“Qualquer gato vira-lata…” – Eu fui!

Clássico da comédia teatral carioca, reestreou no Teatro Vanucci, na última quinta-feira,  a peça “Qualquer gato vira-lata tem uma vida sexual mais sadia que a nossa”. O nome é longo, mas a temporada é curta. Fica até o dia 27 de julho. Como não sou de perder tempo, quis logo aproveitar para assistir e entender o motivo pelo qual “o gato está miando há 14 anos”, como diz Bibi Ferreira, diretora da peça.

Foto: Apetecer.com

Foto: Apetecer.com

Com texto de Juca de Oliveira, a peça retrata a vida de três jovens que vivem as dificuldades de uma experiência amorosa. Decepcionada após romper com seu quase namorado, Tati (vivida por Monique Alfradique) se refugia no auditório da faculdade para chorar, sem se dar conta de que está no meio da palestra de um professor de Biologia sobre o evolucionismo de Darwin. Para o espanto da moça, o jovem cientista elucida o porquê das desventuras amorosas das pessoas e afirma que as leis da natureza estão sendo infringidas. Extasiada com a revelação, Tati convence o professor de que ela é sua tese e recorre a sua ajuda na reconquista de Marcelo (Marcos Nauer). Relutante a princípio, Conrado (Victor Frade) aceita a proposta e passa a analisar os erros que ela comete e sugere soluções.

Para dar mais detalhes sobre os personagens, Tati é uma garota independente profissional e financeiramente, mas insegura em relacionamentos amorosos. Com isso, acaba dando um valor exagerado a Marcelo, que se aproveita disso e faz o que bem entende com ela. O rapaz é imaturo e sem muitas perspectivas de vida. O oposto de Conrado, que é professor da faculdade onde Tati estuda e passa a ser seu mentor sentimental.

Foto: Apetecer.com

Foto: Apetecer.com

O filme baseado nesta peça foi lançado em 2011, com o título reduzido para “Qualquer Gato Vira-Lata”. O elenco era composto por Cleo Pires, Dudu Azevedo e Malvino Salvador. Para quem, como eu, assistiu às duas versões, não pode deixar de compará-las. Em relação às locações, por exemplo, lógico que no cinema a ambientação é muito mais evidente (boate, faculdade, rua…), mas o ao vivo ofereceu boas soluções. O quarto de Tati, o bar e a boate tinham cenografia apropriada, que se transformava conforme a necessidade. Quando o lugar a ser reproduzido era mais ousado (a rua, a faculdade), paineis davam a ideia do ambiente.

Foto: Apetecer. com

Foto: Apetecer. com

A integrante do elenco mais conhecida do grande público é Monique Alfradique. A atriz já tinha dado algumas demonstrações de veia cômica na TV, mas nesta peça o espaço é maior para criar e brincar. Acompanhada pelo bom ator Victor Frade, os dois formam uma boa parceria. Meu destaque vai para a cena do jantar, em que Tati tenta reconquistar Marcelo e Conrado (Frade) serve de garçom e também de consultor, falando para ela o que deve ou não fazer, como se fosse seu subconsciente lembrando as falas do professor.

Sabe aquela tua amiga com “dedo-podre” para escolher namorados? Então! Leve-a para assistir a “Qualquer gato vira-lata…”. Ela vai se divertir, se identificar com Tati e suas histórias e até, quem sabe, aprender com elas. A peça vai cumprir o papel de divertir e também pode exercer um papel didático (rs). Brincadeiras à parte, penso que o fato do espetáculo existir há tanto tempo deva ser exatamente este: o público se identifica ou conhece alguém que se pareça com seus personagens.

P.S.: Agradeço à Minas Ideias pelos convites.


FICHA TÉCNICA:
Texto: Juca de Oliveira
Direção: Bibi Ferreira
Elenco: Monique Alfradique (Tati), Victor Frade (Conrado) e Marcos Nauer (Marcelo).

SERVIÇO:
Temporada: Até 28 de setembro de 2014
Horário:  Quinta, sexta e sábado às 21h:30m e domingo às 20h:30m
Local: Teatro Vannucci – Shopping da Gávea – Rua Marquês de São Vicente, 52 – Gávea
Bilheteria: (21) 2274-7246. Horário de funcionamento: Terça a domingo de 14h às 20h.
Preço: R$ 80,00 (inteira) – Quintas, sextas e domingos
R$ 90,00 (inteira) – Sábados
Classificação: 14 anos


Anúncios