Boreart, no Morro do Borel

Em setembro de 2012, moradores do Morro do Borel ingressaram na metodologia da Agência de Redes para Juventude, programa que estimula jovens de comunidades, periferias e subúrbios do Rio de Janeiro a criar projetos para as suas localidades. Dessa união surgiu o Boreart, um coletivo que pretende, através das artes, revitalizar os becos e ruas do morro. Depois de 2 anos, o desafio agora é reformar a escadaria da Rua Nossa Senhora Aparecida, uma das principais da comunidade. Inspirados na Escadaria Selarón, na Lapa, o Boreart quer tornar esta escadaria uma referência de arte urbana no Borel e em toda cidade.

Doações de azulejos
Para concretizar a reforma, os jovens estão recolhendo azulejos, que podem ser entregues na sede da Agência de Redes para Juventude (Rua Teotônio Regadas, 26/603), de terça a sábado, entre 10h e 19h. Mais informações: galeria.boreart@gmail.com. Vídeo da campanha: http://vimeo.com/106024066

Sobre o Boreart

Formado por quatro jovens moradores do Complexo do Borel, o projeto consiste em uma galeria de arte que ocupa as casas e a Rua Nossa Senhora de Fátima, mas conhecida como Barranco, no morro do Borel, Zona Norte do Rio de Janeiro. Cada morador abriga uma obra de arte em sua residência pelo período de exposição, em média dois meses, e todas as casas recebem a reforma da parede que receberá as obras e parte do valor da venda.

Em 2013 o projeto contou com a curadoria de Marcus Lontra e a parceria do M.A.M (Museu de Arte Moderna), via Luiz Camilo. As obras da primeira exposição foram dos artistas Artur Barrio e do coletivo de artistas Chelpa Ferro. Já em sua segunda exposição o projeto contou com obras de André Soares Monteiro, vulgo “Andareiro”, artista pernambucano, fundador do coletivo Cata-Mixto que trabalha com o reaproveitamento de materiais recicláveis para criação das suas obras, visando a sustentabilidade.

Em janeiro de 2014 o projeto chegou à sua terceira exposição, com os artistas e designers Felipe Nunes e Nando Garvey. Seus métodos de criação são inspirados nas culturas indígenas, africanas, tropicalismo, além da música e outros elementos da cultura brasileira. Além das exposições o projeto já desenvolveu oficinas de Grafite e Artes Visuais, em parceria com o SESC Tijuca, para jovens e crianças no Borel.