“Se eu fosse eu”, até 12 de abril

“Se eu fosse eu”, da obra de Clarice Lispector e direção de Delson Antunes, é um espetáculo intimista, em que o público, cerca de 50 espectadores, terá uma aproximação muito grande da ação, quase se tomando parte desta, de uma forma quase itinerante. Com estreia no dia 30 de janeiro, no Teatro do Jockey, a montagem traz aos palcos uma dramaturgia construída a partir de 15 crônicas de Clarice Lispector, a maioria tirada da obra “A Descoberta do Mundo”. Nela, a literatura viva se transforma em ação teatral, com todo o poder de comunicação que a linguagem oferece artisticamente em: literatura, teatro, dança, musica, artes plásticas e projeções. No palco, Andrea Couto, Iuri Saraiva, Joana Pimenta, Juliana Stuart, Kiko do Valle, Linn Jardim, Mariana Cortines, Miriam Virna, Tereza Hermanny, Thiago Chagas (Prêmio Cenym de teatro 2014 – Melhor ator coadjuvante com “Vampiras Lésbicas de Sodoma”) e Sara Marques, dão vida a diferentes Clarices. Ao encená-lo não somente em cima do palco, o diretor possibilita a interatividade total do espectador com a arte e diferentes ambientes do teatro.

Delson, que também dirige o espetáculo “Jazz no Coração” (2014), em temporada no Rio de Janeiro, há quase dez anos vem trabalhando em adaptações de obras literárias para o teatro. Já foi responsável pela adaptação de texto dos espetáculos “Homens” (2012) e “Mulheres de Caio” (2011), baseados na obra de Caio Fernando Abreu, e de autores como Clarice Lispector, Fernando Pessoa, Lima Barreto, Mario Quintana, entre outros.

“Trabalhar com textos de Clarice Lispector no teatro constitui um desafio fundamental. A força crua da poesia e das ideias da autora adquire um poder ainda maior ao ser vivida por atores em cena. O texto não é dito. Ele é profundamente vivenciado para além das palavras”, afirma Delson Antunes.

Clarice ilumina nosso interior, dá foco às nossas abstrações mais íntimas: ruídos, nebulosas, imagens de origens desconhecidas, primitivas, silêncios… Através dos seus textos, a autora recria sensações e reflexões que nos remetem às nossas origens e nos faz reconhecer humanos, animais eternos e transitórios. Este projeto quer que um número cada vez maior de pessoas tenha acesso a obra de Clarice. Muitas de suas Frases e pensamentos povoam as redes sociais, revistas e livros de citações. O teatro

vem intensificar essa relação ao corroborar a força e a atualidade dos seus textos, aproximando ainda mais o público da obra, difundindo-a.

As crônicas e contos utilizados no roteiro do espetáculo foram testadas e amadurecidas em Saraus cênicos realizados em residências, livrarias, cafés, bibliotecas, galerias e teatros entre 2011 e 2013. Dos resultados colhidos nos Saraus nasceu a necessidade de transformá-los em espetáculo. Além disso, alguns textos da autora foram musicados para o espetáculo, com exceção da canção “Que o Deus Venha”, texto de Clarice musicado por Cazuza e Frejat.

FICHA TÉCNICA
Texto: Clarice Lispector Direção e dramaturgia: Delson Antunes
Elenco: Andrea Couto, Iuri Saraiva, Joana Pimenta, Juliana Stuart, Kiko do Valle, Linn Jardim, Mariana Cortines, Miriam Virna, Tereza Hermanny, Thiago Chagas e Sara Marques

SINOPSE
“Se eu fosse eu” traz aos palcos uma dramaturgia construída a partir de 15 crônicas de Clarice Lispector (a maioria tirada da obra “A Descoberta do Mundo”). A montagem dá à palavra lugar de destaque. Nela, as provocações, buscas existenciais e angústias da autora que se tornam foco desta montagem cujo título aponta seu alvo: nós mesmos. Os atores se revezam no papel das muitas Clarices.

 
SERVIÇO
Estreia 30 de janeiro de 2015
Local: Teatro Municipal do Jockey – Centro de Referencia do Teatro Infantil (Av. Bartolomeu Mitre, 1.110 – Gávea. Rio de Janeiro – RJ. Entrada de veículos pela Rua Mário Ribeiro, 410)
Telefone: (21) 3114-1286
Horário: de sexta a domingo, às 21h
Ingresso: R$30,00
Duração: 90 minutos
Gênero: Drama
Capacidade: 50 pessoas
Classificação: 16 anos
Horário da bilheteria: de quarta a domingo, das 15h às 21h
Temporada: até 12 de abril