“Suor Angelica”, no Theatro Municipal

Integrante do repertório de grandes divas operísticas, Senza Mamma é uma das árias mais conhecidas de Suor Angelica, de Giacomo Puccini, quarto título do projeto Ópera do Meio-Dia, que será apresentado em sua versão completa por solistas do Coro do TM, nos dias 06, 13, 20 e 27 de agosto (quartas-feiras), às 12h, com ingressos a R$ 5,00. A Fundação Theatro Municipal do Rio de Janeiro, vinculada à Secretaria de Estado de Cultura, dá prosseguimento à programação artística sob a responsabilidade do Maestro Isaac Karabtchevsky com esta bem-sucedida série realizada em sessões de 60 minutos para 100 espectadores no Foyer do Theatro. Nesta quarta temporada, que contará com elenco totalmente feminino, se apresentarão as sopranos Marianna Lima, Gisele Diniz, Eliane Lavigne, Márcia Brandão e Eleonora Reys, as mezzo-soprani Vivian Delfini, Hellen Maximiliano, Katya Kazzaz e Beatriz Simões e as contraltos Daniela Mesquita, Andressa Inácio e Rejane Ruas acompanhadas ao piano por Eliara Puggina e ao órgão por Cláudio Ávila. O elenco estará caracterizado com figurinos. O diretor teatral Rubens Lima Junior assina a encenação, o Maestro Jésus Figueiredo responde pela direção musical e Bruno Furlanetto faz a direção geral.

Com excelente receptividade, as três primeiras edições deste projeto – O Elixir do Amor (abril e Maio), La Cenerentola (junho) e As Bodas de Fígaro (julho) – tiveram lotação esgotada. Estão previstas outras duas temporadas neste segundo semestre de 2014, com João e Maria, de Humperdinck (outubro); e Amahl e os Visitantes da Noite, de Menotti (dezembro). O projeto Ópera do Meio-Dia tem a finalidade de divulgar esta forma de arte e oferecer uma opção de lazer a quem trabalha no Centro durante a pausa para descanso. Além disso, é uma oportunidade aos integrantes do Coro atuarem em solo ao público.

“Temos a satisfação de constatar que o projeto Ópera do Meio-Dia já pegou e caiu no gosto dos espectadores. As lotações esgotadas nas temporadas de O Elixir do Amor, La Cenerentola e As Bodas de Fígaro estão aí para comprovar isso. Desta vez, oferecemos ao nosso querido público esta pérola da obra de Puccini, que é Suor Angelica”, afirma Carla Camurati, Presidente da Fundação Teatro Municipal.

A trama, que tem libreto de Giovacchino Forzano é ambientada em um convento na Toscana, no fim do século XVII, e conta a história da jovem Angelica, que é mandada pela família para vida religiosa depois que teve um filho fora do casamento, fato imperdoável para a sociedade naquela época.

Sobre a ópera
Suor Angelica é integrante de um programa que reúne três óperas de um ato, cada, chamado de Il Trittico – no qual também estão Il Tabarro e Gianni Schicchi – que estreou em dezembro de 1918 no Metropolitan, em New York. A ideia de combinar uma reunião de óperas de um ato num único espetáculo tinha povoado os pensamentos de Puccini ao longo de toda a sua carreira, mas seu editor, Giulio Ricordi, discordava do projeto. Após a morte deste, Puccini começou a compor Il Tabarro, extraído de uma peça que havia assistido em 1912 em Paris. A obra ficou pronta em 1916, mas ele ainda não tinha em mente quais seriam as outras duas partes, até que em 1917, o dramaturgo Giovacchino Forzano lhe ofereceu o libreto de um ato passado num convento, Suor Angelica. Na sequência, forneceu outro texto com tema cômico intitulado Gianni Schicchi. Prontamente aceitos, as duas óperas foram finalizadas no início de 1918 e as três estreadas em dezembro do mesmo ano. O Rio de Janeiro foi a 4ª cidade do mundo a ouvir Il Trittico.

O Trittico completo caiu em desuso logo após sua estreia. Somente Gianni Schicchi foi reconhecido, de imediato, como uma obra-prima, e ficou no repertório mundial, sempre combinado com outra ópera de curta duração. Suor Angelica, considerada o patinho feio do trítico, seguiu abandonada pelos teatros. Nos últimos 20 anos, no entanto, voltou com força total ao repertório dos grandes teatros, agora reconhecida como uma obra-prima, não só à altura do Schicchi, mas dentro do cânon pucciniano.

Sinopse
As freiras acabam suas preces e, alegremente, saem para os seus afazeres, enquanto Angelica tenta disfarçar sua infelicidade pelos sete anos que está no convento e nos quais não teve notícias de sua família. Logo a abadessa anuncia que sua tia, a princesa, chegou para visitá-la. Introduzida, Angelica fica chocada com a atitude gélida com que é tratada pela tia. Da conversa ficamos sabendo que Angelica foi posta no convento pela sua família como castigo de ter tido um filho ilegítimo. A princesa vem exigir-lhe que abra mão de sua herança em favor de sua irmã menor que iria se casar. Angelica pede piedade, mas sua tia, friamente, informa-lhe que seu filho morreu e sai. Sozinha, chora desesperada, desejando que sua infelicidade tenha um fim e que possa juntar-se ao filho no céu (Senza Mamma). As freiras aliam-se a ela numa prece à Virgem Maria. Deixada isolada, bebe um veneno, enquanto canta um alegre adeus à vida. Sua paz, todavia, é quebrada pela realização que, tendo se matado, está amaldiçoada e ficará eternamente separada do filho. Reza desesperadamente à Madonna. As vozes dos anjos se unem à sua oração e a própria Madonna aparece, trazendo a criança que conduzirá sua mãe ao paraíso.

SERVIÇO
Suor Angelica
Música: : Giacomo Puccini
Libreto: Giovacchino Forzano
Solistas
Suor Angelica – Marianna Lima,  soprano
La Zia Principessa – Daniela Mesquita, contralto
Suor Genovieffa – Gisele Diniz, soprano
La Prima Sorella Cercatrice – Eliane Lavigne, soprano
Suor Dolcina / Una Conversa – Márcia Brandão, soprano
La Badessa – Andressa Inácio, contralto
La Suora Zelatrice – Vivian Delfini, mezzo-soprano
La Suora Infermiera – Hellen Maximiliano, mezzo-soprano
La Maestra Delle Novizie – Rejane Ruas, contralto
Suor Osmina / Seconda Novizia – Eleonora Reys, soprano
La Seconda Sorella Cercatrice / Seconda Conversa – Katya Kazzaz, mezzo-soprano
Una Novizia –  Beatriz Simões, mezzo-soprano
Piano – Eliara Puggina
Órgão e Regência Interna – Cláudio Ávila
Direção Musical: Jésus Figueiredo
Direção Cênica: Rubens Lima Junior
Direção Geral: Bruno Furlanetto

Foyer do Theatro Municipal do Rio de Janeiro
Praça Floriano s/n° – Centro
Temporada: 06, 13, 20 e 27 de agosto (quartas-feiras), às 12h.
Capacidade: 100 lugares não marcados
Preço único: R$ 5,00
Classificação etária: livre
Duração: 60 minutos
Informações: (21) 2332-9191
Vendas na Bilheteria, no site da Ingresso.com ou por telefone: 21 4003-2330

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