Villa-Lobos, que está se realizando, no período compreendido de 2011 a 2016. Este projeto é resultado de um profundo trabalho de reconstituição das partituras e do resgate de uma importante e esquecida vertente da produção do compositor. Ele foi também Diretor Artístico do Teatro Municipal de São Paulo, da Orquestra Sinfônica Brasileira (1969 a 1995) e da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre.

Serviços
CONCERTO RIO 450 ANOS
CORO E ORQUESTRA SINFÔNICA DO THEATRO MUNICIPAL
Regência: Isaac Karabtchevsky
Programa:
Nelson Ayres – Cantos do Rio
Villa-Lobos – Concerto para harmônica e orquestra
Villa-Lobos – Mandú-Çárárá, para coro misto, coro infantil e orquestra
Beethoven – Sinfonia nº 9 em ré menor, Op.125, quarto movimento

Solistas convidados:
Annemarie Kremer, soprano
Denise de Freitas, mezzo-soprano
Jacek Laszczkowski, tenor
Kay Stiefernann, barítono
José Staneck, harmônica
Participação Especial: Coral Infantil da UFRJ
Maestro Preparador: Maria José Chevitarese

Dia 2 de março, às 20h (segunda)
Preços:
Frisas e camarotes – R$ 300,00
Plateia e balcão nobre – R$ 50,00
Balcão superior – R$ 30,00
Galeria – R$ 20,00
Desconto de 50% para estudantes e idosos
Classificação etária: Livre
Duração: 60 minutos

CONCERTO DE ABERTURA DA TEMPORADA 2015
CORO E ORQUESTRA SINFÔNICA DO THEATRO MUNICIPAL
Regência: Isaac Karabtchevsky
Programa:
Beethoven – Sinfonia nº 9 em ré menor, Op.125
Solistas convidados:
Annemarie Kremer – soprano
Denise de Freitas – mezzo-soprano
Jacek Laszczkowski – tenor
Kay Stiefermann – barítono

Dias 4 e 5 de março, às 20h (quarta e quinta)
Preços:
Frisas e camarotes – R$ 300,00
Plateia e balcão nobre – R$ 50,00
Balcão superior – R$ 30,00
Galeria – R$ 20,00
Desconto de 50% para estudantes e idosos
Classificação etária: Livre
Duração: 60 minutos

Theatro Municipal do Rio de Janeiro
Praça Floriano s/n° – Centro
Informações: (21) 2332-9191
Vendas na Bilheteria, no site da Ingresso.com ou por telefone 21 4003-2330