“Homens, Mulheres & Filhos” – Eu fui!

Difícil falar sobre um filme em que tantos temas são tratados. Fico querendo fazer uma reflexão sobre cada um deles, mesmo que seja com um olhar de fora de qualquer das situações. Anorexia, solidão, abandono, gravidez, controle, descontrole… “Homens, Mulheres & Filhos” fala sobre tudo isto, mas sempre falando sobre como eles afetam o relacionamento familiar.

O filme, que estreou em 4 de dezembro, é baseado no livro homônimo de Chad Kultgen. Confesso que na correria do cotidiano, só consegui chegar até o 4º capítulo, mas o pouco que li completei de forma muito rápida, pois é viciante e bem reproduzido na telona.

“Homens, Mulheres & Filhos” foi levado para o cinema pelo diretor Jason Reitman, conhecido pelo adorável “Juno” (2008). Desde já, ele mostrava intimidade com o universo adolescente, que é a temática principal do filme.

No elenco, nomes conhecidos, como a “De repente 30” Jennifer Garner – cumprindo o papel do controle citado acima – com sua Patricia, obcecada por vigiar o comportamento de sua filha. Ansel Elgort – galãzinho que já derramou muitas lágrimas em “A Culpa é das Estrelas” – repete a dose neste longa, só que com mais sorte quanto ao roteiro (os fãs de “a culpa” podem me matar).

A grande surpresa fica em torno de Adam Sandler. Conhecido no papel do bobão de comédias, desta vez não faz o espectador esboçar nenhum sorriso como Don Truby, marido em crise no casamento. Mas não que as tentativas sejam frustradas. Realmente seu papel é denso e diferente de seus personagens anteriores. Admito que sempre tive preconceito quanto a ele, mas não posso deixar de valorizar este seu trabalho.

Quando vejo este tipo de filme consigo observar as vantagens que certa maturidade traz. Já consigo me enxergar tanto na pele dos pais, quanto na dos filhos. Entendo certos exageros de zelo e controle dos mais velhos, mas também lembro dos conflitos da adolescência e como a inocência pode atrapalhar a sanidade em alguns momentos.

“Homens, Mulheres & Filhos” definitivamente não é mais um besteirol americano. Não é sequer um filminho água com açúcar adolescente. É uma história com vários momentos densos, que retratam conflitos pessoais e familiares, que podem fazer parte da vida de cada um de nós.

P.S.: Agradeço à Palavra Online pelo convite.

Número 3 no nosso Top 5 2014:

https://palcoteatrocinema.com.br/2014/12/07/top-5-eu-fui-filmes/