“Não vamos pagar!” – Eu fui!

Sabe aquelas donas de casa que pesquisam preços de produtos em vários supermercados? Pois Antônia e Margarida não fazem parte deste grupo. Quando se revoltam com algum valor abusivo, em vez de procurarem algum outro estabelecimento, elas partem para a opção mais simples e resolvem que não vão pagar. Mas vão levar!

Esta é a ideia principal de “Não vamos pagar!”. Virginia Cavendish é Antônia. Virginia é a idealizadora do projeto.

Foto: Divulgação

Virginia Cavendish, como Antônia Foto: Divulgação

Sua personagem é a causadora da confusão. Não me lembro bem se ela gera todo o alvoroço no mercado ou se apenas é tomada pela histeria no local. Mas, nisso, ela leva sua amiga, Margarida, a ser sua cúmplice em esconder os vestígios do crime.

Mas deixe-me explicar melhor! A trama se desenvolve a partir do aumento dos preços que revolta as donas de casa locais. Com isto, resolvem que não vão mais pagar por eles e saqueiam o supermercado. Daí, Antônia, por exemplo, tem que esconder o que fez, por medo da forma como seu marido, cheio de preceitos morais, pode reagir. E acaba inventando uma sucessão de histórias para se livrar da culpa.

Marcelo Valle e Zéu Britto Foto: Divulgação

Marcelo Valle e Zéu Britto
Foto: Divulgação

As mentiras contadas são absurdas e cada vez mais exageradas, preenchendo longos 100 minutos de peça. Por falar no tempo, quem ocupa muito dele é Zéu Britto, que vive três personagens: o pai de João (Marcelo Valle), o sargento e o capitão da polícia local.

O sargento de Britto é o personagem que explicita o verdadeiro mote do espetáculo. O “policial comunista”, como João o define, chega a fazer um discurso em defesa dos saqueadores, dando a entender que ele próprio tem que encontrar os culpados por ser de seu dever profissional. Mas que, na verdade, não é contrário à causa.

O mesmo discurso também chega a ser levantado pelos outros personagens. Mas, caso o texto do dramaturgo italiano Dario Fo tenha como ideia principal a crítica política, a adaptação recebeu tantos eventos cômicos que acabou a ofuscando.

Para quem deseja assistir às confusões criadas pelas “donas de casa desesperadas” (rs), o espetáculo fica em cartaz somente até amanhã, no CCBB. Segue o serviço:
SERVIÇO
Não vamos pagar!
Estreia: 6 de novembro de 2014
Temporada: Até 30 de Novembro de 2014
Horários: De quinta a segunda, às 19h30
Local: Teatro II – CCBB RJ – Rua Primeiro de Março, 66, Centro – RJ
Capacidade: 172 lugares
Duração: 100 minutos
Classificação indicativa: 12 anos
Gênero: Comédia
Mais informações: (21) 3808-2020
Valores: R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia entrada)
Ponto de Venda
Bilheteria Centro Cultural Banco do Brasil
Horário de atendimento: De Quarta a Segunda das 9h às 21h. Ou no site http://www.ingressorapido.com.br Site oficial da peça: http://www.naovamospagar.com.br

P.S.: Agradeço à Minas de Ideias pelo convite.

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