“Febril” – Eu fui!

Há quanto tempo você não vai ao circo? Bem, eu não ia desde criança. Mas meu retorno ao picadeiro foi em um circo para os grandinhos. Sem mágico, leões, palhaços… Uma linguagem mais artística, mas sem deixar os malabares, contorcionistas de lado. E fazendo suas palhaçadas, mas não da forma tradicional.

“Febril” faz uma homenagem ao escritor colombiano Gabriel García Márquez, morto este ano. A inspiração é livre, e
conta a história de uma família que tem sua vida modificada pela chegada de uma trupe de ciganos no lugarejo em que vivem. A organização hierárquica, social e afetiva se parte e toda a ordem é alterada. Os conflitos familiares vêm à tona violentamente, até que a cidade explode em uma guerra devastadora. Ao final do conflito, o lugarejo é invadido por pestes e seus habitantes passam a conviver com os mortos.

Enfim, é um espetáculo circense com um enredo. O primeiro neste estilo a que assisti. Portanto, fica difícil escrever sobre algo sem muita fala. Então, foco nas questões plásticas. O figurino é bonito e retrata bem a imagem de grupo de ciganos que deseja passar. O elenco, formado pelo Circo Crescer e Viver, arrasa nas acrobacias, contorcionismos e carisma com a plateia. Era bonito ver o rosto deles, durante e após a sessão. Todos transpareciam o amor pelo que faziam.

Concluindo, se você, adulto, quiser assistir a uma bela peça circense, assista a “Febril”. Se quiserem um programa para levar filhos, netos, assista também. Afinal, é um espetáculo para a família inteira. E para os apreciadores de cultura, vão conferir algo honesto e feito com muito amor para o público.

 

Serviço:

Temporada: até 23 de novembro, de quinta a domingo
Local: CIRCO CRESCER E VIVER
Endereço: Rua Carmo Neto, nº 143, Cidade Nova – ao lado do Metrô Praça Onze – Rio de Janeiro (RJ)
Horário: Quinta a Sábado (20 horas) e Domingo (19 horas)
Classificação: Livre
Duração: 90 minutos com intervalo

 

P.S.: Agradeço à RPM Comunicação pelo convite.

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