“Se eu Fosse Você, o musical” – Eu Fui!

Apesar de já ter assistido a vários musicais, nunca havia visto um que fosse oriundo de um filme (pelo menos não que me lembre). A expectativa era a de ver um espetáculo sem grandes novidades, mesmo não me lembrando muito do filme, lançado em 2006. A comédia musical “Se eu Fosse Você, o musical” junta as tramas dos dois filmes “Se eu Fosse Você” e costura a história com o repertório da cantora e compositora Rita Lee.

A primeira vez que ouvi falar sobre a escolha das canções da artista para musicarem o espetáculo, tentei entender o motivo. Logo após, lembrei de títulos como “Todas as mulheres do mundo”, “Cor de rosa choque” (Rita Lee e Roberto de Carvalho) e “Miss Brasil 2000” (de Rita Lee e Lee Marcuci), e percebi que o repertório de Rita Lee tinha grande identificação com o público feminino. Talvez essa possa ser a razão de sua escolha.

Para quem não sabe, ou não lembra, o enredo é sobre Cláudio, publicitário bem sucedido e dono de sua própria agência, e Helena, professora de música. Os dois são casados há anos e acostumados com rotineiras discussões, sendo o excesso de trabalho de Cláudio o maior motivo delas. Um dia eles têm uma briga maior do que o normal, que faz com que algo inexplicável aconteça: eles trocam de corpos. Apavorados, Cláudio e Helena tentam aparentar normalidade até que consigam reverter a situação. Porém. para tanto eles terão que assumir por completo a vida do outro.

Confesso que, no início da peça, não me animei muito. Achei as piadas previsíveis e, talvez por isso, sem muita graça. A troca de corpos do casal protagonista, Helena e Cláudio, demora muito a acontecer. Lembro de ter olhado no relógio e verificado já terem se passado 40 minutos, e ainda nada havia acontecido. Cheguei a pensar, “Eles não vão trocar de corpos? Será que no musical é diferente?” rs. Daí, quando finalmente a proposta principal ocorre, tudo muda de figura.

Os desempenhos de Cláudia Netto e Nelson Freitas (Helena e Cláudio, não necessariamente nesta ordem, dada a trama do espetáculo rs) diverte. As confusões em que se metem, um tentando se passar pelo outro, fazem o público dar risadas. O principal motivo das minhas eram as coisas mais sutis. Por exemplo, o figurino do machão Cláudio vai mudando, ganhando toques sutis de feminilidade. Por exemplo, uma calça rosa, um blazer dobrado com uma camisa colorida por baixo. Sem falar na reação deste, no corpo de Helena, ao saber da gravidez da filha, Bia.

O repertório do espetáculo inclui sucessos como “Ovelha Negra”, “Saúde” (parceria com Roberto de Carvalho) e “Esse tal de roque enrow” (Rita Lee e Paulo Coelho), entre outros hits indispensáveis. Não sei se a relação entre a música e a cena tinham tudo a ver mas, de qualquer forma, funciona. Ainda mais com a interpretação de parte do elenco, como Marya Bravo – com seu vozeirão -, Kacau Gomes – conquistando o público em peso -, e Bruno Sigrist – outro nome já experiente em musicais.

O elenco também diverte os espectadores no fim do espetáculo, levantando a galera com alguns outros sucessos de Rita Lee. E o público sai de lá leve, divertido e até, quem sabe, sabendo um pouco mais sobre as dores e as delícias do sexo oposto.

 

P.S.: Grata à MNiemeyer pelos convites.


 

Serviço:

5ª feira – Plateia – R$ 60,00
Balcão – R$ 30,00

6ª feira – Plateia – R$ 80,00
Balcão – R$ 40,00

Sábado – Plateia – R$ 100,00
Balcão – R$ 50,00

Domingo – Plateia – R$ 80,00
Balcão – R$ 40,00

Bilheteria:

Fone: 021 2511-0800
3af e 4af – 15h às 21h
5af a Sábado- 15h às 21h30
Domingo- 15h às 20h


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