Show “Colheita”, de Mariene de Castro – Eu fui!

Foto: Divulgação

Fazia tempo que não trazíamos pauta musical para nossa coluna, não é mesmo? Pensando nisso, escolhi a dedo o nosso “Eu fui!” da semana: o show de Mariene de Castro, que aconteceu sexta-feira, no Imperator – Centro Cultural João Nogueira. Juntei-me ao animadíssimo público presente e escolhi um lugar de fã, bem na beira do palco. Tudo para conferir a voz forte e presença marcante da cantora.

Depois do sucesso de  “Ser de Luz” – em homenagem a Clara Nunes – Mariene lançou em fevereiro o álbum “Colheita”, que é o show que a cantora apresenta agora. “Oxóssi”, canção deste CD, abre o show, seguida de “A Força Que Vem Da Raiz”, e “Ilha de Maré”. Esta última, a cantora emenda, lembrando o samba de sua terra, com “Falsa Baiana”.

Esta última não está sozinha na lista dos covers. Mariene também apresenta “Impossível Acreditar”, surpreendendo o público presente, dando um ar mais romântico para o show, mais pegado no samba. O clima se estende com a canção título do show, “Colheita”. Nela, o pessoal da batucada sai de cena, e a cantora faz uma interpretação toda especial para a música. E declara para os presentes, “Nasci, e estou passando por esta vida plantando amor”.

Com a percussão de volta, a animação também retorna com “Tirilê”, e um pot-pourri de clássicos do samba, como “Alguém Me Avisou”, “Sonho Meu” e “Abraço Negro”. Em seguida, Mariene capricha na interação e proximidade com o público, descendo do palco e indo cantar “Minha Fé” junto com a galera.

Claro que as canções de Clara Nunes não poderiam ficar de fora do repertório. O sucesso “Conto de Areia” foi apresentado, pouco antes de Mariene cantar “Samba Pras Moças”, clássico famoso na voz de Zeca Pagodinho. Mais músicas conhecidas por outros artistas fizeram parte do setlist, como “Brasil Pandeiro” e “Ê Baiana”.

Além dos elementos essenciais para um show, a artista também ousa levando um bailarino ao palco, e até se junta a ele, mostrando um pouco de dança africana. A iluminação é muito bem utilizada, fazendo Mariene brilhar ainda mais. Por falar em brilho, este é outro recurso utilizado por ela, que espalha purpurina no bailarino e em parte da plateia mais próxima do palco.

Sob gritos de “linda”, “diva baiana”, Mariene de Castro conduz com competência o show e, com muita simpatia, brinca com a plateia. Dá atenção aos fãs, distribui rosas e mostra a afinação de seu vozeirão. Misturando a baianidade de seu som com o samba carioca, faz um belo intercâmbio entre as duas sonoridades. E mostra também que o que mais importa, na verdade, é o samba. E o de qualidade!

Número 2 do nosso Top 5 de melhores shows de 2014:

https://palcoteatrocinema.com.br/2014/12/21/top-5-eu-fui-shows/

Anúncios