“A bruxinha que era boa”, na Arena Carioca Dicró

Recriar o clássico do teatro infanto-juvenil, levando para o palco uma linguagem moderna e lúdica, foi o principal desafio do diretor Cico Caseira para a montagem da peça “A bruxinha que era boa“, de Maria Clara Machado, que tem duas apresentações gratuitas na Arena Dicró, nos dias 13 e 14 de setembro.

A ideia do diretor é mostrar como a arte pode ser simples e acessível. “Quero que a criança chegue em casa, depois de assistir ao espetáculo, e monte a sua própria história, aproveitando seus brinquedos e roupas, criando e recriando”, diz Cico, que trabalhou por muitos anos como assistente de Maria Clara Machado e é professor de teatro do Tablado e Nós do Morro.

A partir desse conceito, cenário e figurino ganham objetos reciclados e remontados, que compõem a floresta onde as bruxinhas vivem. “É como se elas estivessem perto da cidade e se aproveitassem do lixo urbano. Uma criança é capaz de transformar cabo de vassoura em cavalo de pau, tirar som de uma lata velha com colher”, acrescenta o diretor, que teve toda a sua formação no lendário Tablado, criado em 1951 por Maria Clara Machado.

Na visão de Cico, “A Bruxinha que Era Boa” é um texto feito para todas as idades, como um filme de Harry Potter, com muito movimento, músicas e brincadeiras, mas sempre valorizando o texto original de Maria Clara Machado, escrito em 1955. A história conta as aventuras e desventuras da bruxinha Ângela, perseguida por não conseguir praticar as maldades que lhe renderiam a tão sonhada vassoura a jato.

Em “A bruxinha que era boa”, mensagens subliminares, como o respeito à diferença, a crítica ao bullying e o poder da superação para transpor o mal, chegam às crianças sob a forma lúdica de uma sala de aulas, onde bruxas são as alunas e a melhor da classe receberá uma vassoura a jato. “Apesar de antiga, a peça levanta um tema muito atual: será que ser bom e legal é sinônimo de ser ‘otário’? Maria Clara sempre mostrou sua preocupação com a criança”, garante Cico.

Uma revolucionária
Encenada pela primeira vez em 1958, a peça “A Bruxinha Que Era Boa” está entre as primeiras montagens da consagrada autora de 27 textos infantis, como “Pluft, O Fantasminha”, “O Rapto das Cebolinhas” e “O Cavalinho Azul”. “De muito poucos, na história do teatro brasileiro, poderá ser dito como se pode a respeito de Maria Clara Machado. Ela revolucionou o teatro ao tratar a criança com respeito e criatividade”, afirma a crítica teatral Barbara Heliodora.

Sinopse:
De autoria de Maria Clara Machado, “A Bruxinha Que Era Boa” conta a fantástica história de uma escola de bruxas onde a mais malvada ganhará como prêmio a tão sonhada vassoura a jato. Angela é uma bruxinha boa que é péssima aluna e por não saber fazer maldades sofre Bullying de suas coleguinhas mazinhas. Em uma das provas aplicadas pelo Bruxo, as bruxinhas têm como primeiro alvo o menino Pedrinho, um lenhador que acaba ficando amigo da bruxinha. Como castigo por ser diferente e não saber fazer maldades, Ângela é trancafiada na torre de piche para sempre. Para fugir do castigo e salvar a floresta das maldades ela contará com a ajuda de seu amigo Pedrinho, que vai enfrentar o terrível bruxo Belzebu III, sua Ruindade Suprema em uma grande aventura.

Ficha técnica:
Texto: Maria Clara Machado
Direção artística: Cico Caseira
Elenco: Danielle Ribeiro, Thábata Tubino, Henrique Sathler, Marcelo Magano, Fernanda Falleiro, Ricardo Fernandes, Carol Barbosa, Ana Paula Quevedo, Rodrigo Santos
Direção musical: Lincoln Vargas
Direção de movimento: Daniele Soares
Iluminação: Djalma Amaral
Direção de Arte: Ateliê Cazzada Costura
Cenário e Figurino: Jorge de Tharso Ramos
Assistente de cenografia e Figurino: Maria Rabelo
Caracterização: Fernanda Santoro
Design gráfico: Victória Scholte
Fotografia: Andrea Rocha – ZBR
Assistente de direção: João Bernardo caldeira
Produção executiva: Thandara Tubino
Direção de produção: Thábata Tubino e João Bernardo Caldeira
Realização: São Bernardo
Apoio institucional: Programa UPP Social, da Prefeitura do Rio de Janeiro

Serviço:
Data: 13 e 14/09 (sábado e domingo)
Horário: 16h
Local: Arena Carioca Dicró – Carlos Roberto de Oliveira
Endereço: Parque Ari Barroso, Penha (entrada pela rua Flora Lobo)
Telefone: (21) 3486-7643
Entrada gratuita
Classificação etária: Livre

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